<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010</id><updated>2012-01-27T11:18:35.215-02:00</updated><category term='consciência negra'/><category term='artigos'/><category term='democracia'/><category term='homofobia'/><category term='poesia'/><category term='Porto Alegre'/><category term='movimento sindical'/><category term='jornalismo'/><category term='fim de ano'/><category term='música'/><category term='mídia'/><category term='evento'/><category term='juventude'/><category term='futebol'/><category term='adversidades'/><category term='universidade'/><category term='violência'/><category term='Fórum Social Mundial'/><category term='política'/><category term='eco-socialismo'/><category term='aborto'/><category term='contos e crônicas'/><category term='Carnaval'/><category term='cultura'/><category term='cinema'/><category term='Marcha Mundial das Mulheres'/><category term='mulheres'/><category term='movimento estudantil'/><category term='internacional'/><category term='diálogos'/><category term='maternidade'/><title type='text'>O Blog Terribili</title><subtitle type='html'>Política, feminismo, diálogos, crônica e poesia convivendo no mesmo espaço. E sem conflito.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>204</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-1939110320930356684</id><published>2012-01-22T22:39:00.000-02:00</published><updated>2012-01-22T22:39:13.046-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>A Fonte das Mulheres</title><content type='html'>Acho que a melhor decisão que tomei desde que o ano começou foi entrar no cinema nesta tarde de domingo para ver &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Fonte das Mulheres&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Isso não desmerece as demais decisões de 2012. É que o filme é realmente muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-UUTXQgYxpFo/Txyr7NDtRqI/AAAAAAAAAJk/GKDg5vQxiQ8/s1600/afontedasmulheres.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-UUTXQgYxpFo/Txyr7NDtRqI/AAAAAAAAAJk/GKDg5vQxiQ8/s320/afontedasmulheres.jpg" width="240px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu não tinha ouvido falar dele, mas, como vocês devem supor, o nome me chamou a atenção. Em tempos de pós "Primavera (?) Árabe", o filme ganha ainda mais atualidade. A história se passa numa pequena comunidade islâmica, situada em local desértico entre o norte africano e o oriente médio. Sob um olhar superficial, as mulheres se rebelam contra os homens, porque cabe a elas o trabalho pesado de ir buscar água para abastecer a vila, sem nenhuma ajuda de seus maridos, pais e irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o enredo se apropria dessa "limitada" questão para lançar luz sobre muito mais. A protagonista da história, a jovem Leila, é das raras mulheres que sabem ler e escrever. Ao lado da experiente Velho Fuzil, as duas questionam a interpretação que se faz do Alcorão, alegando que Alah espera que homens e mulheres sejam iguais. Denunciam que as mulheres realizam todo o trabalho, enquanto os homens somente as exploram. Mobilizam as demais e se organizam para enfrentar a situação por meio de uma greve de sexo, que atinge enorme repercussão. Muitas mulheres acabam estupradas pelos maridos, sofrem violência, inclusive diante dos filhos, sem ter a quem recorrer. Em meio a tudo isso, a omissão da Igreja e a corrupção das autoridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leila é perseguida pela sogra, que demonstra discriminá-la pelo fato de ser estrangeira. Ao mesmo tempo, o marido, professor, dos mais intelectualizados da aldeia, procura apoiar sua luta, mas recua muitas vezes. Teme que as mulheres queiram ir além de conquistar ajuda no ato de ir buscar água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num diálogo entre homens, que se reúnem para encontrar solução para o impasse, alguém se lembra que a tarefa, executada pelas mulheres, deveria ser garantida pelo Estado. Porém, pouco ou nada fazem para fortalecer a luta feminina - que, a princípio, buscara a divisão da tarefa com os homens. Os mais conservadores sugerem explicitamente que elas sejam controladas por meio de violência. Porém, destemidas, elas seguem com sua luta, utilizando de todos os poucos artíficios de que dispõem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engana-se quem assiste ao filme com desprendimento científico. Ali, fala-se sobre um local perdido entre o norte da Árica e o Oriente Médio, e sobre a religião dos muçulmanos. Entretanto, respeitadas as proporções, aquela é a realidade de todas as mulheres do mundo. A divisão sexual do trabalho, que responsabiliza exclusivamente as mulheres pelo trabalho doméstico e de cuidados, continua escravizando milhões delas em todo o mundo, seguidoras de todas as religiões. A violência é um meio de controlá-las em toda a parte. O estupro dentro do casamento é uma cruel realidade global. A organização das mulheres no feminismo continua sendo combatida por muitos, por meio da desqualificação política e da truculência. A liberdade ainda não é uma realidade, e a luta feminista continua necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As falas e as músicas cantadas por Leila e Velho Fuzil são, muitas vezes, emocionantes. Não porque rebuscadas ou carregadas de metáforas, pelo contrário: exatamente porque falam de coisas concretas de forma literal, com inteligência e coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo filme, uma boa história, uma importante lição: as mulheres não vão aguentar caladas a opressão que sofrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/z6qs_uEMfJk/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/z6qs_uEMfJk&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/z6qs_uEMfJk&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;LE SOURCE DES FEMMES&amp;nbsp;&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Diretor: Radu Mihaileanu &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Elenco: Leïla Bekhti, Hafsia Herzi, Biyouna, Sabrina Ouazani &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Duração: 135 min &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ano: 2011 &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em Porto Alegre, o filme está em cartaz no Unibanco Arteplex&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;‎13:30‎ ‎16:10‎ ‎18:50‎ ‎21:30‎&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-1939110320930356684?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/1939110320930356684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=1939110320930356684&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/1939110320930356684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/1939110320930356684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2012/01/fonte-das-mulheres.html' title='A Fonte das Mulheres'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-UUTXQgYxpFo/Txyr7NDtRqI/AAAAAAAAAJk/GKDg5vQxiQ8/s72-c/afontedasmulheres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-2197525794370157678</id><published>2012-01-16T14:26:00.001-02:00</published><updated>2012-01-16T14:26:32.554-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Todas Elas - samba é substantivo feminino</title><content type='html'>&lt;em&gt;Mais um sambinha... outro amigo, Alan, está colocando a música... Em breve vocês ouvirão. Espero que gostem desta também.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;TODAS ELAS&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não peço licença&lt;br /&gt;Pra entrar&lt;br /&gt;O lugar é meu também&lt;br /&gt;É aqui que eu vou ficar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou maior do que pensa&lt;br /&gt;Vim lutar&lt;br /&gt;Sou visível, sou alguém&lt;br /&gt;O mundo todo é o meu lar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode me tirar&lt;br /&gt;Pra dançar&lt;br /&gt;Mas se eu quiser&lt;br /&gt;Canto, toco, organizo&lt;br /&gt;Faço chover granizo&lt;br /&gt;Se convier&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dançar conforme a música&lt;br /&gt;Andar na linha de corte&lt;br /&gt;Não preciso só de sorte&lt;br /&gt;Não preciso ser a única &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou muitas, sou todas elas&lt;br /&gt;E pra elas vou cantar&lt;br /&gt;Salve Chiquinha, Leci, Clementina&lt;br /&gt;Maria Rita e Jovelina&lt;br /&gt;Vou chegando pra ficar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não peço licença&lt;br /&gt;Pra entrar&lt;br /&gt;O lugar é meu também&lt;br /&gt;É aqui que eu vou ficar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha alegria imensa&lt;br /&gt;Não acaba&lt;br /&gt;Irreverência de quem&lt;br /&gt;Conquista a sua vaga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode me tirar&lt;br /&gt;Pra dançar&lt;br /&gt;Mas sou capaz&lt;br /&gt;De escrever letra e melodia&lt;br /&gt;Pra descrever a ferida&lt;br /&gt;Que você traz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dançar conforme a música&lt;br /&gt;Desde os tempos mais antigos&lt;br /&gt;Eu sei que Clara está comigo&lt;br /&gt;Eu sei que não sou a única&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou muitas, sou todas elas&lt;br /&gt;E pra elas vou cantar&lt;br /&gt;Salve Beth, Elis, dona Ivone&lt;br /&gt;Mariene, Teresa, Alcione&lt;br /&gt;Sou valente como o mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve todas as que não couberam nesta humilde canção, mas que todas trazemos no coração! É a nossa história, a memória, é a senhora do tempo, de todo povo brasileiro, da cultura, da desenvoltura, da vida dura, das grandes figuras... Salve Clara Guerreira pela inspiração, salve toda mulher do samba, salve toda mulher do mundo, salve quem quer um futuro de igualdade pra todos nós! Saravá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ninguém vai nos calar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-2197525794370157678?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/2197525794370157678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=2197525794370157678&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2197525794370157678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2197525794370157678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2012/01/todas-elas-samba-e-substantivo-feminino.html' title='Todas Elas - samba é substantivo feminino'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-5936969740372264051</id><published>2011-12-25T22:14:00.000-02:00</published><updated>2011-12-25T22:14:32.620-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Uma luz que chegou de repente</title><content type='html'>Entre as tantas coisas maravilhosas que 2011 me deu, uma delas foi essa nova relação com a música. Porque eu sempre fui de samba, sempre cantei de brincadeira por aí. Mas Porto Alegre deixou eu imaginar mais, e imaginando é que você desafia o que está pré-estabelecido. É por isso que eu não acredito em destino. Porque eu gosto muito de imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamento-me todos os dias por não ter podido ver e ouvir Clara Nunes pessoalmente. Uma fatalidade terrível levou-a em 1983, quando eu tinha apenas 4 anos e ainda não sabia sambar.&amp;nbsp;Ainda não havia para mim João Nogueira, Noel, Clementina, Adoniran. Mas alguma coisa acontece no meu coração desde que conheci a Clara nos discos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história toda de brincar de cantar aconteceu porque eu sempre pedia, a todas as rodas de samba que conhecia em São Paulo, para que tocassem "Conto de Areia". Nem sempre sabiam a letra. Aprendi a cantar para fazer a música constar do repertório de todo mundo. Em Brasília, com amigos, cantava Clara e João Nogueira - que eram, aliás, muito amigos. Um dia me ocorreu a ideia de que devia, já em Porto Alegre, promover uma homenagem a essa mulher que é uma grande inspiração pra mim e pra tanta gente. Vamos fazer um Tributo a Clara Nunes no mês de seu aniversário, propus ao querido Beto, do Comitê Latinoamericano. Bora. Ele topou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era pra repetir, não era pra ter ideias a partir disso, não era pra se envolver. Era pra ter sido um episódio. Não foi. Tenho sorte de ter encontrado pessoas mára que também se sentem assim quanto ao samba, à música, à batucada. Tenho sorte de não ter me sentido tão ferida quando um ou outro(a) deixaram em entrelinhas o quanto é incômodo lidar com algo que está despertando. Claro, é muito mais fácil entrar no bonde andando. O bonde em que eu entrei mal saíra da estação e estava começando a trilhar seu caminho, um pouco inseguro, rumo a um destino incerto. E daí a incerteza do destino? O improviso é a alma do samba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui estou. Não para agradar a quem só gosta de coisa arrumada, mas vou tomando as providências cabíveis pra fazer isso bem... É porque não quero que a Clara se sinta constrangida por uma performance medíocre dia desses. Por outro lado, sei também que não precisa ter pressa, que as coisas se ajeitam, que o bonde encontra o rumo quando você encontrar. Eu sei que o samba é democrático, que cabe quem quiser sambar. Eu sei que o samba não é quadrado, "que não se ensina na escola". Ainda bem que, no caminho, aparece quem queira te ajudar, contribuir pra uma coisa que não é sua vontade egoísta, mas sim, um processo cultural envolvente. Ainda bem que nem todo mundo se incomoda com o despertar. Eu me apavoro é com a ideia de continuar adormecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, deixo um beijo em quem se identifica com o que está escrito aí acima. A quem apareceu na minha vida para ajudar a fortalecer isso. Inclusive, e talvez, principalmente, os amigos e amigas que foram assistir às apresentações, que gostaram da ideia, que apoiaram, que deram opiniões e que dançaram com a Feira de Mangaio. Foi inspirada por tudo isso aí que eu disse, que escrevi os versos do post anterior. Na certeza absoluta de que ninguém faz samba só por que prefere. E pedindo, todos os dias, a bênção de Clara Nunes. Saravá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/tHk3ZEBYQGo/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tHk3ZEBYQGo&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/tHk3ZEBYQGo&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-5936969740372264051?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/5936969740372264051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=5936969740372264051&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/5936969740372264051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/5936969740372264051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/12/uma-luz-que-chegou-de-repente.html' title='Uma luz que chegou de repente'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-5299646267135351098</id><published>2011-12-23T00:03:00.002-02:00</published><updated>2011-12-23T00:07:34.361-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Curto Pavio - o enredo do meu samba</title><content type='html'>&lt;div class="yiv1860840811MsoNormal" id="yui_3_2_0_1_1324600999502328" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1324600999502326" style="font-family: &amp;quot;serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;Aí está, pessoal... A letra do meu primeiro samba, para a qual meu camarada Aquiles está compondo a música... Quero saber as opiniões!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1860840811MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1860840811MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;serif&amp;quot;; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Curto Pavio&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1860840811MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;Acorde, &lt;br /&gt;Venha ouvir estes poucos acordes&lt;br /&gt;Pra dizer que na vida e no samba&lt;br /&gt;Não é tudo agora&lt;br /&gt;Tudo tem sua hora&lt;br /&gt;Futuro não morde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É cantando que eu vou te mostrar&lt;br /&gt;Quem é mesmo de samba não foge&lt;br /&gt;Nem de improviso&lt;br /&gt;Nem de um aviso&lt;br /&gt;Pisar devagar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem medo de se perder&lt;br /&gt;É quem nunca vai se encontrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me conhece é que sabe, sou curto pavio&lt;br /&gt;Eu que não fujo da dor, e nem de desvario&lt;br /&gt;Não é dia nublado que vai me apavorar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fujo de ondas no mar, nem de curvas no rio&lt;br /&gt;Não temo corte, má sorte, a noite ou o frio &lt;br /&gt;Invento o dia de sol e começo a cantar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem ver,&lt;br /&gt;Que o céu clareou, não vai chover&lt;br /&gt;O povo ainda está sambando&lt;br /&gt;Sem qualquer limite&lt;br /&gt;Sem qualquer convite&lt;br /&gt;E assim tem que ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorde logo pra vir olhar&lt;br /&gt;O samba é a majestade descalça&lt;br /&gt;Vem sem permissão&lt;br /&gt;Pisa em qualquer chão&lt;br /&gt;De qualquer lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca temi me perder&lt;br /&gt;No samba eu vim me encontrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me conhece é que sabe, sou curto pavio&lt;br /&gt;Eu que não fujo da dor, e nem de desvario&lt;br /&gt;Não é dia nublado que vai me apavorar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fujo de ondas no mar, nem de curvas no rio&lt;br /&gt;Não temo corte, má sorte, a noite ou o frio &lt;br /&gt;Invento o dia de sol e começo a cantar &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-5299646267135351098?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/5299646267135351098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=5299646267135351098&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/5299646267135351098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/5299646267135351098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/12/curto-pavio-o-enredo-do-meu-samba.html' title='Curto Pavio - o enredo do meu samba'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-4784513993364685149</id><published>2011-12-13T00:02:00.001-02:00</published><updated>2011-12-13T00:03:31.652-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Nada</title><content type='html'>E no final,&lt;br /&gt;Se você nem me olhar&lt;br /&gt;Nem reparar&lt;br /&gt;Se descartar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada apagará&lt;br /&gt;A certeza de que&lt;br /&gt;O que não foi&lt;br /&gt;Era o que devia ter sido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-4784513993364685149?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/4784513993364685149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=4784513993364685149&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/4784513993364685149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/4784513993364685149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/12/nada.html' title='Nada'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-5410249968972767866</id><published>2011-12-04T21:08:00.003-02:00</published><updated>2011-12-04T21:50:13.173-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adversidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><title type='text'>Domingo de não-futebol</title><content type='html'>Não sou uma dessas pessoas que se sensibiliza com a morte de pessoas que nem conheço, e&amp;nbsp;nem acho que morrer deve ser tão ruim assim. Detesto essa coisa da imprensa de ficar que nem urubu acompanhando a agonia de quem, como diz o Chicó de Ariano Suassuna, vai se encontrar com o único mal irremediável. É simples assim: se o tempo nos leva tudo, para o bem e para o mal, por que não haveria de levar o corpo? De novo chamando Suassuna, tudo que é vivo morre. Eu não acho que seria legal se todo mundo fosse eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, poxa, o Sócrates bem que podia ficar mais um pouco hein? Pra escrever mais, pra emprestar seu brilho pra esse opaco e mesquinho futebol brasileiro. Pra sempre nos lembrar da seleção de 1982 e o que deveria ter sido e não foi. Pra criticar as estupidezes fartas que se veem na cartolagem. Pra ser um lampejo de sobriedade - sim! - no meio dessa normalidade mórbida e acéfala. Pra gente poder imaginar que vai ser diferente. Pra gente perseguir isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou me alongar. Só queria também me despedir do Doutor. Baita figura. Queria que ficasse mais tempo por aqui. Lembrei ontem, em conversa com amigos, de uma frase que li ainda criança, e nunca esqueci. "O mundo, depois de ti, há de ser algo melhor, porque tu viveste nele". Obrigada, Doutor. Por nos oferecer a melhor referência de que as coisas não precisam ser como são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pro Doutor&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ei doutor&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se a gente não se encontrar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A turma manda avisar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que ninguém aqui desistiu da peleia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quem sabe&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Num passe de calcanhar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A gente consiga lançar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A fagulha que incendeia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E fazer tremer a arquibancada&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um lindo lance, uma bela jogada&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Democracia não tem carta marcada&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O jogo é vivo e o sangue está na veia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ei doutor&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os refletores do estádio embaralham a vista&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E talvez a gente não te veja mais&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nem possa te ler nos jornais&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas sempre segue o show do artista&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que está feito não se perde&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As palavras, gestos e gols&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tudo o que você começou&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A gente sabe que prossegue&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vamos comemorar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Até o que nunca foi&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O título de 82&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O dia em que vamos derrotar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aqueles que não nos deixam sonhar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E na sua despedida&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nós vamos brindar:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ainda bem que estiveste com a gente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E vamos levar, daqui pra frente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nos nossos sonhos, seus sonhos também.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se a gente não vai se ver&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nem escrever novas histórias&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A gente guarda o que tem&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Num bom lugar da memória&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que é imenso&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pra ser só um minuto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pra ser só silêncio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ei doutor&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eis o apito, a partida acabou&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas a gente continua a conversa no bar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Xingar ou saudar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pra comentar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pra resistir&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E ao fundo, ouvir:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A música ao vivo são harpas chorando.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo, hoje, ficou um bocadinho pior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-5410249968972767866?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/5410249968972767866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=5410249968972767866&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/5410249968972767866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/5410249968972767866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/12/domingo-de-nao-futebol.html' title='Domingo de não-futebol'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-8195564259776227075</id><published>2011-11-19T13:56:00.002-02:00</published><updated>2011-11-19T14:07:35.884-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Porto Alegre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Interromper?</title><content type='html'>&lt;em&gt;Há cerca de 10 dias, uma ação da SMIC (Secretaria da Indústria e Comércio da Prefeitura de Porto Alegre) fechou 22 estabelecimentos na Cidade Baixa, bairro conhecido por atrair a boemia da cidade, pessoas interessadas em música, lazer, entretenimento. Diversos(as) artistas da noite portoalegrense têm se manifestado contra a arbitrariedade do ato, em defesa da livre circulação da cultura e em busca de soluções efetivas - e não artificiais - para os problemas encontrados, ou utilizados como justificativa para a ação autoritária. Peço que leiam o texto abaixo, e os(as) que concordarem com ele, por favor, me mandem seus nomes e RGs para o e-mail &lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:alessandraemtempo@gmail.com"&gt;&lt;em&gt;alessandraemtempo@gmail.com&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. Queremos recolher milhares de assinaturas até o próximo domigo, e apresentá-las num abaixo-assinado à Prefeitura.