sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A tempo!

Antes que acabe o dia, um poema bobo...
PS: O nome é em homenagem ao amigo Conrado, que fez essa interpretação-síntese.


A dúvida e a falsa certeza

Eu não gosto de expectativas.
Elas trazem frustração.
O problema é que elas sempre se apropriam de mim,
e fingem que não estão,
quando estão.

Eu fico tentando afogar.
Às vezes, nem percebo que estão lá.
Em desfile e em dança
na minha frente,
esboço um sorriso de esperança,
mas, rapidamente,
tento disfarçar.

Imagino como seria se fosse...
o que eu faria se isso um dia...
Reprimo.
Penso que seria doce,
ou mesmo que me amargaria,
e consolo-me do banho de água fria
sabendo que nada mudará.

Porque mudança dá medo,
desestabilidade.
É como eu olhar pra cidade
e ver o que ela realmente é: grande.
E se isso for,
não sem dor,
eu meço a minha pequenez.
Apenas uma coisa de cada vez.
Como se a vez das coisas as fizessem se enfileirar...

Elas não.
Mas eu, tão pequena,
que haveria de achar,
olhando a centena
de ruas e problemas
que ninguém vai saber onde vão dar.

Minha pequenez na imensidão da cidade... não me permite esperar.

Um comentário:

Exausto disse...

"esboço um sorriso de esperança,
mas, rapidamente,
tento disfarçar".




Esperança?
Mate essa vaca!