No travesseiro tem ainda
O perfume do que vou
Sonhar amanhã.
Música, feminismo, diálogos, política, futebol, crônica e poesia convivendo no mesmo espaço. E sem conflito.
sábado, 7 de dezembro de 2013
sábado, 30 de novembro de 2013
A dor da pele
A dor da pele
A dor da pele
A dor da pele
A dor da pele
Dói rasgando
Adormece
Adoece
A dor da pele
A dor da pele
Não amortece
A dor da alma
A dor da alma
A dor da alma
A dor da alma
A dor da pele
Amanhece
Na dor da alma
Na palma
No açoite
No choque
Na violação do corpo
Na fome
Na cela
A prisão do sonho
O sequestro de si
E do que se fez
O exílio da alma
A dor da pele
O grito
A dor da pele
O pranto
A dor da pele
A dor da pele
A dor da pele
Sem morrer
Acorda
A dor da alma
A dor da alma
A dor da alma
Ardendo
Ninguém olhando
A dor da pele
Fisgando
Tudo escondido
A pele cicatriza
A alma queima
A dor da pele
A dor da pele
A dor da pele
A dor da alma
Encarcerada
Num corpo
Que não reconhece
Os muros
Cercando a pele
De quem tem alma
Eterna
A dor da pele
Encarcera
A alma
A dor da alma
A dor que varre a alma
A dor que expropria
A alma
De dentro do corpo
Que a pele cobre
Que a alma habita
Um grito
A dor da pele
É pra vingar
A dor da alma
A dor da alma
As dores da alma
A dor das almas
A dor da alma
Dói nas almas
E se torna borboleta
Pousando de corpo em corpo
Distribuindo pólen
Pra fazer nascer
Liberdade
A dor da alma
É pra fazer justiça
À dor da pele
A dor da pele
A dor da pele
A dor da pele
Dói rasgando
Adormece
Adoece
A dor da pele
A dor da pele
Não amortece
A dor da alma
A dor da alma
A dor da alma
A dor da alma
A dor da pele
Amanhece
Na dor da alma
Na palma
No açoite
No choque
Na violação do corpo
Na fome
Na cela
A prisão do sonho
O sequestro de si
E do que se fez
O exílio da alma
A dor da pele
O grito
A dor da pele
O pranto
A dor da pele
A dor da pele
A dor da pele
Sem morrer
Acorda
A dor da alma
A dor da alma
A dor da alma
Ardendo
Ninguém olhando
A dor da pele
Fisgando
Tudo escondido
A pele cicatriza
A alma queima
A dor da pele
A dor da pele
A dor da pele
A dor da alma
Encarcerada
Num corpo
Que não reconhece
Os muros
Cercando a pele
De quem tem alma
Eterna
A dor da pele
Encarcera
A alma
A dor da alma
A dor que varre a alma
A dor que expropria
A alma
De dentro do corpo
Que a pele cobre
Que a alma habita
Um grito
A dor da pele
É pra vingar
A dor da alma
A dor da alma
As dores da alma
A dor das almas
A dor da alma
Dói nas almas
E se torna borboleta
Pousando de corpo em corpo
Distribuindo pólen
Pra fazer nascer
Liberdade
A dor da alma
É pra fazer justiça
À dor da pele
domingo, 20 de outubro de 2013
O meu lugar
O meu lugar que ficou
Andou
Enquanto eu parava
O meu lugar que parou
Rezou
E eu nunca rezava
O meu lugar que me falou
Brotou
Em mim, em paz
O meu lugar
Já me sabe demais
E lá vou eu partir
Vou outra vez ouvir
A música d'onde eu nem estava
Andou
Enquanto eu parava
O meu lugar que parou
Rezou
E eu nunca rezava
O meu lugar que me falou
Brotou
Em mim, em paz
O meu lugar
Já me sabe demais
E lá vou eu partir
Vou outra vez ouvir
A música d'onde eu nem estava
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Olhar e ver
Os olhos olham
Vidram
Ficam ali, vidrados
O resto se desfoca
E os olhos parados
Preguiça de voltar a ver
Tudo como é
No foco
Os olhos vidrados
Desvidram
Veem
Aquilo que
Já era pra ter visto
Mas a hora
Era agora.
Vidram
Ficam ali, vidrados
O resto se desfoca
E os olhos parados
Preguiça de voltar a ver
Tudo como é
No foco
Os olhos vidrados
Desvidram
Veem
Aquilo que
Já era pra ter visto
Mas a hora
Era agora.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
11 de setembro: Salve a Catalunya!
Certamente, hoje, com muita razão, muitos(as) lembram Allende e uma parte obscura da história da América Latina. Peço licença a todos(as) para, ao mesmo tempo em que faço coro com vcs, que não deixam o mundo esquecer, lembrar outra história que também tem palco num 11 de setembro.
Em homenagem à histórica luta do povo catalão por liberdade, autonomia e independência, segue abaixo trecho de um modesto poema meu sobre a Catalunha e sua capacidade extraordinária de nunca estar vencida. Llibertat!
Em homenagem à histórica luta do povo catalão por liberdade, autonomia e independência, segue abaixo trecho de um modesto poema meu sobre a Catalunha e sua capacidade extraordinária de nunca estar vencida. Llibertat!
BRASIL-CATALUNHA
Com a precisão de uma história bem contada,
No grito forte e na alma lavada,
A sardana e a ciranda se deram as mãos.
Quatro colunas cantam como flautas,
E, como um cavaco na nota exata,
Mergulham a memória na canção.
Na beira do céu, vejo o mestre Telê sorridente,
Celebrando com toda essa gente
Que está protegida por Ogum!
Pois quem souber olhar além do espelho
Pode ser que veja o Sol Vermelho
A bronzear o Abaporu...
Eu queria compor um lindo samba
Que pudesse cantar esse encanto
Para a inspiração dar o recado:
A luta de um povo por liberdade
Não cessa, nem quer piedade
Brilha feliz em vermelho e dourado.
Eu queria recitar os meus versos
Com a leveza do peso da história
Para a melodia ter traços e cores:
Dizer que a beleza é capaz de ganhar
Da dor e da dúvida
E a arte é uma arma de libertar.
Assim, passam-se séculos de peleia,
E se os jornais temerem o fim das cadeias
As ruas em festa, dançando, testemunharão
Pois quem precisa de notícia?
Eu prefiro mesmo a poesia...
Para compor um lindo samba em catalão.
Però qui necessita la notícia?
Jo prefereixo la poesia
Per compondre um bell samba en català.
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