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mandou parar a cuíca é coisa dos hómi"&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8xNyeborZBc&amp;amp;feature=fvsr"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=8xNyeborZBc&amp;amp;feature=fvsr&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;"A raiva dá pra parar pra interromper"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura é um patrimônio público, mas, infelizmente, há poucas instituições dispostas a preservá-la, fortalecê-la e democratizá-la. Embora a exaltação da cultura popular faça parte da maioria dos discursos de propaganda política em períodos eleitorais, há muito tempo não é possível observar na conduta da Prefeitura da Porto Alegre uma real preocupação com o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoio à cultura não significa apresentar a cidade como sede de grandes eventos, ao qual a grande maioria dos porto-alegrenses não tem acesso devido aos altos preços. Apoio à cultura significa promover o contato do conjunto da população com bens culturais, tanto quanto incentivar a produção desses bens por parte da própria população. Em nenhum desses dois eixos o poder público municipal tem apresentado ação satisfatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os artistas da Música Popular Brasileira em nossa cidade encontram diversos obstáculos para realizar seu trabalho. Embora lidem com um bem de caráter essencialmente público - a cultura -, não há incentivo governamental para que produzam e circulem sua arte. Pelo contrário: cada vez são impostas mais dificuldades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, repudiamos a ação da Prefeitura, através da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (SMIC), que, na última quinta-feira, 10 de novembro, promoveu um verdadeiro arrastão na Cidade Baixa, tendo fechado 22 estabelecimentos. Muitos destes abrem suas portas e oferecem palco para a promoção da Música Popular Brasileira feita por artistas que nem sempre encontram outro local para apresentar seu trabalho. São casas que geram empregos e garantem espaço para os artistas trabalharem e exporem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entender a cultura como bem público significa cobrar que a Prefeitura cumpra seu papel de incentivadora da mesma. Os locais que têm condições de garantir as reformas e as condições necessárias para funcionamento estão localizados em áreas nobres da cidade, e, em geral, não oferecem espaço para a música popular e muito menos oferecem acesso para a maioria população da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos(as) queremos segurança. Mas queremos que a Prefeitura cumpra seu papel, e não que opte pela saída "fácil" e meramente propagandística de fechar estabelecimentos como solução para o problema. Essa ação é mera "maquiagem", não resolve o problema e apenas penaliza trabalhadores e artistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos(as) queremos que a tranquilidade dos moradores e moradoras seja garantida. Mas para isso, é necessário também que a Prefeitura facilite a realização de reformas nos estabelecimentos de modo a preservar seu funcionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos aceitar a criminalização e a marginalização da atividade produtiva de tais estabelecimentos, fundamentais para a promoção da cultura, do turismo, do entretenimento e do lazer em nossa cidade. Portanto, exigimos a imediata liberação para funcionamento das casas que têm condições de abrir, mas cujos processos estão parados na burocracia da SMIC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valorizar a cultura popular numa cidade vigorosa como Porto Alegre é um grande desafio. É preciso estar à altura dele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-8195564259776227075?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/8195564259776227075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=8195564259776227075&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8195564259776227075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8195564259776227075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/11/interromper.html' title='Interromper?'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-33584791558390571</id><published>2011-10-12T21:08:00.001-03:00</published><updated>2011-10-12T21:09:33.570-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aborto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='universidade'/><title type='text'>Aborto nas eleições 2010: autonomia, saúde, crime e castigo</title><content type='html'>&lt;em&gt;Abaixo, o resumo do artigo que submeti ao &lt;a href="http://www6.ufrgs.br/sncp/"&gt;IV Seminário Nacional de Ciência Política da UFRGS&lt;/a&gt;, que acontece entre 8 e 10 de novembro. Tão logo quanto possível, disponibilizo a íntegra dele.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Resumo:&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campanha eleitoral de 2010 no Brasil teve características peculiares. Pela primeira vez, uma mulher apresentou-se à disputa com condições reais de chegar à Presidência da República. Duas dos três principais candidatos eram mulheres. No que se refere ao conteúdo dos debates públicos, as eleições foram marcadas por temas de cunho moral e religioso, destacadamente, a questão do aborto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ser assumida na plataforma programática de nenhuma das três principais candidaturas, a virtual proposta de descriminalização do aborto foi alçada à condição de tema prioritário. Entretanto, o debate em torno dele não foi de natureza político-programática, mas sim, enviesado pela busca de apoio de lideranças religiosas, o que impôs uma tônica moralista normativa à abordagem do tema pelos candidatos. Ao mesmo tempo, os números da prática de aborto no país dão conta de que cerca de 15% das mulheres brasileiras que têm entre 18 e 39 anos afirmam já ter realizado pelo menos um aborto – dado encontrado pela Pesquisa Nacional de Aborto, publicada em 2010 pela Universidade de Brasília, em parceria com o Instituto Anis de Bioética, Direitos Humanos e Gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente trabalho pretende analisar a forma como a questão emergiu no cenário eleitoral, como se desenrolou, e assim, investigar a tática a que tal abordagem serviu, bem como suas implicações à disputa de posições sobre legalização do aborto no Brasil. Para isso, foram analisados todos os textos do jornal Folha de S. Paulo que mencionaram a palavra “aborto” entre 18 de agosto e 29 de outubro de 2010, período que corresponde à propaganda político-eleitoral na TV. O objetivo era identificar as linhas de discurso das duas candidaturas que foram ao segundo turno – Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) – para o tema, por meio de sua exposição na imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inédita presença feminina na disputa presidencial e o destaque dado às questões morais, religiosas e da família são fatos associados. Essa associação encontra fundamentação nas teses feministas de divisão sexual do trabalho e da caracterização do espaço público como masculino e do espaço privado como feminino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-33584791558390571?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/33584791558390571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=33584791558390571&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/33584791558390571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/33584791558390571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/10/aborto-nas-eleicoes-2010-autonomia.html' title='Aborto nas eleições 2010: autonomia, saúde, crime e castigo'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-2927593968782333700</id><published>2011-10-07T12:14:00.001-03:00</published><updated>2011-10-07T12:18:52.957-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>I Conferência Livre de Jovens Mulheres</title><content type='html'>Hoje, aqui em Porto Alegre, começa a I Conferência Livre de Jovens Mulheres. Eu estou na mesa do primeiro painel, sábado de manhã, sobre "Mulher e Mídia". Abaixo, mais informações. Pra acessar o blog do evento, clique &lt;a href="http://conferencialivrejovensmulheres.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wLXcZoJjy6w/TosRyA2yf8I/AAAAAAAAABU/Cw4XTnfheVY/s1600/Caba%25C3%25A7alho.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="113px" kca="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-wLXcZoJjy6w/TosRyA2yf8I/AAAAAAAAABU/Cw4XTnfheVY/s320/Caba%25C3%25A7alho.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, a programação da conferência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;07 de Outubro de 2011&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;18h – Credenciamento&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;19h – Abertura - Composição da mesa com autoridades&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;19h40 – Grande Painel: “Memórias de um Passado Recente”. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Panelistas: Maria Mulher; Movimento de Mulheres Camponesas; Mari Perusso - Confederação das Mulheres do Brasil e Mari Machado – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;21h – Coquetel de Encerramento&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;08 de Outubro de 2011&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;8h30 – 1º Painel: Comunicação em Pauta: Mulher e Mídia. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Palestrantes: Alessandra Terribili; Bia Barbosa; e Juliana Nunes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;10h30 – GT: Politica para Jovens Mulheres: Saúde Integral e Combate à Violência. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Entidades Debatedoras: Nadine Anflor - Conselheira CDES e Delegada de Mulheres; Maíra Taborda - Secretaria de Politica para Mulheres/RS; LIGA Brasileira de Lésbicas; Clarivani - MNLM.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;12h – Intervalo para almoço&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;13h30 – Apresentação Cultural: Dança Afro&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;13h45 – 2º Painel: Mulheres Jovens no Poder. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Painelistas: Mariana Carlos – Vereadora de Cachoeira do Sul; Ariane Leitão – Mebro da Equipe da Casa Civil/RS; Gleidy Braga Ribeiro - Secretaria Nacional de Juventude;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;15h30 – GT: Educação, Lazer e Cultura. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Debatedoras: Tiely Queen – ONG Maças Podres; Alexandra Castilhos – UEE Livre; Maria Mulher.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;17h30 – Encerramento.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span id="goog_1446863572"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1446863573"&gt;&lt;/span&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;E depois, todas (e todos) estão convidadíssimos para o &lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.facebook.com/#!/event.php?eid=203821223018137"&gt;&lt;strong&gt;Tributo a Clara Nunes&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;, no Tapas Bar.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-2927593968782333700?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/2927593968782333700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=2927593968782333700&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2927593968782333700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2927593968782333700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/10/i-conferencia-livre-de-jovens-mulheres.html' title='I Conferência Livre de Jovens Mulheres'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-wLXcZoJjy6w/TosRyA2yf8I/AAAAAAAAABU/Cw4XTnfheVY/s72-c/Caba%25C3%25A7alho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-4019273856500666719</id><published>2011-10-03T11:38:00.004-03:00</published><updated>2011-10-04T10:08:50.079-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>A publicidade e o machismo nosso de todo dia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia."&lt;br /&gt;(Marina Colasanti)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A publicidade nunca se notabilizou por ter qualquer capacidade de contribuir para transformar relações de desigualdade e intolerância, corrigir distorções, superar contradições. Muito antes pelo contrário. Na maioria esmagadora das vezes, ela se vale justamente de estereótipos preconceituosos, do medo, de constrangimentos, para vender seus produtos com "eficiência".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para as mulheres, a mensagem dirigida, muitas vezes, é: "para não ser feia, encalhada, indesejada, você deve usar este cosméstico". Ou ainda: "para dar conta de trabalhar, cuidar dos filhos, do marido, da casa, e ainda ser gostosa, você deve usar este produto de limpeza". Isso não é a exceção. Difícil é fugir desse padrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo estando habituadas a sermos tratadas dessa forma, ainda nos espanta quando esse reacionarismo todo atinge níveis elevados, como aconteceu com a tal peça da Hope na TV, com Gisele Bundchen estrelando. Uma das mulheres mais poderosas e midiáticas do país coloca-se em posição de plena submissão e ensina que não se devem dar "más notícias" vestida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, vejamos: as más notícias a que ela se refere são episódios como acidente de carro e limite de cartão de crédito estourado. Nada de novo. Nada mais batido, senso comum e estereotipado que acusar as mulheres de serem más motoristas e boas gastadoras. Nada mais senso comum, também, que afirmar que uma mulher só é respeitada por seu "sex appeal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que a gente não precisa, não pode e não deve se acostumar a ser vista e exibida dessa forma. Sempre que possível, é preciso sim denunciar o machismo contido nesse tipo de abordagem, porque se a gente não fala nada, quem vai falar? E se ninguém falar, nunca essa baixaria toda vai parar. Vai se fortalecer e continuar alimentando o conjunto da desigualdade que encontramos na nossa sociedade, que se expressa, com mais visibilidade, em tantos casos de violência doméstica, sexual, discriminação no mercado de trabalho e etc. Tem uma bitola nos olhos quem não vê que tudo isso está tremendamente relacionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, boa parte dos que mais se autodeclaram temerários à censura estiveram do lado de lá quando ela foi aplicada em regime de exceção no Brasil. Quando havia censura à arte, à informação, à livre circulação de ideias, à liberdade de expressar opiniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma nítida demonstração de retórica da ameaça, na proposição de Albert Hirschman, sugerir que a Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal não possa cobrar um posicionamento do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), porque isso seria "censura". Nada pode ser mais infantil que corroborar com essa afirmação. A SPM está cumprindo seu papel, e deve fazê-lo. Por que a gente precisa aceitar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse pessoal que adora temer a "censura" faz parte do seleto grupo de proprietários da mídia e&amp;nbsp;seus financiadores, que censura impiedosamente qualquer tentativa de debate (eu disse: de debate) sobre a democratização da comunicação e sobre o combate dos excessos cometidos diariamente pelos veículos de mídia. Essa retórica toda é só pra, mais uma vez, tentar nos disciplinar. Mas uma ordem que me subjugue, não quero não, obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, um viva à liberdade de criticar o que nos oprime,&amp;nbsp;à liberdade de expressar nosso desconforto, e de disputar para que seja diferente. Porque de mau uso e de subversão da liberdade de expressão, o mundo já está saturado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;* Alessandra Terribili, jornalista, mestranda em Ciência Política pela UFRGS.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-4019273856500666719?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/4019273856500666719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=4019273856500666719&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/4019273856500666719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/4019273856500666719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/10/publicidade-e-o-machismo-nosso-de-todo.html' title='A publicidade e o machismo nosso de todo dia'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-9218919015053621301</id><published>2011-09-23T11:40:00.001-03:00</published><updated>2011-09-23T11:41:24.114-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><title type='text'>Epifania</title><content type='html'>Andava por aí distraída, sem se importar demais com nada. Os dias não se dividiam um do outro. Foi um oi singelo que lhe tirou do cárcere de si mesma. E desde então o mundo se floriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bobagem, se era só um simples oi... Mas o oi foi o que lhe fez olhar que havia mundo ao seu redor. Que nem se fosse um estalar de dedos que desperta alguém de uma mágica que faz ficar paralisado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O oi estalou pra ela. Mas o oi não é sujeito, sujeito é quem disse oi. "Oi!", meigo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O oi lhe tirou da inércia, e ela ficou flor. Andava por aí iluminada agora. Às vezes, ruborizada. Tudo parecia mais alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que criatura boba, iluminada por um oi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dia pesado, saiu de casa pra ver o oi virar sorriso. Só pra isso saiu. Sabia onde colher. Andou determinada agora e foi até lá. Viu o sorriso. Iluminou-se mais. Voltou pra casa feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que criatura boba, sorriso se vê em todo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que nada. Tem um monte de sorriso que não sorri. Um sorriso que se vê nos olhos não é todo dia não. E o sorriso não é sujeito, sujeito é quem sorri. Isso faz toda a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejava verdadeiramente poder para sempre extrair sensações boas de paz daquele sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas ois e sorrisos não se realizam em si mesmos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora, e por que precisa dar utilidades pragmáticas pra tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recolheu os ois e sorrisos e sensações boas de paz e foi dormir. Acordou de bom humor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-9218919015053621301?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/9218919015053621301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=9218919015053621301&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/9218919015053621301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/9218919015053621301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/09/epifania.html' title='Epifania'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-127267828031337719</id><published>2011-09-20T14:25:00.003-03:00</published><updated>2011-09-20T17:57:41.521-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Porto Alegre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><title type='text'>Rio Grande do Sul...</title><content type='html'>Alguns anos atrás, eu tinha escrito um poema que era mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu queria ser gaúcha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Porque de tanta coisa linda que vi no sul&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As pessoas são a melhor delas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Porque sua capital é vermelha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Porque seu pôr-do-sol despretensioso e belo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Parece que se converte em notas musicais.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Mas não posso ficar longe do Rio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ir até lá respirar de vez em quando&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Só pra sentir a paz de estar abraçada pela Guanabara&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Também não dá pra abrir mão do Recife&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vê-lo transbordar cultura, sabedoria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;História e consciência de si&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Respeitar seu próprio sotaque,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E permitir que você tire forças da Praia de Boa Viagem.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;E nunca vou esquecer que foi a jovem capital federal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que mudou a minha vida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ao me ver em mim&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E me mostrar pra mim mesma.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Recentemente passei a amar minha São Paulo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Foi ela que me ensinou a ver esse mundareu de coisa boa.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembro bem, eu meio que perdi o original. Ao tentar recompô-lo, creio que escrevi outro. Mas a ideia era essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei nesse poema por causa do início dele, e porque hoje moro em Porto Alegre. Dia 20 de setembro é feriado no Rio Grande do Sul, data que recupera a Revolução Farroupilha. Eu não tenho lá muito apreço pelo bairrismo mítico, prefiro vê-lo na sua expressão simpática de "rir de si mesmo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E adoro essa coisa polarizada do Rio Grande do Sul. Ou morre de calor ou passa muito frio. Ou é Inter ou é Grêmio. Esquerda ou direita. Gosto da forma como o povo de Porto Alegre habituou-se a ocupar o espaço público, entendendo como seu, mas não só seu. Sinto isso ao passear pela Redenção num domingo, pelo Gasômetro, pela zona sul. Gosto da forma como fui acolhida pelos que já me esperavam chegar, mas especialmente, pelos que nem sabiam que eu chegaria e me puseram pra dentro de suas vidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda falta muito pra ver. Mas os pampas de Bagé, as ladeiras (lombas!) da Serra Gaúcha, o mar marrom do litoral, o charme tão peculiar das cidades na beira da Lagoa e a diversidade da vida na região metropolitana compõem um cenário tão plural que não pode ser simplificado nisso que se propagandeia como "a" tradição gaúcha. A que desfila no 20 de setembro é só uma das facetas. O Rio Grande do Sul é muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não ligo quando chove, eu me aborreço muito quando faz 2ºC, eu torço pra chegar o verão, eu imagino muitas coisas que poderiam acontecer, e busco me inserir nas que acontecem. Vou à feirinha de orgânicos, adoro comer xis, acho o Beira-Rio o estádio mais bem-posicionado que eu conheço e acho que dividir um chimarrão na sala de aula é um gesto sutil de dizer ao outro que você é amigo dele. Atitudes simples que fazem brilhar um cotidiano. É isso, é tudo isso: o Rio Grande não te deixa ser indiferente. Ele é um convite a se posicionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada por me receberem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-127267828031337719?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/127267828031337719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=127267828031337719&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/127267828031337719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/127267828031337719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/09/rio-grande-do-sul.html' title='Rio Grande do Sul...'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-5233574479235726354</id><published>2011-09-09T11:55:00.004-03:00</published><updated>2011-09-09T12:06:28.241-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><title type='text'>Politicamente incorreto</title><content type='html'>Tirinha do Laerte, de maio de 2011 (salvo engano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-f_yLnvxDFA8/Tmon-1aKb9I/AAAAAAAAAIw/1A6wV4mLYJ4/s1600/LAERTE-05-01-10.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" nba="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-f_yLnvxDFA8/Tmon-1aKb9I/AAAAAAAAAIw/1A6wV4mLYJ4/s640/LAERTE-05-01-10.jpg" width="640px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-5233574479235726354?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/5233574479235726354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=5233574479235726354&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/5233574479235726354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/5233574479235726354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/09/politicamente-incorrento.html' title='Politicamente incorreto'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-f_yLnvxDFA8/Tmon-1aKb9I/AAAAAAAAAIw/1A6wV4mLYJ4/s72-c/LAERTE-05-01-10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-835663956516536091</id><published>2011-08-17T13:49:00.001-03:00</published><updated>2011-10-12T21:19:21.354-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='universidade'/><title type='text'>As mulheres como sujeito político</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #999999;"&gt;Abaixo, resumo do artigo que inscrevi no Seminário de Sociologia Política da UFPR, que vai acontecer em setembro. A íntegra pode ser acessada nos &lt;a href="http://www.seminariosociologiapolitica.ufpr.br/anais2011/13_341.pdf"&gt;anais&lt;/a&gt; do evento.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Calibri','sans-serif'; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #a64d79; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As mulheres como sujeito político: A contribuição do feminismo, na redemocratização do Brasil,&amp;nbsp;para uma nova noção de cidadania.