sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

As mulheres, os negros e os jovens não podem pagar pela crise.

Há poucos dias, a Folha deu uma matéria que afirmava que os principais atingidos pelos efeitos da crise econômica internacional são as mulheres, os negros e os jovens.

Para a gente, não há novidade nisso. Em qualquer crise, são aqueles e aquelas que estão em posição de mais vulnerabilidade os que pagam por ela.

No caso das mulheres, sabe-se que elas são maioria entre os trabalhadores informais. Sabe-se que elas são maioria entre os desempregados, embora estudem, em média, mais tempo que os homens. Sabe-se que elas recebem, em média de 66 a 70% dos salários dos homens – por trabalho igual. Sabe-se que elas é que ocupam os postos de trabalho mais desvalorizados do mercado, que estão mais excluídas da previdência social, e que são maioria esmagadora entre os mais pobres dos pobres. Eu não to “chutando” dados. É só olhar no Dieese, no IBGE, na PNAD, etc.

E os empregos que têm sido gerados, onde estão? Pra quem são? Em que setor?

Esse assunto é estruturante da desigualdade entre homens e mulheres. Combater a opressão deve ter tudo a ver com desconstruir essa realidade.

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O 8 de março vem aí...

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