quarta-feira, 17 de julho de 2013

Sem Clima

Samba de minha própria autoria... 
***

Sei lá, sei não!
Quando será que ele sente alguma emoção?
É chuva de areia no ar
Deserto pra tudo secar
É a frente que esfria a estação
É uma fria, esse cidadão

Se eu chego perto sorrindo
Ele dá meia volta, e 'inda fecha a cara
Se eu faço qualquer favor
Ele aceita bem sério e nem diz obrigada
Se eu convidar pra sair,
É capaz de ele rir
Pra fazer exceção
Até o sangue dele também
Tem que entrar no trem
Pra ir pro coração.

Sei lá, sei não!
Quando será que ele sente alguma emoção?
É chuva de areia no ar
Deserto pra tudo secar
É a frente que esfria a estação
É uma fria, esse cidadão

Não tem hidratante potente
Não tem umidade em cidade nenhuma
Pra amolecer esse moço
Nem reza de crente, nem nossa macumba
Acho que se um belo dia
Alguém com malícia
O cativa em vão
Pode apostar que na certa
Essa lágrima seca
E nem chega no chão

Sei lá, sei não!
Quando será que ele sente alguma emoção?
É chuva de areia no ar
Deserto pra tudo secar
É a frente que esfria a estação
É uma fria, esse cidadão!



***
Aqui o vídeo... O áudio não é bom e o esquema é todo meio improvisado. Mas esta é minha música, acompanhada de Leonel Costa (violão), Diogo Bamboocha e Renatinho Lara (percussão).



Um comentário:

Paulo Cezar da Rosa disse...

Ale, muito boa a letra. Samba e poesia.