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O período de redemocratização pós-regime militar no Brasil foi de rica efervescência social. As ações de oposição à ditadura tomaram diferentes formas, de meados da década de 1970 a meados dos anos 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenhou-se ali a interlocução entre mulheres das periferias das grandes cidades, protagonistas do movimento contra o custo de vida; e mulheres da Universidade, das artes e das organizações de esquerda, que participaram da resistência à ditadura. O encontro entre essas personagens e sua desembocadura na organização do movimento de mulheres no Brasil tem repercussão até hoje sobre as políticas públicas e sobre a noção de cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da década de 1970, o Dia Internacional da Mulher voltou a ser celebrado no país, e passaram a ser realizados Encontros Nacionais Feministas, reunindo boa parte das mulheres que marcaram a oposição ao regime. Entre os muitos temas sobre os quais elas se debruçaram, concentraremos nossa análise em dois, bastante representativos: o combate à violência contra a mulher e a demanda por mais participação e representação política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas questões partem do pressuposto de que não há iguais condições, na sociedade brasileira, entre homens e mulheres. Essa constatação levou as feministas a entenderem o Estado como espaço central de disputa, capaz de interferir nas relações sociais de sexo a fim de produzir a igualdade entre homens e mulheres registrada na Constituição de 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundado em 1980, o Partido dos Trabalhadores, hoje comandando o país pelo 9º ano consecutivo, foi um dos palcos privilegiados para a atuação desse movimento naquele momento. Através de resoluções políticas e plataformas eleitorais do partido, é possível perceber a influência do feminismo e sua opção pela disputa do Estado como instrumento fundamental do combate à desigualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa intervenção, gestada desde a queda do regime militar, concretizou-se, anos depois, em políticas públicas e legislação, aplicadas em âmbito federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os últimos 30 anos, portanto, são expressivos de que a ação organizada das feministas contribuiu decisivamente para o reposicionamento do Estado brasileiro e para o redimensionamento do conceito de cidadania no Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-835663956516536091?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/835663956516536091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=835663956516536091&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/835663956516536091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/835663956516536091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/08/as-mulheres-como-sujeito-politico.html' title='As mulheres como sujeito político'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-8061995164535634239</id><published>2011-08-04T02:31:00.005-03:00</published><updated>2011-10-07T23:46:50.216-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>O diário de uma geração</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yU-plebe-yU/Tjosslvz8NI/AAAAAAAAAIs/cKl7JYj9k7g/s1600/cartaz_filme.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" src="http://4.bp.blogspot.com/-yU-plebe-yU/Tjosslvz8NI/AAAAAAAAAIs/cKl7JYj9k7g/s320/cartaz_filme.jpg" t$="true" width="227px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Uma das expressões mais claras de que os vinte anos de ditadura militar não são história bem resolvida para o Brasil é a quantidade de filmes que abordam ou se ambientam nesse período histórico. Entre ficção e não ficção, perpassando alguns diferentes gêneros, os anos de chumbo são frequentemente explorados pelo cinema brasileiro, que parece encontrar ali não somente um palco ou um cenário, mas sim, uma realidade a ser desbravada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Diário de uma busca"&lt;/strong&gt; é uma dessas expressões. O documentário narra a busca da diretora, Flávia Castro, por respostas sobre a misteriosa morte de seu pai, Celso Castro, em 1984. Celso fora exilado político, e passou por seis países até poder voltar ao Brasil, em 1979, com a lei da anistia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, embora procure investigar um período histórico tão invocado, o filme apresenta-se absolutamente original na abordagem e no olhar sobre o momento. Com um belo jogo de metalinguagem, Flávia recupera a história de seus pais, então militantes de organizações de esquerda jogadas à clandestinidade pela ditadura. Eles foram obrigados a sair do país no início da década de 1970, levando os filhos pequenos (Flávia e seu irmão caçula) a lhes acompanharem na jornada. É desde o ponto de vista de uma menina, que começa a narrativa aos 6 anos, que o espectador conhece os fatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas crianças vivem em meio à fuga, à resistência, mas também, lado a lado com as esperanças e as dores de toda uma geração, muito materializada em seus pais e nas pessoas que com eles se relacionavam. Estranham o fato de não irem à escola, brincam de "fazer reunião" e observam tudo à sua volta. A opção por localizar aí seu relato livra o filme do risco de tornar-se "pesado", mas, ao contrário, envolve o espectador na busca de Flávia e na recomposição de uma infância atípica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espectador também tem o prazer de "conversar" com personagens centrais da história. Além de Sandra, a mãe de Flávia, e demais figuras da família; Daniel Aarão Reis, Marco Aurélio Garcia, Flávio Koutzii, Jean Marc Von der Weid (presidente da UNE em 1968) e o saudoso Daniel Bensaid são quem contextualiza o período histórico a partir de suas memórias políticas e da relação com Celso Castro e sua família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do filme, a compreensão da morte de Celso fica subordinada à grandiosidade da sua história, contada a partir de relatos, entrevistas, documentos, fotografias; e da dimensão humana de todo aquele processo, evidente, entre outros, nas dezenas de cartas dele, recuperadas por Flávia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de todo mundo, em qualquer período, é repleta de percalços, obstáculos, grandes imprevistos. Muitas coisas podem mudar para sempre a vida de uma pessoa. Mas, naqueles vinte anos, o Estado brasileiro colocou-se para seus cidadãos como um desses fatores, ou o principal, e isso é algo deveras sério. Sendo assim, independentemente de quem puxou o gatilho naquela tarde, e da razão que levou Celso ao apartamento onde ele se encontrou com a morte, a verdade é que sua vida mudara para sempre em 1964.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os arquivos da ditadura permanecerem vergonhosamente sigilosos, enquanto brasileiros e brasileiras forem privados do direito à sua própria história, ainda haverá muito o que se falar sobre ditadura, ainda haverá muito o que se remexer nesse passado. Embora Flávia Castro declare-se, enfaticamente, alguém "não militante", a preciosidade da sua contribuição está justamente em escancarar as vidas que foram afetadas pela brutalidade do regime, e o quanto a desumanidade com que aquela geração foi tratada interferiu na sua forma de olhar o mundo dali por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de cada um daqueles personagens teve diferentes desfechos, e opções variadas se apresentaram. Mas jamais será possível ignorar que, a despeito da especificidade do desenvolvimento de cada trajetória pessoal, nenhuma lei de anistia apaga as mortes, os desaparecimentos, tampouco a angústia e as dores que cada uma daquelas pessoas enfrentou. &lt;strong&gt;"Diário de uma busca"&lt;/strong&gt; tem o mérito de ampliar os horizontes desse impacto. A sensibilidade é, afinal, um pressuposto de qualquer militância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Veja o trailer do filme:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/CoGhWTGS8CU/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CoGhWTGS8CU&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/CoGhWTGS8CU&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;DIÁRIO DE UMA BUSCA&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;﻿direção: Flávia Castro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;roteiro: Flávia Castro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;gênero: documentário&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;origem: Brasil/França&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;duração: 108 minutos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;tipo: longa-metragem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="background-color: red; color: #f3f3f3;"&gt;Em cartaz no CineBancários (Rua General Câmara, 424, centro de Porto Alegre) de 3 a 14 de agosto (exceto dia 8), em três horários: 15h, 17h, 19h.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;***&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;Em novembro de 2008, escrevi sobre um episódio que me comoveu muito: a Caravana da Anistia, passando por Caxias do Sul, anistiou o ex-deputado Flávio Koutzii (PT-RS), que é um dos personagens do filme. Pra quem quiser lembrar, clique &lt;/em&gt;&lt;a href="http://terribili.blogspot.com/2008/11/direito-memria-e-verdade.html"&gt;&lt;em&gt;aqui&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-8061995164535634239?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/8061995164535634239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=8061995164535634239&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8061995164535634239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8061995164535634239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/08/o-diario-de-uma-geracao.html' title='O diário de uma geração'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-yU-plebe-yU/Tjosslvz8NI/AAAAAAAAAIs/cKl7JYj9k7g/s72-c/cartaz_filme.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-1457882135194998673</id><published>2011-07-30T20:33:00.001-03:00</published><updated>2011-07-30T20:37:37.314-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><title type='text'>O casamento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Porque "sempre" é um espaço limitado de tempo. E porque isso não é tão ruim.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nem precisou de muitos olhares. O álcool acentua a sensibilidade, e, logo, sensíveis, encontraram-se. Dançaram impetuosamente e riam muito. Era instigante, porque era espontâneo, alegre e prazeroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque a boate não ficaria aberta para sempre, saíram rumo ao apartamento dele. Foi tanto amor ali que parecia que havia uma represa dele. Às sete da manhã, esticados na cama, ouviam-se. Mas logo, ouviram-se roncos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantaram mais de duas da tarde, nenhum constrangimento. Esquisito: em geral, essa situação a deixava embaralhada, vontade de sair correndo ou de virar avestruz. Ele não, sempre foi sossegado. Mas os dois estavam mesmo muito confortáveis. Até que a fome aumentou. Era sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quer comer uma massa deliciosa?, ele convidou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela quis. Entraram no carro, era conversível, mas não desses chiques. Desses que já foram chiques um dia, mas esse dia, certamente, aconteceu décadas antes de ele adquiri-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito vento na cara, e nem tava calor. Era outono em Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trajeto parecia longo demais. E seguia pela Free-Way. Não parou em Canoas, em São Leopoldo. Não parou. Ela nem ligou, riam horrores dentro do carro. Cantavam Chico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A gente podia se casar ao som de "O casamento dos pequenos burgueses", hein?, ele pensou alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas sem aquela parte de um monte de filhos né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E por quê? Você não sonha ser mãe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Acho que isso não é pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi essa a primeira briga do casal. Começou leve, mas ganhou contornos ríspidos. Ele teve de pedir desculpas pelo machismo. Ela teve que retirar os xingamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaram alguns minutos sem conversar, mas rápido outro assunto apareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro parou, desceram em Canela, onde um restaurante italiano conhecido na serra gaúcha os esperava. Não esperava tanto assim, porque só abriria dali a uma hora, para o jantar. Quando abriu, a fome era tanta que não havia romantismo que segurasse os ímpetos esfomeados daqueles dois. E eles não estavam nem aí pra romantismo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, repare só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Faz 24 horas que a gente se conhece...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E brindaram felizes ao aniversário de um dia. Com um espumante barato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu pra voltar pra casa, aquele carro sem capô acabaria lhes oferecendo uma bela pneumonia. Dormiram na serra. Abraçados, porque romantismo é dormir abraçado e sair de casa sem saber quando volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela chegou de volta à sua casa exatas 48 horas após sair para uma festa com as amigas. Cansada, nem quis avisar que estava bem. Estava ótima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia seguinte os dois foram trabalhar, cada um no seu trabalho. Quem não é bom observador, nem percebeu que havia uma coisa esquisita no olhar de cada um. Os dias se passaram, a semana acabou. Foi o casamento mais rápido e intenso que o mundo já viu. Seus filhos foram dias de sorriso e vontade de viver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais se encontraram. Mas nunca mais desgrudaram um do outro e viveram felizes para sempre. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;***&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Pessoal, vou cumprir o resultado da minha enquete boca-a-boca, via twitter e via Face, tomar vergonha na cara, e escrever pelo menos uma vez por semana... Não garanto se continho, se crônica, se artigo, se futebol, se feminismo, se política, se vida... Obrigada por me incentivarem.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-1457882135194998673?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/1457882135194998673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=1457882135194998673&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/1457882135194998673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/1457882135194998673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/07/o-casamento.html' title='O casamento'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-602611743993765400</id><published>2011-05-10T11:45:00.001-03:00</published><updated>2011-05-10T11:51:41.967-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><title type='text'>Qual a graça?</title><content type='html'>Umas das principais polêmicas da semana é a entrevista da revista "Rolling Stone Brasil" com o cqc Rafael Bastos. A matéria revela um trecho do show do comediante, em que ele diz, referindo-se ao estupro de uma "mulher feia": "Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus. Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, na mesma semana em que jovens de três estados foram detidos por atuarem num movimento que defende a legalização da maconha, acusados de "apologia às drogas", as declarações de Bastos suscitam alguns questionamentos. Por um lado, os jovens mencionados estavam exercendo seu direito à livre manifestação de ideias, defendendo seu ponto de vista, disputando sua opinião na sociedade legitimamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De outro lado, Rafael Bastos, cujo discurso não tem nenhuma dessas características, não poderia ser acusado de apologia a um crime hediondo? Por que? Porque aquilo pretende ser uma piada? Porque ele só quer "desconstruir o politicamente correto"? Porque é famoso e ganhou carta branca pra dizer as barbaridades que quiser impunemente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há meios inteligentes, ou pelo menos, não tão vulgares, de pôr o "politicamente correto" em questão. Sugerir o estupro de mulheres e promover sua banalização não choca o moralismo, choca quem, há décadas, concentra esforços para denunciar e combater essa violência injustificável - que não é ficção, é de verdade, mais comum e mais impune do que se imagina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratar estupro como piada passa por cima de tantas mulheres que o machismo já vitimizou por meio dessa arma cruel, legitima essa violência, conferindo-lhe o status de coisa qualquer, coisa da vida, coisa que acontece e pode ser tolerada. Esse é o texto implícito. Não precisa se dedicar muito pra entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que estupro não é piada, não é engraçado, não é tolerável e não há atenuantes. Banalizar esse assunto é tornar-se cúmplice dele. Não há meio termo. Aceitar rir de si mesmo é uma coisa. Rir de uma mulher estuprada é outra completamente diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem quer caçoar do "politicamente correto", que o faça sem brincar com o que não tem graça nenhuma. Indicar o estupro como "oportunidade" num texto humorístico não é bonitinho, nem engraçadinho, nem original, muito menos inteligente. É cruel, leviano, beira o fascismo. Atitudes como essa, travestida de moderninha e descolada, é o que de mais reacionário pode haver numa sociedade desigual como a nossa. Afinal, por que Bolsonaro é criticado quando fala sério, mas Rafael Bastos tem autorização pra falar "brincando"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Violência contra a mulher é crime. Não tem graça. Não tem desculpa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-602611743993765400?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/602611743993765400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=602611743993765400&amp;isPopup=true' title='31 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/602611743993765400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/602611743993765400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/05/qual-graca.html' title='Qual a graça?'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>31</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-3194137334601981032</id><published>2011-05-08T00:21:00.000-03:00</published><updated>2011-05-08T00:21:03.247-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='movimento estudantil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><title type='text'>2001: O ano que não acabou</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;UMA INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por Alessandra Terribili *&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-A43cyDNGHGc/TcYLRvFmJAI/AAAAAAAAAIg/xanWg8fUZkw/s1600/greve2001d.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="186" src="http://2.bp.blogspot.com/-A43cyDNGHGc/TcYLRvFmJAI/AAAAAAAAAIg/xanWg8fUZkw/s320/greve2001d.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que foi em 2001 que aprendemos a sentir saudades desse jeito. Nossa saudade tinha cheiro de eternidade, nossas separações eram breves, os reencontros eram certos, e as saudades nos faziam imaginar que os hiatos de tempo em que não nos víamos não eram nada diante da intensidade que aquele momento nos reservava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendemos muita coisa, cada um a seu modo. Aprendemos a negociar, aprendemos a ser solidários, aprendemos a voar sem cair. Todo mundo trazia uma bagagem repleta de expectativas, inseguranças, seguranças, juventude e fé. Trocamos bagagens uns com os outros. Demos boas risadas, choramos várias vezes, sentimos medo, sentimos coragem, sentimos orgulho do que estávamos fazendo, sem saber que, 10 anos depois, nos orgulharíamos ainda mais. Tinha gente de DCE, tinha gente de executiva, tinha dirigente nacional, tinha gente que queria ser dirigente, tinha gente que fugia de ser dirigente. Tinha gente que bebia e gente que não bebia. Mas tinha gente, tinha muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa geração prestou uma contribuição inestimável para o movimento estudantil e para o Brasil. Nosso enfrentamento ao neoliberalismo, que encontrou em 2001 seu auge e melhor expressão, somou-se a esforços vindos de outras áreas, outros lugares, outros movimentos. A defesa da educação pública era a nossa maneira de contribuir com aquele momento especial, e talvez, boa parte de nós nem soubesse o quão especial era aquilo tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A convivência diária, o “perrengue” coletivo, o acampamento que nos expunha à proximidade, à possibilidade de nos encantarmos uns com outros, a vivência política comum de um momento tão histórico quanto pessoal para cada um de nós fizeram com que elaborássemos, mesmo sem saber, como quem tece uma longa colcha, padrões de militância diferentes do que aqueles que conhecíamos antes. Respeitar-se não é extraordinário, é o que deveria ser cotidiano. E ali, em meio a tantas novas situações, àquele grupo que se modificava tanto quanto se ampliava, certamente havia uma semente sendo plantada para que florescesse uma cultura política que não cresceria vistosa em qualquer chão, com qualquer tratamento, e nem de uma hora pra outra. Sem donos ou autores, mas produto natural de um período que marcou pessoas e a história recente de um movimento social tão presente. Produto natural porque tecido cuidadosamente com os panos mais floridos e resistentes com que se pode trabalhar. A colcha foi sendo tecida devagar, quase sem querer. E ainda hoje aquece muita gente, muitas mais do que qualquer um de nós ousaria sonhar naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tecendo uma nova manhã&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em setembro, quando uma reunião ampliada da UNE deflagrou greve estudantil nacional, começava uma luta que prometia ser incessante e vitoriosa. O Comando Nacional de Greve e Mobilização se instalou, convocou DCEs e executivas e federações de curso, articulou ações unificadas, mostrou a cara em cada canto do Brasil. A grande marca daquele movimento foi a tentativa de ocupação do Ministério da Fazenda, quando, definitivamente, todo o Brasil olhou para nós. E tudo foi planejado coletivamente, atropelando apenas as dificuldades decorrentes das diferenças que sempre houve entre nós. E, registre-se, foi uma das raras vezes em que o movimento estudantil acordou (literalmente) na hora combinada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZfvSfDW3XrA/TcYLdXrXXTI/AAAAAAAAAIk/0bxVLBTouyQ/s1600/greve2001h.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="237" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZfvSfDW3XrA/TcYLdXrXXTI/AAAAAAAAAIk/0bxVLBTouyQ/s320/greve2001h.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia o Plebiscito do Provão, um instrumento de uma luta bastante representativa do nosso embate com aquele Ministério da Educação. Percorremos o país, tornamo-nos mais e mais numerosos, cativamos centros e diretórios acadêmicos, colocamos nas urnas a opinião contrária dos estudantes àquele mecanismo de pseudoavaliação. Registramos esse repúdio nos boicotes à prova. Era um golpe certeiro contra o “provão” e contra a política educacional de Paulo Renato e FHC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por confiarmos que a democracia com que nos organizávamos era o motor da nossa força, queríamos que a UNE fizesse um Coneb (Conselho Nacional de Entidades de Base). Reunimos o apoio de quase 500 centros e diretórios acadêmicos de todo o país, dezenas de DCEs e praticamente todas as executivas e federações de curso que existiam. Não havendo logrado nesse objetivo, realizamos um encontro nacional de CAs e DAs (o ENEB), e, poucos anos depois, a UNE retomava a realização dos Conebs como agenda fundamental do movimento estudantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo percebido que a luta precisa de parceiros, participamos e extraímos o que de melhor havia no ENU (Encontro Nacional de Estudantes, promovido pelo MST). Tendo entendido tanta coisa na luta concreta, acreditamos que uma campanha contra a mercantilização da educação era necessária para demarcar nossa opinião, denunciar a forma como o Governo FHC nos via e às universidades e escolas deste país, e dar consequência à mobilização e às vitórias conquistadas na greve. Tendo entendido que o mundo é maior ainda do que parecia, fizemos do Fórum Social Mundial mais um palco para nossa intervenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O primeiro ano do resto de nossas vidas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tanta coisa que parece que o ano de 2001 nunca acabou. Acho mesmo que ele poder estar aberto até agora, pra gente construir um final feliz pra história que começamos a escrever ali, a tantas mãos. Reencontrar os personagens daquelas lutas, reencontrar nosso palco principal – Brasília e a UnB –, é compor mais um capítulo de uma história feita de política, negociação, combate, luta, discordância e concordância; mas também de abraços, sorrisos, afeto, companheirismo e solidariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez 2001 tenha sido como uma página de introdução em nossas vidas. Ainda que houvesse, ali, quem estivesse começando, e também que já estivesse até calejado da luta, certamente, de lá, ninguém saiu como entrou. Temendo parecer exagerada, talvez nem a Universidade, nem o Brasil. O que começou ali ainda está sendo escrito, e aqueles mesmos personagens, mesmo se em outros papeis, ainda são protagonistas. A história seguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-09yhhUN7SNU/TcYLvgdSbaI/AAAAAAAAAIo/aLWP6vNdg6g/s1600/greve2001c.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="208" src="http://1.bp.blogspot.com/-09yhhUN7SNU/TcYLvgdSbaI/AAAAAAAAAIo/aLWP6vNdg6g/s320/greve2001c.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que a vida nos separou mesmo. Alguns trocaram de partido, muitos permaneceram onde estavam, outros largaram a militância. Houve quem mudou de cidade, quem foi pra fora do país, quem mudou o lugar de atuação. A distância geográfica e, às vezes, a distância partidária ou na leitura que cada um faz do atual momento histórico, fazem com que aquele hiato de tempo, que era sempre breve, pareça mais ampliado agora. Mas segue sendo apenas um hiato. Até porque uma das coisas bonitas que aprendemos naquele ano que não acabou é que, como Jorge Amado escreveu, a revolução é uma pátria e uma família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Jornalista, participou do CNGM-UNE, foi coordenadora nacional do Plebiscito do Provão, e teve o prazer e a honra de fazer parte dessa história maravilhosa que ainda estamos contando.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-3194137334601981032?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/3194137334601981032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=3194137334601981032&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3194137334601981032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3194137334601981032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/05/2001-o-ano-que-nao-acabou.html' title='2001: O ano que não acabou'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-A43cyDNGHGc/TcYLRvFmJAI/AAAAAAAAAIg/xanWg8fUZkw/s72-c/greve2001d.png' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-8174594368504577140</id><published>2011-03-18T16:26:00.002-03:00</published><updated>2011-03-18T17:18:42.031-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><title type='text'>O caminho de Alice</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;"O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;"Isso depende muito de para onde você quer ir", respondeu o Gato.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;Alice chegou a um país esquisito e logo quis saber: "Senhor, é aqui o País das Maravilhas?". "É não", Rafael respondeu. Rafael era anjo e tinha logo nome de anjo que era pra ninguém achar de duvidar. Notou o estranhamento de Alice e completou: "Tem maravilha em lugar nenhum não, moça".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levou muitos conselhos de Rafael na mochila discreta, e seguiu andando pra enfrentar o tal país, rumo ao das Maravilhas. Sabia que existia, já tinha lido e imaginado, em algum lugar estava. Seguiu a travessia e viu Clarissa, que era agitada e sorridente como uma rainha mesmo, mas era forte e de pouca vaidade, como pouca rainha e rei consegue combinar. Alice pensou que rainha que é rainha não precisa ficar provando poder toda hora, porque não tem dúvida do que pode. Clarissa disse a Alice que maravilha é onde se está, e depende menos do que está à volta do que dos olhos que veem à volta. Continuou sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas ninguém aqui conhece o país que busco? Ou estão ignorando porque talvez seja perigoso ir até lá?". Joaquim ouviu essa indagação em voz alta, e disse pra Alice que País de Maravilhas não conhecia não, mas o caminho que talvez apontasse pra lá era perigoso, com curvas, cruzamentos, pedras. Ele falou com serenidade tal que Alice não teve medo de seguir o caminho, só ficou desconfiada de si mesma, de não desistir na metade. E Carlos contou que era árduo sim o caminho, mas que era muito melhor saber logo a verdade do que ser enganado e descobrir só depois. Porque você só enfrenta uma realidade ruim se conhecê-la sem medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando manter-se sem medo e com os olhos abertos para a verdade, viu Débora colhendo flores. "A verdade vale a pena, Alice". Débora sabia bem porque ela mesma parecia com a verdade, de tão bonita e intempestuosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era bom que esse País das Maravilhas valesse a pena, porque tanta confusão no coração, um pouco de medo e insegurança e desconfiança de si mesma faziam-se curvas, cruzamentos e pedras no caminho de Alice. E seguiu mais e mais e chegou a Eduardo, e o reconheceu e se reconheceu. Ele falava que pra evitar errar, às vezes, a gente tem que se deixar transbordar. A gente erra muito, mas não tem problema, porque vida é uma só, mas verdades são muitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente acerta e erra, mas Alice precisava acertar o caminho, praquela viagem não ser em vão e ela vencer a vontade de desistir que o cansaço e a falta de esperança trazem quando aparecem obstáculos ou um não-saber-aonde-ir. Pensava nisso quando ouviu, de longe, duas fadinhas brigando, e brigavam porque não entendiam que erro e acerto nem sempre são absolutos, e queriam acertar sempre, desprezando que só quem acerta sempre é o deus de cada um, que a gente sempre imagina que é perfeito, mas nunca se provou pra gente que haja alguém perfeito. E elas não se perdoavam pela falta de perfeição...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice beijou as duas fadinhas e seguiu sua jornada. Passou por dois guerreiros, eram Gabriel e Elisabete. Naquele país esquisito, guerreiros não usavam lanças, nem armas de fogo. Não se protegiam muito também porque todo o seu povo os protegia. Às vezes choravam, mas depois abriam largos sorrisos de esperança e força. Sempre venciam. Alice lhes pediu uma indicação de caminho e revelou seu medo de errar - "Não posso errar justo agora, não tenho tempo". Eles disseram que todo caminho tem mão-dupla e que tempo nunca temos, então, o jeito é desprezá-lo pra que ele não aja contra nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuou andando Alice, mais corajosa agora, porque não ia viver pra sempre, mas não precisava atropelar todo o agora por causa do depois. E só porque ficou corajosa, pôde conhecer Ângela, que não era anjo porque não queria, e acabou sendo uma criatura inexplicável e indefinível. Ela ria aqueles risos escapados, e gostava de não se preocupar com o que poderia ter sido, pra não perder o tempo atual de amar as pessoas. Ângela era exatamente como o amor devia ser: leve, alegre, intenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice já não sabia mais o que esperar do País das Maravilhas que estava buscando. Aquele caminho longo a fez ver outras coisas que relativizaram em sua cabeça o que, afinal, haveria de maravilhoso num País de Maravilhas. Como aquelas peças que os momentos pregam às vezes, deparou com uma placa que dizia: é por aqui. O medo de errar o caminho se foi, porque sim, ela estava no rumo certo. Apertou o passo feliz, mas com um pouco de nostalgia. Leu a placa porque naquele país esquisito aprendeu a ler. Parecia duro, mas era mole que nem massa de modelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A gente modela, Alice, o país aqui e os países lá fora não estão terminados. São modeláveis", era voz de Arlete, que tinha um olhar distante mas pés bem presos no chão. Não caía e andava leve. Alice partiu sabendo que o País das Maravilhas também haveria de ser modelável, mas sua vontade de encontrá-lo nunca seria modelável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encheu-se de si mesma e, com olhar de festa, viu Jonatas e Bruno acenando, e de ver acenos felizes pensou que até logo não é adeus, e que poderia levar consigo alguns dos doces que eles lhe jogavam enquanto ela saía. Alice acabou chorando, mas tinha doces, conselhos, varinhas de condão e óculos bem limpinhos em sua mochila, porque os levava do país esquisito. Acenou de volta e foi correndo, porque agora sabia bem aonde ia chegar. E todo aquele pessoal, entre anjos, rainhas, fadas, guerreiros, estrelas, afagos, doces, todos sentiram saudades de Alice, mas torceram muito pra que ela chegasse ao seu País das Maravilhas. Não porque ele de fato existisse. Mas porque eles sabiam bem que foram eles que a ajudaram a encontrar o que ela sempre esteve buscando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-sLKK4ISBbuo/TYOwh_oi9vI/AAAAAAAAAIc/HVUMNdZG5Sw/s1600/brasilia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" r6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-sLKK4ISBbuo/TYOwh_oi9vI/AAAAAAAAAIc/HVUMNdZG5Sw/s320/brasilia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;﻿Uma homenagem a uma terra esquisita, cheia de pessoas maravilhosas, de onde eu, certamente, sentirei muita falta.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-8174594368504577140?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/8174594368504577140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=8174594368504577140&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8174594368504577140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8174594368504577140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/03/o-caminho-de-alice.html' title='O caminho de Alice'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-sLKK4ISBbuo/TYOwh_oi9vI/AAAAAAAAAIc/HVUMNdZG5Sw/s72-c/brasilia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-8348252466620279730</id><published>2011-03-11T13:46:00.001-03:00</published><updated>2011-03-11T13:47:17.172-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>A culpa é das mulheres</title><content type='html'>Que o Jornal da Globo não deve ser referência para a construção de opinião de ninguém, isso já sabemos. Willian Waack e sua disposição extraordinária para o imperialismo e a direita, com frases de efeito e caras amarradas, são o testemunho principal de que se trata do telejornal mais posicionado politicamente na Rede Globo. Está à direita e não abre mão. Nem a cobertura do futebol escapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, mais uma demonstração disso. Para este artigo, vou me basear no &lt;a href="http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2011/03/pesquisa-diz-que-mulheres-estao-insatisfeitas-com-seus-salarios.html"&gt;texto&lt;/a&gt; disponível no sítio eletrônico do famigerado jornal, porque, obviamente, não decorei a matéria que vi na TV esta madrugada.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chamada anunciava uma tal pesquisa que dizia que as mulheres não pedem aumento, ou pedem aumento menos que os homens. A relação imediata e automática feita pelo jornal foi exatamente essa: as mulheres ganham menos porque não pedem aumento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quem fez a pesquisa, o texto no site não diz. Ela afirma que 44% das mulheres entrevistadas já pediram aumento, contra 48% dos homens. Oh, enorme diferença! Eis aí o motivo da histórica desigualdade salarial. Um número mais expressivo revelava que 28% das mulheres pensam em pedir promoção, contra 39% dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Simplismo e machismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente de se ter ou não acesso a dados e a uma reflexão um pouco mais profunda que um pires, parece-me, no mínimo, estúpido atribuir a desigualdade salarial a quem tem mais ou menos coragem de pedir aumento. E pra fechar com chave de ouro, a reportagem apresentava uma gerente de marketing que confirmava o raciocínio a partir do qual a matéria foi organizada: “Eu acho que quem coloca limitação é a própria pessoa. O mercado, hoje, está aberto”, ela dizia, categórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande mídia adora usar as exceções que confirmam a regra para culpar o excluído ou excluída pela sua própria exclusão. Mas a reportagem e a edição deveriam ter pesquisado um pouquinho mais. Considerar quando e de que forma as mulheres acessaram o mercado de trabalho. Em quais condições. Em que espaços. Em que contexto econômico. Vamos lá, não é tão sofisticado assim. Seria o bom jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 90, por exemplo, auge da globalização neoliberal, enquanto nos países do centro do capitalismo o emprego feminino se expandiu em atividades de jornada parcial, como medida de flexibilização; nos países da periferia, o emprego feminino cresceu como precário e vulnerável, o que acompanhou e acentuou a tendência de informalização e perda de direitos. Esses postos estavam, principalmente, no setor de comércio e serviços, mais instáveis e mal remunerados (vide “Por quem os sinos dobram?”, artigo de Helena Hirata disponível no sítio da &lt;a href="http://www.sof.org.br/"&gt;SOF&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo dados divulgados pela Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal em seu relatório anual 2009/2010, o rendimento médio de homens empregados com carteira de trabalho assinada é de R$1.117,77; enquanto o das mulheres, na mesma posição, é de R$884,82. Entre trabalhadores domésticos sem carteira assinada, no caso dos homens, o rendimento médio é de R$408,96; e o das mulheres, R$301,12. Sabe-se muito bem que, nesta última situação, falamos de um mercado muito majoritariamente feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por que elas não pedem aumento que essa situação se mantém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos outros dados a serem cruzados com esses primeiros. De acordo com o mesmo relatório, 46% dos homens realizam afazeres domésticos. Entre as mulheres, esse número é de 88%. As mulheres gastam cerca de 25 horas semanais nesses afazeres, enquanto os homens gastam 10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A taxa de atividade para os homens (proporção da população economicamente ativa em relação à população em idade ativa; considerando-se pessoas com 16 anos de idade ou mais) é de quase 82%. Para as mulheres, 58,5%. E quase 65% das mulheres empregadas estão na informalidade. Todos os dados são da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lé com cré&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que esses dados simplesmente não se relacionam? E que finalmente o Jornal da Globo nos deu a razão de toda desigualdade e exploração: a timidez das mulheres para pedir aumento???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de amplo conhecimento que os salários das mulheres são, em média, 75% do dos homens, ocupando mesma função. Não precisam se esforçar muito pra perceber que elas são a camada mais desprotegida da classe trabalhadora, porque ocupam os postos menos valorizados, em espaços de maior instabilidade, e porque estão majoritariamente em empregos informais, sem qualquer garantia de direito. Quando a mulher é negra, a situação fica ainda mais complicada. A exploração da mão-de-obra feminina precisa ser observada desde um prisma mais completo do que a reportagem simplista e machista propõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este humilde artigo não pretende mostrar historicamente como o mercado de trabalho brasileiro se compôs. Recuperar a entrada das mulheres no mercado de trabalho ajuda a entender por que o salário é desigual. Olhar ao mundo ao redor e ver que o machismo ainda é dos seus pilares estruturantes também ajuda. A inserção subordinada no mercado de trabalho não será resolvida por ação individual de mulher nenhuma, nem por benevolência dos patrões. O combate à desigualdade tem que se dar por política pública e por ação organizada das mulheres, que afinal, sempre foi o que levou às conquistas e à transformação do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-8348252466620279730?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/8348252466620279730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=8348252466620279730&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8348252466620279730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8348252466620279730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/03/culpa-e-das-mulheres.html' title='A culpa é das mulheres'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-7169196036926878337</id><published>2011-03-04T09:58:00.002-03:00</published><updated>2011-03-04T10:00:50.738-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carnaval'/><title type='text'>A evolução da liberdade?</title><content type='html'>O Carnaval é das festas mais tradicionais e aguardadas no Brasil. Em cada estado, as pessoas festejam a seu modo, e a alegria unifica tudo numa coisa só. Essa é a imagem bela que temos do Carnaval: bailes, blocos de rua, festas populares, muita gente feliz que, por 4 dias, consegue esquecer seus problemas e se irmana com desconhecidos e desconhecidas que estão sob a mesma condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que, como tudo, o Carnaval não é só beleza não. Todo ano, relatos de excessos cometidos por foliões Brasil afora deixam de orelha em pé qualquer pessoa que tenha algum apreço pelos direitos humanos. Entre tanta prática de barbárie, uma apresenta-se bastante comum: o desprezo pelas mulheres, seus direitos e sua autonomia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca ficou sabendo de uma história carnavalesca que envolveu violência sexual? Pra nem ir tão longe: quantas vezes você soube que, no meio da festa, passaram a mão em fulana ou beltrana? Quantas vezes você viu mulheres serem agarradas à força nessas situações? Pior: quantas vezes você ouviu, diante disso tudo, que “não se leve a mal, hoje é Carnaval”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A celebração vira justificativa para uma porção de absurdos que, algumas vezes, nem são tolerados fora do contexto de Carnaval, mas sob ele são aceitos como se fossem práticas sociais recorrentes e até premiadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mulheres que deixam de freqüentar alguns espaços por causa do assédio fora de qualquer limite. Ficam constrangidas diante da imposição de um beijo, de um abraço, de uma mão em seu peito ou em sua bunda. Essas mulheres são mais numerosas do que se imagina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sem contar que o turismo sexual corre solto nessa época, ainda mais que em outras. Afinal, a propaganda que se faz do Brasil lá fora parece dizer que é a terra das mulheres gostosas e do sexo fácil e descompromissado. Milhares de mulheres sambando peladas, closes ginecológicos nas coberturas de TVs, fotos pornográficas em qualquer site de internet. Isso pra nem falar de como são retratadas as mulatas, pois o Carnaval é mais um momento em que o preconceito e a opressão das mulheres negras se reafirmam com muito mais força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não seja exagerada ou moralista” é algo que certamente ouvirei (ou lerei) por conta desta opinião. Evidente que o Carnaval não é só a parte da falta de limites e da agressão de mulheres, seja pela mercantilização do seu corpo, pela vulgarização da sua imagem ou pela coerção física mesmo. Mas é conveniente tratar deste assunto agora, este ano, mais do que nunca, porque 8 de março de 2011 – Dia Internacional da Mulher – será terça-feira de Carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ô sua mal amada, que tem inveja das mulheres que podem ficar nuas na frente de todo mundo porque são belas”; ou “Deixa de ser histérica, que a maioria das mulheres nem se sente ofendida por nada disso que você está falando”. Mas é que este blog tem um público de esquerda, consciente da vida real, das desigualdades, da opressão, que sabe que as coisas não acontecem por acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta das mulheres no Brasil e no mundo é histórica, conquistou muita coisa, transformou o mundo todo. Mas ainda falta muito. Nem precisamos nos alongar pra justificar essa afirmação, basta olhar os conhecidos dados acerca da violência contra mulheres, desigualdade salarial, atribuições domésticas, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeiras caras ao feminismo, como aquela contra a exploração do corpo das mulheres, contra a mercantilização, em defesa do livre exercício da sexualidade e contra todo tipo de violência são altamente contrariadas durante o Carnaval, em salões, blocos e TVs do país inteiro. Não pode ser um momento de exceção: a humilhação, coação e opressão das mulheres devem ser combatidas todos os dias do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra quem fica indignada ou indignado diante da completa banalização que se faz do corpo feminino nessa época, que é exposto como se fosse uma lata de sardinha no supermercado, ou um frango assado girando em volta de si mesmo numa padaria, não se sinta ultrapassado ou moralista. Anacrônica é essa forma de ver as mulheres. E uma indignação coletiva e em voz alta pode ajudar a alterar as coisas como estão – porque, como disse Paulo Freire, o mundo não é, o mundo está sendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste 8 de março, além de guerrear contra a indústria de cosméticos e seus afins, que não se conforma enquanto não tornar nosso dia de luta em mais um dia de comércio, temos esse forte adversário pela frente: a naturalização da opressão e a ideia de “período de exceção”. Mas nós, feministas, que tantas batalhas já vencemos, não tememos essa não. E viva o dia internacional da mulher!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-7169196036926878337?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/7169196036926878337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=7169196036926878337&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/7169196036926878337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/7169196036926878337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/03/evolucao-da-liberdade.html' title='A evolução da liberdade?'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-4172923399928205576</id><published>2011-02-23T03:44:00.003-03:00</published><updated>2011-02-23T17:28:26.956-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><title type='text'>São Luís e o que a gente devia saber e não sabe</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-uJ6BsYUu7mo/TWSsLCtflEI/AAAAAAAAAIU/HmmdHRDP4Ao/s1600/ale+enxerida+3.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" j6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-uJ6BsYUu7mo/TWSsLCtflEI/AAAAAAAAAIU/HmmdHRDP4Ao/s320/ale+enxerida+3.JPG" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;São Luís é o que de mais espetacular você pode ver. Eu não tenho dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitei São Luís, tão despretensiosa quanto a cidade, em janeiro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro praia, mas não me sinto bem em cidades curvadas diante do turismo selvagem que assola a costa do Brasil. Não estou cá, eu, culpando as cidades. Mas a tal divisão social do trabalho tem efeitos perversos sob qualquer prisma que se queira olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Luís é uma parada pra quem quer conhecer os inacreditáveis Lençóis Maranhenses. Mas quem faz dela apenas isso perde muita coisa. Perde tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem&amp;nbsp;esoterismo, São Luís é uma cidade mágica. Ela suga você. O centro histórico dela é das coisas mais bonitas de que já tive notícia. Você é transportado no tempo. Parece que você vê a vida que houve, ao mesmo tempo que você vê a vida que há. Os mais ousados e ousadas podem ver o que haverá, perpassando aquelas ruas de paralelepípedos, aquelas ladeiras intermináveis, janelinhas e palácios coloniais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os casarões são bem mal-cuidados pelos governos. Senti que, quando vem a noite, aquele lugar dorme como se fosse qualquer esquina. Pecado mortal. São os mesmos governos que também tratam mal seu povo e suas riquezas naturais. Há décadas, inclusive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Luís parece flertar com você toda hora. Não pede nada, porque sabe seu valor. Mas chama: aqui é Meio-Norte. E você não entende. Nem quando aquela chuva insistente cai, intermitente, arrogante. "Olhe pra cá", ela diz. E se você olhar, vê muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um povo simpático, orgulhoso e receoso com tua presença, ao mesmo tempo. O lugar de São Luís não é capa de revista de turismo não. O lugar de São Luís é junto daqueles que você não entende bem, mas porque o problema é seu, não do lugar. Não exibe praias exuberantes nem lugares como os que se vê na televisão, exclusivos para turista. A vocação dela é outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi a Casa de Cultura do Maranhão, e mulheres explicando, orgulhosas, uma parte de sua cultura. Eu vi um samba em homenagem a Noel, maravilhoso, mostrando que o Maranhão é Brasil, meio-norte coisa nenhuma. Eu vi reggaes, praias e sons que queriam sua identidade. Eu vi pessoas imponentes falando de sua idade, seu estado, com saudades do que nunca foi, mas sabendo que muito há o que fazer. Garçons, taxistas, recepcionistas, gente que trabalha e observa. O Maranhão não merece as famílias que o aprisionaram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-d2DbB2Rsxpo/TWSsnj2trbI/AAAAAAAAAIY/Y5yFXt74hXA/s1600/ale+enxerida+2.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" j6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-d2DbB2Rsxpo/TWSsnj2trbI/AAAAAAAAAIY/Y5yFXt74hXA/s320/ale+enxerida+2.JPG" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;São Luís, tão modesta e tão despretensiosa, me fez olhar pro que eu precisava ver: o mundo é onde você está. Tive vontade de nunca mais sair. De ficar e virar maranhense. Senti lá, contraditório com um estado que não tomou rédeas de sua história - por enquanto, e não por inoperância de seu povo guerreiro e alegre -, é que você sempre vai poder mudar seu caminho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Luís parece que aguarda, simpática e determinada, o momento da virada. Ela sabe bem quem é. Não seria benevolência do destino, nem coincidências históricas. Cada azulejo do "Renascer", cada conversa de taxista, cada reggae, samba, cada conversa de bar, cada carro que adentra as areias de Araçagi, cada artista que aquela terra produz&amp;nbsp;vem dessa inspiração. Se ainda não aconteceu, é porque ali imperam grandes poderes que usam armas desleais. Mas calma. Ali não é deles. E não é seu também, não chegue achando que pode mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se apavorem se, dia ou outro, o Maranhão virar o centro do que sabemos. Ele cultiva isso há séculos. Nem todo dia se vê a história se cruzando com a esperança. Portanto, se for a São Luís, vá às praias sim, divirta-se com suas peculiaridades, conheça o lindo centro histórico,&amp;nbsp;dance um&amp;nbsp;reggae, veja a lagoa e conheça a gastronomia local. Mas não perca a oportunidade de olhar pra São Luís como uma cidade que te encanta por se saber. Ela se finge de modesta. Mas é só pra testar se você merece estar ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PS: Obrigada à querida Ariely Castro pelas fotos.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-4172923399928205576?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/4172923399928205576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=4172923399928205576&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/4172923399928205576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/4172923399928205576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/02/sao-luis-e-o-que-gente-devia-saber-e.html' title='São Luís e o que a gente devia saber e não sabe'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-uJ6BsYUu7mo/TWSsLCtflEI/AAAAAAAAAIU/HmmdHRDP4Ao/s72-c/ale+enxerida+3.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-7393180035472561194</id><published>2011-01-17T14:10:00.001-02:00</published><updated>2011-01-17T14:11:12.489-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Poeminha</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Abrindo os trabalho em 2011 com um humilde poeminha.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Feliz ano novo pra todos/as!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;***&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero ela me dizendo que sou tudo pra ela.&lt;br /&gt;Eu quero ela me dizendo que sou tudo.&lt;br /&gt;Eu quero ela me dizendo que sou.&lt;br /&gt;Eu quero ela me dizendo.&lt;br /&gt;Eu quero ela.&lt;br /&gt;Eu quero.&lt;br /&gt;Eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-7393180035472561194?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/7393180035472561194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=7393180035472561194&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/7393180035472561194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/7393180035472561194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2011/01/poeminha.html' title='Poeminha'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-862301013186209764</id><published>2010-12-08T09:47:00.003-02:00</published><updated>2010-12-08T10:11:20.043-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><title type='text'>Os cúmplices da homofobia assassina</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3CFQoiTmofA/TP9xtlIAe9I/AAAAAAAAAHQ/-YjVXHeJ31M/s1600/lgbt.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_3CFQoiTmofA/TP9xtlIAe9I/AAAAAAAAAHQ/-YjVXHeJ31M/s320/lgbt.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que quando eu tinha menos de 20 anos, minhas duas irmãs, que estudavam no mesmo colégio de padres onde eu estudara - Agostiniano Mendel, na zona leste de São Paulo -, foram impedidas de se rematricular de um ano para o outro na escola. Motivo: queriam fundar um grêmio estudantil, e colocaram-se contra a escola num ato institucional de homofobia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um garoto homossexual, amigo delas, muito jovem. O garoto se apaixonara por um colega e, assim, declarou-se. O colégio tratou o ocorrido como uma afronta à sua autoridade. Queria expulsar o menino. Lembro que a &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt;, em seu "Folhateen", publicou matéria sobre o caso, abordando como preconceituosa a atitude do colégio. Lembro também que foi assim que minhas irmãs conheceram a militância do PT, que prontamente se dispôs a fortalecer a justa briga contra a direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, eu pensava assim: poxa, eu vejo um monte de meninos incomodando com seu assédio um monte de meninas, e eles não são expulsos. Ou um monte de meninos adolescentes machistas e mimados que já naquela ocasião, recém-saídos das fraldas, exercitavam sua capacidade de humilhar e descartar meninas, tratando-as como simples bonequinhas de luxo, e nunca lhes foi dirigida uma palavra de repreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era evidente que se tratava de homofobia. Não lembro bem o desfecho do caso, mas sei que o colégio propunha-se a expulsar o garoto, e que minhas irmãs, com outros e outras colegas, não aceitaram a evidente discriminação. Sobrou para os solidários também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos depois, já feminista, outra ocasião. Estávamos entre diversos militantes da juventude do PT num bar ao lado da sede do partido. Conversávamos, cantávamos, discutíamos política e curtíamos a presença uns dos outros. Havia duas meninas namorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em certo momento, um troglodita metido a machão começou a incomodá-las. Elas não estavam fazendo nada demais, estavam juntas, abraçadas, beijavam-se vez ou outra. O homem passou a disparar gracejos grosseiros contra elas, naquela lógica de que "tem que apanhar pra aprender". Não cessava. Um amigo, homossexual, indignado, pediu que o sujeito parasse e respeitasse as meninas. Em resposta, o assediador mostrou um revólver que se encontrava sob a sua camisa ao meu amigo - que, óbvio, assustou-se muito. Soubemos que o homem era policial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O troglodita passou a seguir meu amigo pelo bar, a ponto de ir atrás dele ao banheiro. Lembro que fui junto, e que, deixando o banheiro, propus que fôssemos embora. Levei meu amigo à sua casa naquele dia; o caminho todo, ele muito assustado, chorando um pouco, e dizendo em voz soluçante que corre risco de morrer, todos os dias, apenas por ser como é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intolerância violenta de animais que circulam pela Avenida Paulista - a mesma que recebe, todos os anos, a maior Parada do Orgulho LGBT do mundo - ou em muitos outros cantos do país é legitimada por escolas que corroboram com a homofobia, por policiais que tratam com displiscência situações de discriminação, por homens que se julgam poderosos o suficiente para julgar quem merece ou não ser respeitado neste mundo. E muito mais gente. Sabe aquela piada de viado que você adora reproduzir em situações de descontração? Devia parar. Sabe os olhares assombrados para homens que dão a mão a homens e a mulheres que beijam mulheres na boca? Também devia parar. Faz, tudo, parte do mesmo ciclo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só existe uma intolerância legítima: a intolerância contra a violência. Ninguém pode aceitar, de tamanho nenhum, em espaço nenhum, de forma alguma. Se você é contra o casamento gay, problema seu. Não se case com alguém do seu sexo. Mas não queira normatizar a vida dos outros. Isso é, um pouco, o que dá coragem a esse bando de marginais para agredir pessoas na rua simplesmente porque demonstram carinho e afeto por outra pessoa. Nada pode ser mais cruel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eu não quero equiparar a sua piadinha homofóbia, ou a sua disposição de cantar palavras de ordem homofóbicas no estádio de futebol, à tentativa de assassinato que alguns empreendem contra outros por serem homossexuais. Eu só quero dizer que a sua atitude faz parte da mesma lógica. E que devia parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PS: A foto acima foi tirada há poucos dias, numa atividade acontecida na Universidade Católica de Brasília, contra o machismo, a homofobia e a intolerância. Foi um dia de exibição de filmes sobre os temas, debate e, ao final, um ato político dos estudantes. As faixas levavam palavras de repúdio à violência e em defesa da liberdade de amar. A imagem é bonita porque exibe um símbolo de união e solidariedade pra enfrentar a violência.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-862301013186209764?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/862301013186209764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=862301013186209764&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/862301013186209764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/862301013186209764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/12/os-cumplices-da-homofobia-assassina.html' title='Os cúmplices da homofobia assassina'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3CFQoiTmofA/TP9xtlIAe9I/AAAAAAAAAHQ/-YjVXHeJ31M/s72-c/lgbt.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-2208003656833514980</id><published>2010-11-09T10:30:00.002-02:00</published><updated>2010-11-09T10:34:28.712-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Osso duro de roer</title><content type='html'>Assim como o primeiro, &lt;em&gt;Tropa de Elite 2&lt;/em&gt; é um filmaço. Não à toa, é recorde de público no país, e não à toa, tem sido tão festejado pela mídia. Wagner Moura, realmente, é um dos maiores de sua geração, e o filme o consagra definitivamente: ele está brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, cabem reflexões (Aliás, que bom! Mérito do filme).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver Capitão (ou melhor, Coronel) Nascimento na capa da "Veja", celebrado como heroi nacional, concluí que há muito o que se relativizar. O roteiro e a direção são excelentes, não vou eu, mera mortal me intrometendo a falar de cinema, questioná-los. Entretanto, sob um olhar de esquerda, há debates de conteúdo a se fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O&amp;nbsp;que me intriga em Tropa de Elite 2, assim como no primeiro, é justamente a leitura que se faz do heroi Capitão/Coronel Nascimento. Na primeira sequência, Nascimento é apresentado como policial do Bope - altamente dedicado, correto, forte. Tanto que sofre de estresse profundo e tem dificuldades em encaminhar a própria vida privada. O retorno do público, em particular, da classe média, foi mesmo entendê-lo como heroi. Um heroi que tortura, mata "se for preciso", e forma seus pupilos para serem implacáveis contra o crime dos debaixo, mas não consegue vencer a corrupção entre os seus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascimento é um personagem complexo. É preciso um olhar atento para decifrar o conjunto de opiniões que ele expressa entendendo-o dentro de um determinado contexto, não de forma absoluta, não como o porta-voz da ética e da moralidade. O que há de ético na tortura? Que moral admite a morte de tanta gente em decorrência de uma "guerra particular", como no filme (ótimo!) de João Moreira Salles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecer Capitão Nascimento como o heroi ético e forte é aderir a uma ética que&amp;nbsp;é a do&amp;nbsp;perdoão às mortes despropositadas, ao abuso de autoridade,&amp;nbsp;à disposição para a limpeza étnica e social,&amp;nbsp;em nome do combate às drogas e à criminalidade que amedrontam a classe média. É como o personagem Fraga diz no segundo filme: impunidade só existe pros de cima. E é Capitão Nascimento quem faz a inexistência de impunidade ser implacável contra os debaixo: as penas aplicadas estão no código penal, mas outras pairam pelo ar e se aplicam igualmente, como se previstas em lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o primeiro filme apresenta sobre consumo de drogas, tráfico, terceiro setor, corrupção policial, vida nas favelas, vida na universidade foram abordados a partir de certo moralismo reducionista, e às vezes, preconceituoso. Tocou em feridas, certamente. Mas em quais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que, para o segundo filme, vale o mesmo. Fora do Bope, o agora Coronel assume uma subsecretaria na Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Convive de perto com a política, os políticos, e, como ele mesmo diz, "a cabeça do sistema". Percebe que "o buraco é mais embaixo". Ou mais em cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De alguma forma, a relação conflituosa entre Nascimento e Diogo Fraga, militante defensor dos direitos humanos que conquista uma vaga na Assembleia Legislativa fluminense, conduz o filme. Quem narra é Nascimento, portanto, é a partir dele que se vê Fraga. Porém, o público acaba por assimilar a visão do policial de forma acrítica, e a sutileza irônica dos discursos passa despercebida. Os esteriótipos de "bandido bom é bandido morto" e de que militantes dos direitos humanos "defendem bandidos" acabam reforçados pela visão seletiva do espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte é composta também pela interpretação que se faz dela, a forma como o receptor a lê a partir das mediações colocadas pela sua experiência individual e coletiva. Minha opinião é de que não se pode ignorar esse aspecto quando se quer transmitir uma mensagem. Ainda mais quando essa mensagem tem sim uma pretensão crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro confronto entre Fraga e Nascimento exposto pelo filme se dá em ocasião na qual o policial manifesta sua disposição de dar vazão a uma revolta em Bangu I para que os traficantes se eliminem entre si. Explicitamente. É Fraga quem atrapalha o plano. Mas, na sala de cinema onde eu assisti o filme, o público aplaudiu quando&amp;nbsp;um policial desobedeceu as ordens de seu superior para entrar no presídio a fim de assassinar os presos rebelados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denunciar as milícias é o ponto forte. Nobre inspiração, opino. Entretanto, reforçar os esteriótipos de que todo mundo é filho da puta não contribui para o enfrentamento das milícias, nem do tráfico, e muito menos - o mais importante -, da desigualdade social brutal que caracteriza o Rio de Janeiro e o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, o grande problema em Tropa de Elite 2, desde uma perspectiva de esquerda, é que ele acaba reforçando a leitura de que a política está integralmente contaminada pelo crime e pela corrupção, corroborando com o afastamento de tantas e tantos, o que legitima, de uma forma ou de outra, a ação das maçãs podres, e enfraquece os muitos e muitas&amp;nbsp;bons combatentes que fazem dessa sua arena. Embora haja o Fraga, há o Fraga sob um olhar "viciado" (com o perdão do trocadilho) de Nascimento, e depois, como a exceção que confirma a regra. Ou como um Dom Quixote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política é repleta de oportunistas, coroneis, e sim, chefes de quadrilha. Mas há aqueles e aquelas que disputam opiniões, apresentam projetos,&amp;nbsp;promovem debates públicos, tudo a fim de construir um Brasil diferente.&amp;nbsp;Então, se a crítica não for politizada e certeira, incorre no grave erro de reforçar o reducionismo, o senso comum e mesmo a criminalização da política como um todo. Assim, muitos, ao assistir o que filme lhes exibe, preferem autorreferendar sua solução apática e preconceituosa diante do mundo e da possibilidade de sua transformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem Wagner Moura nem Padilha, aposto, aprovam esse tipo de interpretação de seu trabalho. Mas se é preciso lutar contra um "sistema", como identifica Nascimento, não basta conhecer seus inimigos. É preciso saber que há, sim, aliados. E que a luta vale a pena. Que Coronel Nascimento não é o super-heroi brasileiro porque não é modelo e porque não é o único. Que o Fraga não é um iludido apaixonado. Se Tropa de Elite 2 tiver como saldo especial o reforço de paradigmas e preconceitos sobre política, pobres e jovens, não ajuda. Mesmo que a intenção não seja essa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-2208003656833514980?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/2208003656833514980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=2208003656833514980&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2208003656833514980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2208003656833514980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/11/osso-duro-de-roer.html' title='Osso duro de roer'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-8270819150164478964</id><published>2010-11-03T16:51:00.006-02:00</published><updated>2010-11-03T18:22:06.485-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Os descaminhos de uma campanha sórdida, baixa e machista</title><content type='html'>Mesmo na esquerda, muita gente ainda acha que esse papo de feminismo é "balela". Alguns acham que tudo se resolve com o socialismo, outros acham que nem é verdade que há tanta opressão assim. Normalmente, os dois tipos se acham imunes à prática machista - que reproduzem acriticamente, desapercebidos ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até por essa razão, entre tantas outras muito importantes,&amp;nbsp;disputar a Presidência da República com uma candidata mulher era um grande desafio. Para lograr, era necessário contornar preconceitos que sugerem que lugar de mulher não é na política, que desqualifica-as e/ou invisibiliza-as. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Registre-se aqui minha opinião, desde o início, de que Dilma era a melhor candidata que o PT tinha para representar 8 anos de Governo Lula e perspectivas de avanços democráticos e socioeconômicos. Fecha parênteses.)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dificuldades se colocaram logo de início, e nem vieram de fora. Eu fiquei aborrecida ao chegar à convenção do PT, em junho, e notar que a grande ideia que o marketing apresentava aos petistas para celebrar o fato de termos uma candidata mulher era mostrá-la como "mãezona". "Pátria mãe, Pátria mulher" era o mote da convenção -&amp;nbsp;mesmo tendo havido&amp;nbsp;bela homenagem a diversas lutadoras da história do Brasil, mulheres imprecindíveis como os homens, mas sempre fadadas à invisibilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é: as mulheres podem ser mães, se quiserem. Mas não se reduzem a úteros. Elas podem ser mães, trabalhadoras, militantes, companheiras, amigas, empreendedoras. Suas qualidades profissionais não dependem da sua capacidade de dar à luz. Se elas não forem mães, isso não faz delas menos legítimas ou menos competentes para atuar na política ou em qualquer outro lugar. Maternidade não é destino irremediável, de forma que só sua concretização abre caminho para a felicidade da mulher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ai, mas o marketing apurou via pesquisas qualitativas que...".&amp;nbsp; Dane-se. Somos capazes de construir um discurso mais avançado, que seja compreensível e sedutor. O que não dá é para continuar legitimando essa ideia conservadora de que o lugar das mulheres no mundo se dá a partir da maternidade, e não junto com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, próximo ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Jornal Nacional, primeiro turno, a primeira pergunta que Willian Homer Simpson Bonner dirigiu à candidata Dilma foi: "Você passou por inúmeras transformações estéticas, foi difícil?". A candidata teve de perder preciosos segundos do debate político que poderia ter feito para contar a Bonner o que aconteceu com seus cabelos, suas unhas e seu figurino. Nunca antes na história desse país uma pergunta dessas foi feita a um candidato homem. E olhem que não foi privilégio da Dilma construir uma estética para se expor à disputa eleitoral. Imaginem se alguém perguntaria a Maluf por que ele trocou de óculos ou a Aécio por que ele mudou o penteado ou o bronzeado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ainda durante o primeiro turno que vimos aquela desprezível e fatídica charge que, sob o título "Uma candidata de programa", associava Dilma a uma prostituta. Afinal, às mulheres, a prostituição sempre é uma possibilidade. Se uma mulher te fecha no trânsito, ela é "puta", "vaca", "piranha". Se um homem fecha, é "corno" - e aqueles xingamentos se voltam contra a companheira dele. Toda mulher que participa, de uma maneira ou de outra, do mundo da política já vivenciou ou observou a desqualificação das mulheres a partir desse ponto. É fácil e é violento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&amp;nbsp;campanha oficial de Serra não fugiu da mesma linha. No melhor estilo vale-tudo eleitoral, o candidato do PSDB acusava sua concorrente de incompetência e alertava: "ela não vai dar conta". Ora, quanta ingenuidade de quem não percebe que questionamentos dessa natureza nada mais fazem que explorar a histórica discriminação contra a presença das mulheres na política. Política não é lugar de mulher. Precisa ser forte, falar grosso e "por o pau na mesa". Nessa lógica, torna-se risível que uma representante do sexo feminino ouse apresentar-se para o mais alto cargo da República. Blasfêmia! "Ela não vai dar conta" expressa uma linha de campanha que opta de forma consciente e perversa por acentuar os preconceitos machistas para poder se valer deles na disputa eleitoral. Igualzinho Maitê Proença, em frase fascistoide, havia recomendado no início da campanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí à centralidade dada à criminalização das mulheres no início do segundo turno, um passo. Nunca antes na história desse país a questão do aborto foi imposta como pauta de campanha, e de maneira tão torpe. Candidata mulher tem que falar de aborto. Tem que ser remetida para assuntos da vida privada e da intimidade das outras mulheres. Candidata mulher tem que temer a Deus mais que os homens, afinal, são mulheres, esses bichinhos pecadores, que nem Eva, que fez o pobre do Adão morder a maçã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão do aborto foi contrabandeada, nesta campanha, até por quem já assumiu declaradamente sua posição favorável à descriminalização, como a &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt;. Porém, assim como Serra, em calhordice explícita (qualificação então dada por Ciro Gomes), decidiu utilizar-se do preconceito e até da desinformação para promover ódio religioso contra a candidata Dilma e, claro, contra as mulheres e sua busca por autonomia sobre seus corpos. Essa hipocrisia surtada prestou um desserviço para as mulheres, mandou o Estado laico pras cucuias e jogou o nível da campanha para baixo da camada do pré-sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí foi um tal de todo mundo comungar, se confessar e pagar penitência pra ganhar voto do "povo de Deus". Nunca antes na história desse país pareceu que quem ia definir a eleição era Deus. Achei que os ateus e ateias seriam excomungados primeiro e exilados depois, em caso de vitória de qualquer um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campanha de Dilma bateu cabeça. Perdeu tempo até encontrar um discurso que superasse a encalacrada sem violentar os próprios princípios. Nesse caminho, houve até dirigente do PT acusando as mulheres pelo insucesso nas andanças. Felizmente, foi devidamente desautorizado pela coordenação da campanha. E então, enfim, Dilma passou a dizer: "Prefiro atender as mulheres do que prendê-las". Bingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, a Justiça Eleitoral apreendeu e proibiu a circulação de panfletos, em tese, assinados por três bispos da CNBB, que acusavam Dilma, o governo e o PT de defender o aborto até o nono mês de gestação; e solicitavam que o povo não votasse em quem é a favor da legalização do aborto. Ninguém me convence de que os panfleteiros que distribuíram esse material o faziam por devoção a Deus. Aliás, proibido ou não, os panfletos foram distribuídos até o dia da eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, pra coroar a brilhante e digna campanha, com direito a tantas pérolas do vice trapalhão, que valeriam um texto à parte, José Serra terminou a jornada pedindo às mulheres bonitas que ganhassem 15 votos para ele. Pronto. Fechou com chave de ouro, reafirmando que o grande trunfo das mulheres em qualquer disputa que travem é o fato de disporem de uma vagina. Isso depois ainda de ter pagado mico internacional após fazer tomografia e ficar em repouso durante 24 horas ao ser atingido por uma bolinha de papel. Dignidade pra quê mesmo né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;[Escrevo isso tudo em meio à balbúrdia em torno do racismo e do fascismo descarado contido em declarações de eleitores do Serra via twitter. O ódio dirigido aos pobres, ao povo do Nordeste (aonde esse tipo de gente vai passar suas férias de verão, sem se importar em explorar seu povo, suas mulheres, seu &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;meio-ambiente), chega a ser assustador. Porque desvelado? Não, porque existente. Inacreditável. Que tenha consequências. Fecha colchetes.]&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa campanha que atingiu índices de despolitização assombrosos e com manifestações explícitas e desavergonhadas de baixaria eleitoral, fizeram falta iniciativas de superar todo esse mar de lama de forma respeitosa para com o povo brasileiro. Eu queria ter visto Dilma mostrar na TV os feitos do Governo Lula para melhorar a vida das mulheres, afinal, a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) tem muito o que mostrar. Boa parte das ações do governo incidiram positivamente sobre a vida das mulheres, destaque para a política para a agricultura familiar, a economia solidária e a valorização do salário mínimo, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, passados os festejos pela vitória de Dilma, de Lula, do PT; ou pela derrota de Serra, do PSDB, do DEM, do conservadorismo extremo e da direita; é hora de arregaçar as mangas ainda mais. Superamos todos esses processos, não sem dor. Não foi fácil atravessar esta campanha. E se elegemos a primeira mulher presidenta do Brasil, esperemos que ela represente no Planalto&amp;nbsp;o combate&amp;nbsp;à sordidez machista que se enfileirou contra ela nesta eleição, mas que oprime tantas e tantas mulheres cotidianamente no Brasil e no mundo. Não podemos recuar nesse enfrentamento, nem subordiná-lo a outras "prioridades".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou desejar sorte ou força a Dilma, isso eu sei que ela tem. Eu gostaria mesmo é que, ao final de seu governo, um saldo muito especial dele fosse esse: mulher pode SIM - como a presidenta mesma destacou. E que nunca mais na história desse país a gente seja obrigada a vivenciar tanto machismo na munição de uma campanha. Isso doi bem mais que bolinha de papel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-8270819150164478964?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/8270819150164478964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=8270819150164478964&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8270819150164478964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8270819150164478964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/11/os-descaminhos-de-uma-campanha-sordida.html' title='Os descaminhos de uma campanha sórdida, baixa e machista'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-4651759991316366800</id><published>2010-10-14T11:32:00.001-03:00</published><updated>2010-10-14T11:37:05.527-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><title type='text'>Registre-se: repúdio à despolitização e ao autoritarismo</title><content type='html'>Deixa eu ver se eu entendi bem. Então, é tudo um grande BBB. É isso? Não vamos eleger um(a) presidente(a), mas sim, um zelador da moral, dos bons costumes e da vida dos outros. É isso??? Significa que a situação do país é tão grave que todo mundo tem que entregar a Deus, obrigatoriamente, crente ou não, praticante ou não? Ou, como disse um velho amigo via twitter, só devemos votar em quem comunga, é crismado e se confessa regularmente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, é frustrante perceber que a jovem democracia brasileira, ainda buscando sua consolidação, está refém desse show de horror pautado pela candidatura da direita - mais anacrônica e antiética que nunca -, legitimado pela grande imprensa e aceito pela candidatura progressista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juro pra vocês que tenho extrema dificuldade de acreditar como, em pleno século XXI, mais de 2 mil anos de era cristã, com tantas idas e vindas sofridas pelo catolicismo, crises éticas e morais, com a recente proliferação das tais igrejas neopentecostais, mas principalmente, com milênios e milênios de acúmulo histórico da construção de uma sociedade, de luta popular por liberdade, por igualdade, por justiça... com os avanços da ciência e da tecnologia, com o aumento da escolarização das pessoas, a massificação dos veículos informativos e de entretenimento... Gente, com tudo isso. Como alguém tem coragem de querer determinar com quem uma pessoa pode ou não pode se casar!!!? Como??? O que dá o direito a quem quer que seja de afirmar que homem não pode casar com homem, e mulher não pode casar com mulher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como li no twitter há poucos dias: se você é contra a união civil entre pessoas do mesmo sexo, não se case com alguém do seu sexo. Mas não queira dizer aos outros o que eles podem ou não fazer da vida deles. Não lhes diga que eles não podem ser felizes e que eles são obrigados a se submeter a uma moral externa, que o Deus de alguém impõe através de seus súditos autoritários, intolerantes e preconceituosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho interessante que liberdade religiosa tenha virado pauta, e com esse grau de centralidade. Sou super pró liberdade religiosa. Pra todo mundo, inclusive pra quem não quer ter religião. É precisamente por isso que o Estado é laico - ouviram bem? &lt;strong&gt;&lt;u&gt;LAICO&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; -, porque ele não pode impor a todos os seus cidadãos e cidadãs a crença que, assumidamente, não é de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um cultue seu Deus, encaminhe seus rituais, suas preces, exalte seus símbolos e representações, e viva de acordo com a moral em que confia. Mas deixe em paz quem não quer fazer isso, ou pelo menos, que não quer fazer disso a razão de sua existência - porque nem isso está sendo respeitado neste momento! Nem o grau de comprometimento que cada pessoa quer ter com sua religião!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha impressão é a mesma de tantos que já disseram: parece que retrocedemos séculos na história. Daqui a pouco, estaremos perseguindo os não-cristãos. É a isso que chegaremos? Ninguém na grande imprensa tem vergonha de avalizar isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos avançar, sair dessa pauta", alguns pedem. Eu concordo. Quero uma eleição politizada, com disputa de projetos para o país. Mas é necessário encerrar essa polêmica com uma conclusão: muitas Igrejas estão claramente atentando contra a liberdade religiosa através de chantagem política, e estão sendo estimuladas a isso pela direita mais nojenta, que está procurando recompor sua cara. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;É preciso ficar bem claro quem é contra a liberdade nesta história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-4651759991316366800?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/4651759991316366800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=4651759991316366800&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/4651759991316366800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/4651759991316366800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/10/registre-se-repudio-despolitizacao-e-ao.html' title='Registre-se: repúdio à despolitização e ao autoritarismo'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-7840506877478283354</id><published>2010-10-08T14:47:00.001-03:00</published><updated>2010-10-08T15:36:57.796-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><title type='text'>O amante</title><content type='html'>Suspirou fundo e disse que era isso mesmo, sem volta. No rosto dele, um tremendo ponto de interrogação. Não esperava, não estava entendendo, não encontrava motivos. Parecia tudo normal até dez minutos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem alguém? - foi só o que conseguiu perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, tem alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio ensurdecedor. Aquele momento de ter tanto pensamento na cabeça que eles se chocam entre si e não se articulam, não se concatenam, ficam ininteligíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como você pôde? Como teve coragem de jogar todos estes anos pela janela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A opção foi sua, você a fez aos poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas quem é ele???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É alguém que gosta da minha companhia, que se diverte ao meu lado, que se interessa pelo que faço, que me admira, que dá valor às minhas opiniões e a qualquer mínimo esforço que faço por ele. Enfim, é alguém que me fez perceber que eu não sou a otária dispensável que você me fazia sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tapa com luva de pelica. Tá bem, quer dizer que encontrou um príncipe encantado, que ele lhe calçou um sapatinho de cristal e foram, de carruagem, rumo à lua de mel???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A feição dela era serena... não estava preocupada, não sentia medo se arrepender, nem dor, nem remorso. Estava calma e falava devagar. Chegou a deixar poucas lágrimas escaparem, mas por ninguém, "só porque é triste o fim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ele mal conseguia ter qualquer tipo de reação. Estava, como se diz, "pasmo". Dita a última palavra, ela saiu, disse que jantaria fora. Será que encontraria o tal amante? E como vai ser essa separação, ele não queria separação nenhuma! Talvez uma boa DR poderia resolver, que solução mais radical a dessa mulher! E que história é essa de valor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entupiu-se de remédios para dormir e desmaiou - no sentido figurado - no sofá, TV ligada na reprise do futebol de três dias atrás. Quando acordou, baita dor de cabeça. Ela estava saindo para trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou sair de casa no final de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não foi trabalhar. Sozinho, aproveitou para chorar. Perdido, sem rumo, sem reação. Nem sabia para quem telefonar, se devia pedir ajuda. Às vezes era tomado pela esperança de que sua mulher voltasse atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num impulso, ligou para a melhor amiga dela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, ela não está disposta a ser convencida. E nem eu quero convecê-la a voltar atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas ninguém toma uma decisão dessas do nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não foi do nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E quem diabos é esse homem??? De onde ele é, como se conheceram, o que ele tem de tão bom?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não o conheço e você não deveria se preocupar com isso. Cuide de sua vida agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não lhe saía da cabeça a descrição que a mulher dera do amante. Parecia ser alguém agradável. Espirituoso talvez. Talvez gostasse de política, astronomia, filmes de arte. Devia ser carinhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tão enlouquecido, passou a segui-la. Discretamente, acompanhava-a do momento em que saía do trabalho, ou da casa recém-alugada e ainda sem móveis, para observar com quem ela se encontraria e que trajeto cumpriria. Fez isso repetidas vezes, e nunca encontrou o tal sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu-a com colegas de trabalho algumas vezes, outras, com as amigas da ginástica. De vez em quando, saía sozinha e fazia amizades novas. Gostava de ouvir jazz. Preferia os assuntos bons aos ruins, sua gargalhada ecoava e o rosto era tomado pelo sorriso. Parecia de fácil trato, se entendia bem com os que estavam à sua volta. Em algumas ocasiões, falava muito sério, discutia assuntos relevantes com muita propriedade. Outras vezes caía de sono na mesa do bar, do restaurante ou da casa onde se encontrava. Levantava e ia embora. Dormir. Sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se três meses seguindo-a, e assim descobriu muito sobre a mulher que até há pouco era a sua mulher. Mas nada de descobrir quem era o amante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi Jorge, como vai? - a voz era alegre (ela estava irritantemente sempre alegre).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Liguei pra saber como tem passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito bem, obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem com o novo namorado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, tudo ótimo, vamos viajar no feriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só faltava agora ela dizer que teria um filho desse destruidor de lares!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou o feriado. Ele a seguiu pela última vez. Parece que ia à praia, mas saiu de casa sozinha. Tomou o caminho do mar, sem parar em lugar algum para buscar pessoa nenhuma. Foi direto, sozinha. Hospedou-se numa pousada simples, e estava sorridente. Levou livros, CDs e um único filme que queria assistir havia muito tempo, mas não o tinha feito ainda. Acordava, tomava café da manhã, ia à praia, lia, mergulhava. Conversou com muitos desconhecidos e desconhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jorge, o que está fazendo aqui???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cadê seu namorado hein? Ele te deu o cano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você me deu o cano por anos, Jorge...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde ele está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele não existe. Ele é da minha imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperava qualquer coisa, menos isso. Só faltava agora a mulher ser doida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele é tudo que você não é, ele é tudo de que senti falta nesses anos todos. E, agora, havendo um padrão, eu só volto a entrar nesse barco se for com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas ele não existe!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então não entro com ninguém. Estou bem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma hora você vai precisar de um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu preciso, mas já tenho muitos. E muitas mulheres também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou falando de sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando eu quiser sexo, eu terei. Não precisa ser com você e nem com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele quem, criatura, ele não existe!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora, não me amole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigiu de volta para a cidade atônito. Não sabia se era pior ser trocado por alguém ou por ninguém. A cabeça, outra vez, cheia de pensamentos que não se encontravam. "Ela ainda vai acabar me procurando", pensava para se tranquilzar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo caminho, passou por um outdoor que anunciava uma marca de lingerie, estrelando uma top model dessas que não têm paralelo na vida real. Observando a mulher na foto, imaginou: "Mas eu também podia ter uma namorada".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-7840506877478283354?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/7840506877478283354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=7840506877478283354&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/7840506877478283354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/7840506877478283354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/10/o-amante.html' title='O amante'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-3110548811742947192</id><published>2010-09-28T17:15:00.001-03:00</published><updated>2010-09-28T17:21:47.676-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Que Flávio Dino e o povo maranhense vençam a eleição e o coronelismo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3CFQoiTmofA/TKJK4mhxpFI/AAAAAAAAAHM/shoRKJDTA80/s1600/dino.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="211" px="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_3CFQoiTmofA/TKJK4mhxpFI/AAAAAAAAAHM/shoRKJDTA80/s320/dino.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em política, não vale aquela premissa do "não se meta onde não foi chamado". O bom político ou política não precisa ser parlamentar ou dirigente partidário. Pode ser militante de uma causa social, da sua categoria profissional, de um espaço geográfico em que atua. Importante, pra ser bom na política, é justamente a capacidade de se envolver com causas que não parecem diretamente suas, mas são, porque a humanidade é uma só. Como disse Che Guevara, o verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com esse espírito que quero registrar aqui meu apoio e minha solidariedade à candidatura de Flávio Dino, do PCdoB, no Maranhão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo maranhense tem a oportunidade histórica de derrotar uma das mais conhecidas oligarquias coronelistas do país, que domina o estado desde a década de 60 e sobrevive até hoje. Que construiu seu poder e sua riqueza à custa da população de um dos estados mais pobres da federação, cujo IDH (índice de desenvolvimento humano) só fica à frente de Alagoas. O poder da família Sarney é tamanho que se estende para o Amapá, onde Sarney, o José, se elege senador da República. Os Sarneys controlam os principais veículos de comunicação locais, são donos de boa parte do estado, e muito amigos dos donos da outra parte. Ou seja: disputar contra os Sarneys é travar uma luta de Davi e Golias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dino é deputado federal, muito respeitado no Congresso, e tem trajetória política irrepreensível no seu estado. Juiz, sempre esteve do lado oposto ao da oligarquia. Sempre se dispôs a travar essa disputa difícil contra os donos do estado. Sempre foi um crítico ferrenho do coronelismo e da exploração. Sempre foi de esquerda, e portanto, sempre lutou para transformar o país e o Maranhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roseana Sarney representa o atraso. Sua campanha se utiliza de todos os métodos para garantir votação. Um estado pobre, uma representante da principal oligarquia, uma conhecida história de desrespeito ao patrimônio público e à democracia. Equação montada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Lula hoje apoia Roseana - nem quero entrar nesse debate -, a verdade é que é Flávio Dino que tem compromisso com as bases fundamentais do projeto que levou Lula à eleição em 2002 e 2006, e que fizeram de seu governo o mais bem avaliado da história, atingindo o incrível patamar de 80% de aprovação. Já Roseana Sarney é a sobrevivência de um tipo de política que deve ser eliminada de nosso país - tanto quanto o DEM, de onde ela saiu. Se temos avanços democráticos importantes hoje, o que a família Sarney representa para o Maranhão (e para o Amapá, e para o Brasil) está em total descompasso com o novo Brasil que Lula se orgulha de estar construindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na disputa pelo governo do estado, a campanha de Flávio Dino é algumas centenas de vezes mais modesta que a de Roseana. Tem muito menos tempo de TV e acesso a financiamento privado - contra o que ele tem lutado no Congresso, na defesa de uma reforma política profunda e democrática, que rompa com a estrutura privatista do sistema político e eleitoral brasileiro hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dino foi candidato a prefeito de São Luís há dois anos, foi ao segundo turno e teve um desempenho surpreendente. Na ocasião, o PT o apoiou. Em 2010, o PT do Maranhão votou para marchar com Dino. O Diretório Nacional do partido impôs uma outra aliança, mas não pôde impor a candidata: mais da metade dos petistas maranhenses está efetivamente na campanha de Dino, na esperança, de novo, de vencer o medo e superar o lastimável atraso político, econômico e social que o estado ainda vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pudesse, eu pediria pessoalmente o voto de cada maranhense para Flávio Dino, 65. Não apenas porque ele está com Lula desde 1989, não apenas porque ele é de esquerda, sério,&amp;nbsp;não apenas porque ele é uma referência importante do enfrentamento aos Sarneys no estado - e paga o preço. Mas principalmente porque o povo do Maranhão merece virar essa página, merece um governo comprometido com a democracia, a distribuição de renda, com um olhar minimamente republicano sobre a coisa pública. O povo do Maranhão merece compartilhar das riquezas que seu estado tem e produz. Isso não é favor de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas apontam que deve haver segundo turno e que Dino disputará com Roseana. A campanha da governadora tem mostrado preocupação com essa possibilidade: mesmo havendo uma profunda desigualdade entre as duas campanhas, o povo do Maranhão sinaliza que quer reescrever sua história e ficar livre da tutela de quem quer que seja, ainda mais de uma família que tantos percalços já trouxe ao Maranhão e ao Brasil. Essa é uma causa justa o suficiente para ter a simpatia e o engajamento de toda a esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 3 de outubro eu estarei em Porto Alegre, onde voto e, orgulhosamente, espero contribuir para mais uma vitória popular no Rio Grande do Sul, votando em Tarso Genro. Mas boa parte dos meus pensamentos estarão no Maranhão. Porque será bonito demais ver um povo tomando as rédeas de sua própria história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-3110548811742947192?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/3110548811742947192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=3110548811742947192&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3110548811742947192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3110548811742947192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/09/que-flavio-dino-e-o-povo-maranhense.html' title='Que Flávio Dino e o povo maranhense vençam a eleição e o coronelismo'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3CFQoiTmofA/TKJK4mhxpFI/AAAAAAAAAHM/shoRKJDTA80/s72-c/dino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-12654749664635678</id><published>2010-09-17T12:28:00.001-03:00</published><updated>2010-09-17T12:34:58.903-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcha Mundial das Mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><title type='text'>Fábrica de preconceitos com roupagem intelectual</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Reproduzo, abaixo, carta que a socióloga feminista Maria Lúcia Silveira enviou à ombudswoman da Folha de S. Paulo, a respeito de lastimável artigo publicado por esse jornal no último domingo (mais uma da Folha, aliás), assinado por um tal de Pondé. Sei lá eu quem é esse senhor. Nem me interessa saber. Mas seu artigo "misógino e vulgar", como disse Maria Lúcia, despertou reações.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Boa leitura.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caríssima Ombudswoman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual sua posição sobre os impropérios constantes sobre as mulheres que pensam (e segundo eles, isso as torna peludas e feias) do colunista L.F. Pondé?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei até um tempo, evitei ler mais suas baixarias misturadas a citações de alguma antifeminista americana ou de algum filósofo sensível como Benjamin ( que deve ter se revirado no túmulo) pra ancorar o vômito de sua misoginia vulgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas desta vez, sua última coluna extrapolou! Não tinha lido, mas algumas amigas me passaram e achei um pouco demais. Se ele discute com seus alunos essa linda e profunda visão de mundo, coitados dos alunos da FAAP e PUC. É um pseudo-intelectual que deve ser fruto dessa delinquência acadêmica que coloca os seus em destaque. Por que não põem como colunista a profa Márcia Tiburi, hoje no Mackenzie? Uma mulher bonita, inteligente, vivaz e não peluda (como reproduz o senso comum machista) no seu auge. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisa ter título acadêmico pra escrever a máquina de preconceitos sociais contra as mulheres. Isso circula de graça em nosso cotidiano. Nâo tem mais nenhum Paulo Francis, não. Só arremedos. Então, se quiserem colocar um pensador de direita, ou religioso coloquem um que não exponha preconceitos com roupagem intelectual. Nesse artigo último, nem isso ele faz! É inacreditável ver no espaço de um Contardo Calligaris e de um Marcelo Coelho, esse tal de Pondé!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, por essas e por outras vou cancelar minha assinatura da Folha de São Paulo. Ai que saudades que tenho da época que tinha um Claudio Abramo para ler, um Perseu Abramo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ia escrever pro Pondé protestando, mas só se mantivesse o seu nível: teria de perguntar se ele acha que se sua filha tiver um jantar pago por um exemplar masculino da espécie ele pode levá-la pra cama sem remorso. Ou se ele quer uma filha eunuco. Mas deixa pra lá. Vou escrever no blog coletivo em que participo [blog &lt;a href="http://trezentos.blog.br/"&gt;300&lt;/a&gt;] porque pelo menos sou atacada por machistas em estado puro, sem persona intelectual. Aliás, fale pra esse articulista e pra seu editor que poderiam aprender algo com o Contardo Calligaris, Jurandir Freire Costa, Joel Birman, Maria Rita Khel e outros. Bibliografia também tem demais, mas pra não citar nenhuma feminista que essa Folha tem horror, leiam um clássico: Pierre Bourdieu, em &lt;em&gt;A dominação masculina&lt;/em&gt;, tem tradução para o português desde 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra mim chega!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Lucia da Silveira&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(socióloga, militante da Marcha Mundial das Mulheres e colaboradora da SOF - Sempreviva Organização Feminista)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-12654749664635678?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/12654749664635678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=12654749664635678&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/12654749664635678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/12654749664635678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/09/fabrica-de-preconceitos-com-roupagem.html' title='Fábrica de preconceitos com roupagem intelectual'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-6726933018157434984</id><published>2010-09-15T12:00:00.001-03:00</published><updated>2010-09-15T12:01:51.790-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><title type='text'>Por que não voto no Prêmio "Congresso em Foco"</title><content type='html'>Não formo minha opinião a partir do que leio no que se convencionou chamar de PIG (Partido da Imprensa Golpista). Tenho uma relação estreita com a política, procuro me informar a partir de fontes variadas e do contato direto com quem faz disso uma forma de mudar o mundo. E tô fora desse mito de "imparcialidade". Não existe. No mais, todo mundo devia ter opinião, em vez de ser refém de quem tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Já expliquei que relação eu tenho com notícias sobre política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha opinião é de que isso de Prêmio Congresso em Foco é uma bobajada. Imagino que, basicamente, são os jornalistas do PIG que o promovem. E alguém sabe qual critério eles adotam para formar uma lista de "parlamentares que melhor representam a população"? Essa é uma pergunta importante, porque se ela não tiver uma resposta clara, o prêmio corre sério risco de, em vez de contribuir para o acompanhamento democrático da atividade parlamentar, criar uma nova modalidade (nova?) de vício. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lista apresentada há poucos dias só reforçou essa minha impressão. A despeito de envolver bons nomes da política brasileira, gente séria da esquerda e da direita e bons mandatos - também, só faltava fazerem uma lista de abóboras né! -, não é possível afirmar o mesmo, igualmente, a respeito de todos os "indicados". O formato em que a iniciativa se apresenta abre brecha para questões não desprezíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma delas é o reforço da grande mídia como mediadora da relação entre parlamento e população. Evidente que a mediação sempre vai existir. Mas é necessário que ela ocupe o lugar de mediação apenas, e não busque substituir o eleitorado e sua consciência. Inclusive porque as pessoas que efetuam essa mediação têm opiniões e sensibilidades particulares. Mais do que isso: nem só de grande mídia vive a opinião pública, e o Brasil está assistindo a uma demonstração disso neste preciso momento histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso puxa outro problema: a possibilidade de fortalecer apenas um dos lados da disputa que se trava cotidianamente naquelas Casas. Isso se pode observar, com ainda mais clareza, na lista dos identificados com a defesa do meio-ambiente. Senti falta de outras figuras ali. Todo um lado da moeda ficou fora da lista de prediletos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desses dois desvios de rota, pode vir como consequência uma ação parlamentar meramente midiática, por vezes, descolada de um mandato que de fato seja representativo de bandeiras e opiniões políticas de parcelas significativas da população brasileira. Pior do que isso, pode alimentar um círculo vicioso entre jornalistas e parlamentares que não é bom para a democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem coisa que é questão de opinião individual. Tem coisa que não. Vejam o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), por exemplo. O órgão, igualmente, oferece uma lista de parlamentares influentes, baseada em elementos concretos. De acordo com a definição dele mesmo, "entre os atributos que caracterizam um protagonista do processo legislativo, destacamos a capacidade de conduzir debates, negociações, votações, articulações e formulações, seja pelo saber, senso de oportunidade, eficiência na leitura da realidade, que é dinâmica, e, principalmente, facilidade para conceber idéias, constituir posições, elaborar propostas e projetá-las para o centro do debate, liderando sua repercussão e tomada de decisão". Para chegar a isso, utilizam-se de critérios transparente e objetivos, quantitativos e qualitativos (veja em www.diap.org.br).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma iniciativa como essa, midiática como é, são necessários critérios transparentes e objetividade. Os e as parlamentares devem prestar contas para a sociedade. A imprensa é meio para isso, não fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim... odeio listas. Nada mais reducionista que uma lista. Odiava rankings quando era do movimento estudantil, não perdi essa mania ainda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-6726933018157434984?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/6726933018157434984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=6726933018157434984&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/6726933018157434984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/6726933018157434984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/09/por-que-nao-voto-no-premio-congresso-em.html' title='Por que não voto no Prêmio &quot;Congresso em Foco&quot;'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-3160666066609858634</id><published>2010-09-10T12:26:00.001-03:00</published><updated>2010-09-10T12:27:41.011-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><title type='text'>"A diversidade do Brasil não encontra espaço nos grandes meios"</title><content type='html'>&lt;em&gt;Entrevistei João Brant para o Jornal Democracia Socialista/Em Tempo,&amp;nbsp;sobre políticas para democratizar a comunicação no Brasil, a importância da participação popular no processo e desafios que a esquerda precisa assumir rumo a essa meta. João é da coordenação executiva do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social, e mestre em Regulação e Políticas de Comunicação pela London School of Economics e Political Science. Hoje, um grande lutador em defesa da democracia nas comunicações e das principais referências no tema.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Precisamos desmitificar a série de mentiras que os donos da mídia propagam para continuar mantendo seu monopólio.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Alessandra&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como você descreveria o atual quadro das comunicações de massa no Brasil hoje? Em, especial, do sistema de radiodifusão, que são concessões públicas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário é de concentração e exclusão, já que a maior parte da sociedade não tem mecanismos para fazer circular seus pontos de vista. Pra se ter uma ideia, a soma da participação das quatro primeiras emissoras de TV é de 83,3% no que se refere à audiência, e 97,2% no que se refere à receita publicitária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema público de comunicação, que poderia fazer frente a essa realidade, ainda é incipiente. Só em 2007, o Brasil se colocou o desafio de criar uma TV pública de abrangência nacional, e ela ainda tem um alcance muito restrito, com dificuldades concretas para ampliá-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conteúdo dos meios de comunicação reflete esse quadro. A diversidade do Brasil não encontra espaço nos grandes meios. Ao contrário, há um tratamento estereotipado e discriminatório especialmente em relação a mulheres, negros e homossexuais, e as pessoas que se veem atingidas por essa programação não têm meios de se defender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em termos de regulamentação, que iniciativas precisam ser tomadas para avançar na direção de uma comunicação democrática?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a realidade é de um sistema predominantemente comercial, concentrado e excludente. A lei que trata das questões de rádio e TV é de 1962, do tempo da TV em preto e branco. A complementaridade entre os sistemas privado, público e estatal, que poderia equilibrar um pouco o poder das grandes redes, está na Constituição desde 1988, mas nunca foi regulamentada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo 220 determina a proibição direta e indireta a monopólios e oligopólios, mas as únicas regras que existem sobre isso são da década de 60, e não consideram fatores-chave como audiência e investimento publicitário, por exemplo. No mesmo artigo 220 está prevista a criação de meios legais para a população se defender de programação que atente contra os princípios constitucionais – outro ponto que segue sem qualquer regulamentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o artigo 221, que busca garantir espaço no rádio e na TV para programas produzidos regionalmente e para a produção independente, existe um projeto de 1991, mas ele está engavetado no Senado. Veja que estou falando só de pontos que estão na Constituição! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se pensar o conjunto da regulamentação do setor, deveríamos incluir, além disso, regras democráticas para concessões de rádio e TV e para as rádios comunitárias, promover a pluralidade e a diversidade nos meios de comunicação e, mais do que tudo, garantir instrumentos de participação popular na definição das políticas e no acompanhamento do setor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em outros países de tradição democrática esse já é um debate superado, não?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida. Em muitos países há órgãos reguladores que incidem sobre questões de concentração de mercado e questões de conteúdo. Há regras que incentivam a pluralidade e a diversidade – inclusive a pluralidade política –, protegem o público infantil, e mecanismos para a população se defender de programação que atente contra a dignidade humana. No Brasil, nem um órgão regulador independente nós temos, já que a Anatel não é responsável pela regulação do setor de radiodifusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para dar um exemplo, em 2004, o FCC, que é o órgão regulador nos EUA, queria diminuir os limites à concentração (que, mesmo com as mudanças, seriam ainda mais fortes que os do Brasil). Houve pressão popular contra a medida e até os republicanos votaram contra no Congresso. Isto é, medidas que por aqui são consideradas radicais, lá são defendidas até pelo partido da Sarah Palin!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na Argentina, por exemplo, a reforma da legislação sobre comunicação foi polêmica porque houve resistência dos empresários. Já há algum balanço desse processo lá?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os empresários vão sempre resistir à mudança do cenário em que eles reinam sozinhos, mas o processo da Argentina foi positivamente exemplar. Ele é fruto da combinação de setores sociais organizados com vontade política do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei aprovada cria condições para a ampliação do exercício da liberdade de expressão e está amparada em toda a legislação internacional de direitos humanos. Ali estão tratadas todas as questões importantes para a regulação do setor audiovisual. É fundamental, por exemplo, a reserva de um terço do espectro eletromagnético para meios de comunicação sob controle de entidades sem fins de lucro. Essa medida, tratada por aqui como se fosse um absurdo, é apoiada pelos relatores de liberdade de expressão da OEA e da ONU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Confecom acumulou no sentido de propor marcos regulatórios e revisões da atual legislação?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A I Conferência Nacional de Comunicação teve 633 propostas aprovadas (sendo 569 delas por consenso ou com mais de 80% de votos favoráveis) que determinam uma agenda bastante progressista para o setor da comunicação. Foram aprovadas propostas sobre os mais diversos temas, desde o reconhecimento da comunicação como direito humano até o combate à discriminação de gênero, orientação sexual, etnia, raça, geração e de credo religioso nos meios de comunicação, passando por novos critérios para concessões e definição de limites para concentração, além da definição do acesso à internet banda larga como direito fundamental. Também foi aprovado um Conselho Nacional de Comunicação como instância central para a formulação e o exercício do controle social das políticas de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em relação às políticas de acesso à banda larga, o quadro é melhor?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não muito. A internet é um espaço aberto e democrático, e tem contribuído para a democratização. Mas o Brasil não trata do acesso à banda larga como um direito do cidadão. Esse acesso é hoje caro, ruim e limitado. Apenas 24% das residências no Brasil têm acesso à banda larga. Se tomarmos as classes D e E, esse número cai para 3%. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O valor médio pago pelos brasileiros para ter banda larga em casa corresponde a 4,58% da renda per capita no país. Mais que o dobro do México e mais de 9 vezes o valor dos Estados Unidos! Mesmo quem pode pagar compromete uma parte significativa de seu orçamento familiar com este investimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso deve mudar com o Plano Nacional de Banda Larga, mas mesmo o plano – que é bom, ressalte-se, mas insuficiente – não coloca a meta de universalização do serviço. Fala-se, no máximo, em massificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que desafio devem assumir a esquerda e os movimentos sociais no diálogo com a população sobre essa pauta? Os donos da mídia misturam maliciosamente qualquer proposta que vise à redução do seu poder com censura.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A defesa da liberdade de expressão deve ser uma bandeira dos setores progressistas, daqueles que nunca tiveram voz e sempre tiveram que lutar contra as opressões. Temos que juntá-la à bandeira do direito à comunicação, que implica obrigações para o Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala em controle social, o que queremos é justamente garantir que um serviço público, como é a radiodifusão, cumpra o interesse público. Na prática, isso significa garantir o controle da sociedade (e não do governo) sobre a regulamentação e as políticas públicas para o setor, sobre o serviço prestado e sobre o conteúdo exibido. Exemplos concretos: no primeiro caso, a existência de conselhos e conferências que determinem diretrizes para as políticas públicas. No segundo caso, garantir ao cidadão, usuário desse serviço público, a possibilidade de se defender de serviços de má qualidade – é o caso dos cegos, por exemplo, que até hoje não contam com o serviço de audiodescrição e não têm para quem reclamar. Nem um bendito 0800!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No terceiro caso, relativo ao conteúdo, é preciso garantir o cumprimento da Constituição, que prevê a existência de meios legais para o cidadão se proteger de conteúdo que viole o disposto na própria Carta Magna. Por exemplo, se um meio de comunicação exibe conteúdo racista, eu preciso acionar o Ministério Público Federal ou entrar diretamente com um processo, o que me demanda tempo, dinheiro e conhecimento técnico. Não há uma via não judicial, rápida, que proteja o interesse do espectador. As emissoras fazem o que querem, com um poder muito desigual em relação ao espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante destacar que controle social do conteúdo não tem nada a ver com censura. Tem a ver com garantir a responsabilidade da emissora por aquilo que ela já veiculou. Essa responsabilidade posterior é absolutamente democrática, prevista inclusive na Convenção Americana de Direitos Humanos. Isto é, existe a liberdade para dizer o que quiser, mas você pode ser punido se o que você disser representar violação a outros direitos humanos. Parece óbvio, não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-3160666066609858634?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/3160666066609858634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=3160666066609858634&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3160666066609858634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3160666066609858634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/09/diversidade-do-brasil-nao-encontra.html' title='&quot;A diversidade do Brasil não encontra espaço nos grandes meios&quot;'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-7623405412588428259</id><published>2010-09-02T14:53:00.001-03:00</published><updated>2010-09-02T14:56:19.972-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adversidades'/><title type='text'>Como perder a fé na humanidade em uma manhã</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Uma crônica sobre&amp;nbsp;"um dia de fúria", que a constante percepção do egoísmo e falta de solidariedade é capaz de despertar... Boa leitura!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Juliano Medeiros&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crônicas não são o meu forte, quem me conhece sabe. Principalmente assim, escrita em primeira pessoa, como se o que eu dissesse ou escrevesse fosse coberto de relevância para terceiros. Quando eu achar que é, crio um blog. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Memos assim, hoje estou disposto a compartilhar minha indignação e perplexidade - e a crônica é uma aliada dos indignados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é: como perder, mesmo que temporariamente, a fé na humanidade. E quando falo em “fé”, me refiro à esperança de que, diante das maravilhas criadas pelo homem ao longo de sua existência e que trouxeram mais qualidade de vida, beleza e felicidade ao mundo, possamos viver uma existência plena de justiça e solidariedade, respeitando a diversidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei às 5h da manhã. O vizinho do andar superior, corria, gritava, pulava e esbravejava contra, suponho, sua companheira. Não é a primeira vez que ele faz dessas. Outro dia, ele jogou as roupas da mulher pela janela (eles moram no quarto andar). Na ocasião, chamei a polícia, que rondou o prédio e foi embora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem como acordei: irritado com o maluco do andar de cima, com sono e, por conta disso tudo, atrasado para o trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu passei alguns dias na linda Belém do Pará, e considerando o fato de que preciso viajar a Porto Alegre dentro de poucos dias, tomei a iniciativa de resolver aspectos da “vida prática” antes de sair de casa: levei minhas roupas sujas até a lavanderia, que fica na garagem do prédio, que é mais prático que ir a uma lavandeira no centro de Brasília. Mas a dita cuja não tinha um bom histórico: além de encolher minhas roupas mais de uma vez, sequestrou uma cueca, que está perdida desde tempos imemoriáveis. Pra confirmar o clima do dia que já não começara bem, me cobraram, por meia dúzia de roupas, a bagatela de R$60,00. Com certeza, isso é quase o mesmo que a prestação de uma máquina de lavar nas Casas Bahia. Mas não posso comprar uma máquina de lavar porque o apartamento onde moro é tão minúsculo que, para entrar a máquina de lavar, a geladeira ou o sofá teria que sair. Resultado: ficarei o resto dos meus dias em Brasília refém da máfia das lavanderias, que cobram uma fortuna pra lavar minhas roupas, encolhe-as e ainda deixa alguma peça pra trás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando eu pensava que meu dia já tinha tudo pra começar errado, veio mais. Indo para o trabalho, parei num semáforo (sinaleira, para os gaúchos). Quando o sinal ficou verde, vi uma caminhonete – se não me engano, uma Ford Eco Sport, que não é nenhum carro popular –, e de dentro dela, sendo arremessada pela janela do passageiro, uma caixa enorme, cheia de comida. Não que a dimensão importe, mas chama a atenção quando alguém joga uma caixa de comida pela janela como se fosse um papel de chiclete. Foi a gota d’água. Acelerei o carro, buzinei, gritei e xinguei. A perua que estava dirigindo parecia não entender nada. Compreendi finalmente como se sentiu Michael Douglas em "Um Dia de Fúria". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu tivesse um taco de beisebol certamente teria feito uma besteira. Talvez contra o louco do andar de cima, talvez contra a lavanderia, mas com certeza, contra aquele atentado à saúde pública, à higiene, à coletividade e à boa convivência. Como alguém pode pensar que a rua é uma grande lixeira? Como pode jogar uma caixa enorme pela janela do carro sem mediar as conseqüências? Imaginem se um motociclista estivesse na pista ao lado e fosse atingido! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou comunista. Todo comunista é movido por grande sentimento de amor pela humanidade, sobretudo os mais pobres, os excluídos, os miseráveis. Esforço-me todos os dias para evitar o distanciamento natural a quem não sente na pele as dores do povo e, assim, renovar meu compromisso com "os de baixo". Não perdi a capacidade de me indignar com as injustiças de qualquer espécie nem de me emocionar com a luta dos que sofrem. Nutro a esperança de que o povo pode ser senhor do seu destino, sem pátria nem patrão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas devo admitir que, às vezes, bate um desânimo. Como tratar, no mundo que queremos construir, as pessoas que jogam lixo pela janela do carro? Ou os vizinhos que não respeitam o sono alheio e que resolvem seus problemas conjugais através de berros e ameaças? Sinceramente, não sei. Só sei que, pelo menos, as lavanderias poderão ser expropriadas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-7623405412588428259?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/7623405412588428259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=7623405412588428259&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/7623405412588428259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/7623405412588428259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/09/como-perder-fe-na-humanidade-em-uma.html' title='Como perder a fé na humanidade em uma manhã'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-5546886187705751430</id><published>2010-09-01T15:41:00.003-03:00</published><updated>2010-09-01T16:24:43.163-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Apesar de você</title><content type='html'>O editorial da Folha de hoje (1º de setembro) é uma aula de autoritarismo e prepotência. A turma da ditabranda publicou em sua página 2, sob o título de "Lula e a imprensa", texto que repudia e "analisa" de forma preconceituosa, elitista e arrogante as críticas feitas pelo presidente à grande mídia nacional (em geral, ele costuma destacar o tratamento desigual dispensado aos dois principais candidatos à presidência da República e a má vontade com seu governo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de todo o texto, o que a Folha quer dizer é que Lula critica a imprensa porque não aceita críticas. Ora, fica claro para qualquer leitor menos desatento que, ao agir dessa forma, é a Folha que não aceita ser contestada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos. Ao longo das malfadadas linhas a que me refiro, a Folha autointitula-se "imprensa crítica", "jornalismo livre" e, explicitamente, coloca-se como 4º poder - lado a lado com executivo, legislativo e judiciário, mesmo não tendo sido eleita por ninguém para exercer essa tutela dos nossos direitos e do nosso "livre" pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, a Folha é livre sim, mas num país de amordaçados. Muito mais livre do que deveria. Sim, liberdade tem limite. Quem nunca ouviu a velha história de "a liberdade de um termina onde começa a do outro"? De maneira que se a Folha é absolutamente livre, a liberdade de muita gente está invadida e cassada por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo essa liberdade excessiva não implica que seu jornalismo seja livre. Muito pelo contrário. Ele é absolutamente preso às suas opções políticas e à sua visão elitista e conservadora do mundo. Ele é preso porque desde a montagem da pauta, passando pela abordagem da matéria, relação de entrevistados e escolha de fotografias para ilustração, tudo isso são escolhas políticas. Ingenuidade acreditar que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Folha não foi eleita para representar a sociedade civil em espaço algum. Não tem concessão de "vigilância" dos poder. Faz isso como a empresa que é, que quer vender seus jornais, conquistar mais e mais patrocinadores e disputar consciências para construir sua opinião - ou fortalecer a opinião do conjunto que a inlcui. Faz isso movimentada pelos seus próprios interesses e o dos "seus". Eu sei bem quem são os "seus". Fica claro a cada página, a cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dado momento, o jornal retoma o preconceito odiável contra Lula e sua escolaridade, referindo-se irônica e cinicamente à falta de "habilitação conceitual" do presidente para entender a imprensa. Mas, ao que tudo indica, tem faltado habilitação conceitual e moral à Folha para compreender que Lula é muito melhor comunicador que ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, se eu pudesse falar com a Folha, eu diria: menos. Não me parece que as críticas de Lula à imprensa tenham qualquer origem em medo de nenhuma espécie. Mas sim, me parece que a Folha - embora tenha sido bastante poupada pela ausência total de políticas que visem à democratizar as comunicações neste governo - pode percorrer o mesmo caminho que levou ao triste fim da revista Veja: a opção consciente por abrir mão de assinantes para poder se tornar um panfleto reacionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arrogância elitista da Folha, num editorial como esse, meramente demonstra seu incômodo por tentar, em vão, mudar o curso da história no país. Imagina só como ela vai se amargar vendo o dia raiar sem lhe pedir licença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É um grande desafio propor a democratização das comunicações como uma questão central para o próximo período. Esse monopólio precisa acabar. Direito à comunicação significa que não precisamos só ouvir, podemos falar. Sem mais amor reprimido, grito contido, samba no escuro.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-5546886187705751430?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/5546886187705751430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=5546886187705751430&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/5546886187705751430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/5546886187705751430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/09/apesar-de-voce.html' title='Apesar de você'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-1412447959793546948</id><published>2010-08-11T11:09:00.004-03:00</published><updated>2010-08-11T11:29:18.190-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><title type='text'>As mulheres no humor: só o objeto da piada?</title><content type='html'>Não conhecia a comediante Dani Calabresa, da MTV. Vi-a no programa de Jô Soares ontem, terça. Não sei onde ela atua, nem que tipo de humor é seu estilo. Mas chamaram-me a atenção dois pontos da entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ser perguntada sobre como descobriu seu talento para o humor, ela remeteu-se à infãncia. "Na peça da escola, minha irmã bonita era a Branca de Neve e eu era Dunga, o anão mudo". Ela completou contando que a família destacava a "beleza diferente" de ambas, e que cabia à irmã o rótulo da bela, a que corresponde aos padrões de beleza tão propagados pela TV. Deduzi que, a ela, coube ser a engraçada, para chamar a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante, porque esse padrão é colocado para as meninas desde muito cedo, e Dani fez menção a isso: diz-se nas entrelinhas que as mulheres bem-sucedidas são as desejadas. É um festival de mulheres-fruta hoje, como já foi de dançarinas de axé em um momento atrás. Elas se colocam como referência também para crianças e adolescentes, porque são essas as mulheres veneradas na mídia. E dá-lhe tiazinhas, feiticeiras, assistentes de palco, dançarinas, modelos, manequins. Quem não é bonita e gostosa, que vá descobrir um "outro" talento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, Jô Soares lhe perguntou em que ela não acha graça. Respondeu certeira: mulheres seminuas em programas humorísticos da TV. Bingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na faculdade, meu humilde trabalho de conclusão de curso se propunha a analisar o discurso do humor na TV sobre as mulheres. Não é difícil notar a quantidade de mulheres seminuas que desfilam por esses programas, praticamente objetos de cena. Sem contar o quanto tentam arrancar risadas a partir de velhos esteriótipos como a mulher burra; a gostosa que é o prêmio para o mais esperto; a fútil; a adúltera (porque, afinal, as mulheres "tentam" os homens independentemente de qualquer coisa, como Eva).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o humor mais fácil de se fazer: o que tem base em preconceitos e esteriótipos. E agora, que tantos comediantes têm a chance de discutir o grau de influência de suas piadas sobre a vida das pessoas, por causa da proibição de apresentarem caricaturas de políticos (da qual discordo, registre-se), podemos pautar: será que piadinhas são inocentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca são. Elas reproduzem a desigualdade e a opressão, e fazem-nos rir disso como se fosse "natural". É o velho "rir de si mesmo". Mas não tem graça. Não sei vocês, mas pra mim, piadas como essas entre amigos também não têm graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem muitos exemplos, na TV, no cinema, no teatro, na literatura, de que é possível fazer humor sem apelar para o mais fácil, que é reforçar esses esteriótipos preconceituosos. Afinal, quando você assiste a uma esquete ou a um quadro na TV, está relaxando e assimilando conteúdo de forma acrítica e desarmada. E quem aqui ainda acha que uma piada não tem significado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significados não são desprezíveis. Por isso que eu gostei da Dani.&amp;nbsp;Ela não parece ficar satisfeita em ser só o objeto da piada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-1412447959793546948?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/1412447959793546948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=1412447959793546948&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/1412447959793546948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/1412447959793546948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/08/as-mulheres-no-humor-so-o-objeto-da.html' title='As mulheres no humor: só o objeto da piada?'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-3652966244429451395</id><published>2010-08-10T12:09:00.001-03:00</published><updated>2010-08-10T14:30:34.452-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><title type='text'>A magia esotérica futebolística</title><content type='html'>Amanhã tem final de Libertadores. Bom momento para socializar uma reflexão que venho fazendo desde a Copa do Mundo, ao observar meus amigos sentando-se na mesma cadeira, vestindo a mesma camisa, evitando palavras que trazem "mau-agouro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse esoterismo do futebol me impressiona. Especialmente nos homens. Boa parte deles caçoa de horóscopos e simpatias, que são, em geral, mais relacionados ao comportamento feminino. Mas ouse gritar gol fora de hora num estádio! Você pode ser apedrejado! "Dá azar"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqueles que assistiram à Copa do Mundo com os mesmos trajes com que viram a final em 2002? São oito anos! Mas caber numa roupa velha é o mínimo que se pode fazer para garantir sorte ao time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros, mais crueis, vetam a presença de um ou outro, "amigo pé-frio". O Mick Jagger, inclusive, foi uma das personalidades da Copa por isso. Mas alguém comentou que, na final, o pobre azarado engrossou a torcida espanhola? Como já havia feito, aliás, nas quartas-de-final contra o Paraguai. Sem falar no polvo Paul! Sua preferência - como a de todo polvo, talvez como a de boa parte dos animais - por cores vibrantes como amarelo e vermelho foi confundida com capacidade de premonição! Oh ceus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que graça teria se não houvesse um Mick Jagger ou um polvo Paul? Mais, por que assumir que o resultado do jogo do seu time não depende, absolutamente em nada, de você e de suas mandingas? Assim como teria, certamente, bem menos graça viver a vida sem observar as coincidências "altamente demonstrativas do destino", a magia do "tinha que ser assim". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo precisa um pouco do misticismo para levar a vida. É difícil saber que tudo depende só de você. Ou que nada depende... É preciso confiar em poderes extrassensoriais capazes de atuar e fazer justiça. O imponderável é parte fundamental da vida de homens e mulheres. Onde quer que se expresse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-3652966244429451395?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/3652966244429451395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=3652966244429451395&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3652966244429451395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3652966244429451395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/08/magia-esoterica-futebolistica.html' title='A magia esotérica futebolística'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-5156359248985835418</id><published>2010-08-08T14:39:00.004-03:00</published><updated>2010-08-08T14:52:53.272-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><title type='text'>4 anos da Lei Maria da Penha: em defesa da sua aplicação.</title><content type='html'>Vivi uma experiência particular ontem, quando se completaram 4 anos da Lei Maria da Penha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou vizinha de um troglodita que, não raras vezes, põe-se a berrar com a mulher que vive com ele. Ele a xinga, agride verbalmente, ameaça, intimida, grita grita grita. Não tenho como saber se ele já a agrediu fisicamente, mas não duvidaria. Eu também não sei ao certo de onde vem o barulho, qual o apartamento, nem qual a cara dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, liguei pro 190, narrei o que estava acontecendo, e, em pouco mais de meia hora, uma viatura estava no condomínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que o agressor percebeu que a polícia viera por ele. E calou-se. A polícia tocou e tocou o interfone, e nada de o homem atender. Então, o policial me ligou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Ele não atende e nós não podemos subir lá. Qual a denúcia que a senhora fez?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Ele estava gritando muito, xingando, ameaçando ela. Ele pode agredi-la fisicamente!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Ah, mas então ainda não aconteceu o crime?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Meu senhor, de acordo com a Lei Maria da Penha, violência psicológica, patrimonial e moral é crime sim senhor!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Ok, vou contatar a delegacia e ver como proceder.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi embora, sem falar com o denunciado e sem dar mais satisfações à "denunciante". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente, essa situação vai voltar a acontecer. Pretendo chamar a polícia quantas vezes se repetir o fato. Gritos, ameaças, xingamentos e afins são, muitas vezes, precursoras de agressões físicas ou manifestações ainda mais graves de violência. E mesmo se não for, as mulheres têm direito de viverem livres de todo tipo de violência, inclusive aquela que a humilha, que lhe causa dano emocional, ridiculariza-a, insulta-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos avanços que a Lei Maria da Penha traz, inclusive, é tipificar os casos de violência, e classificá-los entre violência física, psicológica, sexual, patrimonial, moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que a Justiça e a Polícia precisam acompanhar esses avanços, e estar preparadas para aplicar corretamente a lei. Mais importante que punir um agressor é evitar que a violência aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Ministra Nilceia Freire, da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal (SPM), em entrevista à imprensa sobre o caso de Eliza Samudio, “Não é bastante termos mais delegacias e juizados se as pessoas que lá trabalham não estiverem capacitadas”, disse. Ela acrescentou que “muitos crimes têm acontecido porque os agentes públicos que atendem as mulheres subestimam aquilo que elas falam, acham que é apenas mais uma briga, desqualificam a vítima”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com dados da SPM, a utilização do 180 - Central de Atendimento à Mulher - aumentou 112% no primeiro semestre deste ano em relação ao ano passado. Não significa que está havendo mais violência, mas sim, que está havendo mais denúncias. A lei encoraja que as mulheres reajam, mas isso não é suficiente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: violência psicológica represtava quase 6,5% das denúncias que chegaram à ouvidoria da SPM ano passado.&amp;nbsp;E dos&amp;nbsp;9% dos crimes relatados ao 180 no mesmo ano foram dano emocional e diminuição da autoestima. Somem-se a eles 2% que denunciaram violência patrimonial; quase 2%, injúria; pouco menos de 1%, calúnia; e quase 6%, difamação. Isso dá um universo de quase 26,5% de denúncias de violência psicológica ou moral. Ameaças chegaram a 22%. Isso mostra que as mulheres sabem que não podem ser expostas a esse tipo de violência, que não é normal, elas não precisam aceitar e devem pedir ajuda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celebremos os 4 anos da lei na pressão por sua correta aplicação, e no envolvimento integral das autoridades que devem fazê-lo para que o direito das mulheres de viver sem violência seja, efetivamente, garantido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-5156359248985835418?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/5156359248985835418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=5156359248985835418&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/5156359248985835418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/5156359248985835418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/08/4-anos-da-lei-maria-da-penha-em-defesa.html' title='4 anos da Lei Maria da Penha: em defesa da sua aplicação.'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-3055708577098464882</id><published>2010-08-04T14:17:00.001-03:00</published><updated>2010-08-04T14:20:20.189-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adversidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><title type='text'>Uma queda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pra uma florzinha que anda murchinha, &lt;br /&gt;mas jajá fica vigorosa outra vez.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Cássia era uma menina forte, bonita, cuja companhia parecia agradável a quase todo mundo. Um dia, junto com seus amigos, ela saiu andando por aí. Andavam em direção à utopia que estava no horizonte, e a cada passo que davam, ela se afastava um pouco. Caminharam e seguiram caminhando, até que, uma hora, Cássia caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo ficou preocupado. "Meu Deus, o que houve com ela?", ninguém sabia. Mas pessoas fortes também caem, porque a queda não tem como única causa a fraqueza. Muitas coisas podem fazer a gente cair. Cássia caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve medo por ter caído e não queria levantar por enquanto. Todos respeitaram, esperaram. Não interromperam a caminhada, só adiaram um pouco, porque havia uma amiga que não podia andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A queda causou feridas que mudaram sua aparência, e ela não gostou de si mesma. Chorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também, depois, quando ela levantou, as feridas secaram e ela ficou bonita como sempre foi. Andou devagar nos primeiros passos, para se certificar. Logo voltou a andar no ritmo normal. Seus amigos e amigas a acompanhavam. Daqui a pouco, estavam correndo. E a utopia ainda se afastava, fazendo-os andar mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo&amp;nbsp;quando cansados de correr, sabiam que entre eles havia uma joia tão valiosa que foi capaz de levantar depois de cair, mesmo com todo o medo que tinha, e mesmo não se reconhecendo no espelho. E a partir daquele dia, pra todo mundo que participava da andança, Cássia parecia uma heroína que ensinava seus companheiros de jornada que a gente sempre cai, e tem quedas que doem mais que outras, e comprometem mais que outras. Mas quando a gente levanta depois, nada mais é capaz de jogar a gente no chão. E a caminhada segue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-3055708577098464882?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/3055708577098464882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=3055708577098464882&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3055708577098464882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3055708577098464882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/08/uma-queda.html' title='Uma queda'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-1402369499645084872</id><published>2010-08-02T14:36:00.002-03:00</published><updated>2010-08-02T14:45:53.761-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aborto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Aborto no "Fantástico": sensacionalismo e superficialidade</title><content type='html'>O "Fantástico" de ontem (01/08) exibiu uma péssima reportagem sobre a prática clandestina de aborto no Brasil. Sem pé nem cabeça, a matéria serviu mais pra alimentar a desinformação do que contribuir para um debate tão importante. Muitos aspectos foram deixados de lado e, para garantir seu posicionamento de propaganda antilegalização do aborto, a reportagem tornou-se um imenso emaranhado de informações que não se relacionaram entre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de um problema de enorme complexidade, o programa resolveu abordar apenas a ponta do iceberg: a existência de clínicas clandestinas no Rio, em Salvador, em Belém; e a venda de Citotec no "mercado paralelo". Com câmeras escondidas, adentrou as clínicas, questionou médicos(as) e atendentes sobre o procedimento, sobre o número de abortos realizados por mês, sobre riscos e preço. Exibiu rostos e nomes de médicos(as) e pessoas que trabalham nesses locais. Nenhuma mulher foi entrevistada - apenas uma que fez uso de Citotec há um mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem optou por não relacionar nitidamente dados expostos por ela mesma: de um lado, as clínicas existem, e as mulheres procuram por elas. Há riscos importantes para a mulher, provenientes das condições inseguras em que o aborto é realizado nesses locais. De outro lado, pesquisa realizada pela Universidade de Brasília aponta que uma em cada cinco mulheres, aos 40 anos, já fez aborto; e que a mulher que faz aborto no Brasil é absolutamente normal: tem religião, é trabalhadora, às vezes é casada, às vezes já até tem filhos. Poderia ser vizinha, prima, amiga, irmã, colega de qualquer telespectador(a) do "Fantástico". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma palavra sobre o fato de ser exatamente a criminalização que gera essa clandestinidade e, por consequência, os riscos aos quais as mulheres estão expostas. A não legalização as leva a buscarem métodos caseiros improvisados e clínicas clandestinas sem nenhuma condição de higiene e segurança. Ambas as "alternativas" submetem essas mulheres à possibilidade de prisão, de sofrer sequelas profundas ou mesmo de morrer. Muitas acabam no SUS, para finalizar o procedimento mal feito, e são tratadas com crueldade por médicos e enfermeiros. Porém, certamente, há clínicas clandestinas bem equipadas, onde o aborto pode ser realizado com segurança e higiene. A essas, somente tem acesso quem pode pagar caro. Isso significa que a criminalização do aborto no Brasil é uma hipocrisia tão grande que condena aos riscos mencionados especialmente as mulheres mais pobres. Disso, a reportagem não tratou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma reportagem, no mínimo, razoável, daria mais espaço à antropóloga da UnB que dissertou sobre os resultados da pesquisa mencionada do que os míseros 30 segundos a que ela teve direito; e com edição menos "malandra". A reportagem poderia ter falado da experiência de países que têm o aborto legalizado (por exemplo, mostrar que é fantasiosa a ideia de que a prática de aborto aumenta com a legalização) ou das diferenças que há entre um aborto realizado com segurança e outro, o clandestino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A responsabilidade por evitar uma gravidez indesejada é integralmente da mulher: é ela quem deve tomar pílulas anticoncepcionais; é ela quem tem dificuldade de negociar com seu parceiro o uso da camisinha; são dela todos os ônus de eventuais falhas de métodos contraceptivos; é dela a vida que mais muda com o nascimento de uma criança, muitas vezes, sem pai. Apenas uma coisa não é dela: o direito de escolher levar a cabo ou não uma gravidez. A matéria também não falou disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: a resportagem do "Fantástico" tratou a questão do aborto com superficialidade, sensacionalismo e preconceito. Falou do tema como se as mulheres que sofrem essas consequências fossem vítimas de profissionais mal-intencionados, e não da hipocrisia e do anacronismo. Se o aborto fosse legalizado, não haveria mercado clandestino. Aquelas que têm religião e crença poderiam segui-las livremente. Aquelas que optam por interromper sua gestação, também teriam liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;***&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conheça o conteúdo da pesquisa da UnB clicando &lt;a href="http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=3404"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A "revista eletrônica" dominical global deu um show de jornalismo rasteiro, mais do que de defesa de uma opinião conservadora. Não foi além de uma pseudo-denúncia e abordou muito mal o tema que escolheu tratar. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para quem quer saber mais sobre aborto e criminalização, sugiro o filme "O aborto dos outros", de Carla Gallo. Trailer abaixo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dBxxQAa--Sw&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dBxxQAa--Sw&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-1402369499645084872?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/1402369499645084872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=1402369499645084872&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/1402369499645084872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/1402369499645084872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/08/aborto-no-fantastico-sensacionalismo-e.html' title='Aborto no &quot;Fantástico&quot;: sensacionalismo e superficialidade'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-7712964932239729458</id><published>2010-07-27T12:06:00.004-03:00</published><updated>2010-07-27T14:08:00.276-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>CQC: Originalidade na expressão do senso comum</title><content type='html'>Volta e meia aparece uma "novidade" na TV, pretensamente original, imparcial, inteligente. Particularmente, poucas vezes vi uma promessa dessas se confirmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na TV Band, o CQC apresentou-se com essa embalagem: formato inovador, repórteres-comediantes, abordagens interessantes para temas conhecidos. Mas, parece-me - e posso estar enganada por não ser uma telespectadora assídua -, recorre a elementos já bem conhecidos do grande público para consolidar sua audiência. Acaba, portanto, tentando fazer o novo a partir do velho. Uma contradição em termos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No programa de ontem, houve uma mensagem de saudação à aprovação, na Argentina, do reconhecimento do casamento gay. Um repórter foi às ruas mostrar que o preconceito é firme e forte. Outra repórter entrevistou celebridades que, esboçando alguma contradição ou não, felicitaram a decisão de nossos hermanos, em defesa da livre orientação sexual. Porém, entre um quadro e outro, ou dentro de cada quadro mesmo, as piadas que desqualificam os homossexuais - como imputar ao outro o qualidade de "viado" numa tentativa de diminuí-lo, de afirmar que ele é inferior - continua dando o tom. Uma contradição em termos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra. No início do programa, Marcelo Tas fazia o discurso democrático da necessidade de dar espaço a todos os candidatos que disputam a presidência da República. Para demonstrar que pratica o que prega, a repórter Mônica Iozzi entrevistou, entre outros, o candidato do PCB, Ivan Pinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a jovem repórter não faça ideia de que falava com o representante de um partido de quase 90 anos. Partido que fez parte dos principais momentos da história do Brasil nesse período, e que expressa uma tradição internacional importante. Ivan Pinheiro e o PCB foram apresentados ao lado de Eymael e Levyr Fidelix, caricatos por opção, não simplesmente por abordagem da imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A repórter destacou 3 pontos da plataforma de Pinheiro: controle social da mídia, regulamentação do sistema financeiro e a defesa de um sistema político unicameral. Referiu-se a esses temas, em especial, aos dois primeiros, como questões ultrapassadas ou malucas mesmo. O fato de o candidato ter poucos segundos para falar de qualquer um desses temas deu um tom geral de deboche, de mundo da lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez ela - e o programa - não faça ideia de que se tratam de temas muito discutidos e aprofudados pela esquerda brasileira. Propostas reais e exequíveis, que, infelizmente, não contam com tempo na grande mídia, que discorda politicamente delas, para serem apresentadas e disputadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CQC, portanto, engrossou a mesma ladainha de que controle social é censura, e que moderno mesmo é a "livre" circulação de capitais, "livre" mercado, "livre" especulação. Mostrou ignorar que qualquer processo democrático que se preze (e nem precisa ser muito de esquerda para ver) inclui um marco regulatório para a atividade da imprensa, e o contrário disso sim é que é ditadura - a ditadura da mídia, dos poucos que a possuem. Não aceitou debater a existência de um Senado, essa Casa que remete aos imemoriais tempos imperiais, e cuja atuação, não raro, é motivo de vergonha para alguns homens e mulheres sérios que ali tentam trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CQC tratou o candidato Ivan Pinheiro como qualquer outra emissora de TV que finge que sua candidatura não existe. Contradição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, assim como todo veículo da grande imprensa, reforçou um rótulo de que a esquerda é jurássica, autoritária e até engraçada por isso. O que tem de novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim. A vontade de fazer tudo isso parecer original.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-7712964932239729458?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/7712964932239729458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=7712964932239729458&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/7712964932239729458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/7712964932239729458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/07/cqc-originalidade-na-expressao-do-senso.html' title='CQC: Originalidade na expressão do senso comum'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-2045011673595030229</id><published>2010-07-22T13:23:00.000-03:00</published><updated>2010-07-22T13:23:44.382-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Construir democracia plena</title><content type='html'>Virou um bafafá a confusão em torno ao programa da Dilma. As diretrizes aprovadas pelo PT em seu 4º Congresso foram registradas junto ao TSE e imediatamente substituídas por um texto mais brando, dado o rebuliço que as propostas petistas geraram na grande imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram temas importantes os que foram excluídos do texto oficial: jornada de trabalho de 40 horas semanais, controle social da mídia (que insiste que ninguém pode controlá-la e que ela deve fazer qualquer atrocidade impunimente), legalização do aborto, taxação de grandes fortunas. A imprensa explorou a contradição, e muitos e muitas que votarão em Dilma ficaram descontentes por perceber que aquilo que lhes é caro, o programa do PT, é facilmente negociado para que não se perca a simpatia (e será que ela existe?) de quem sempre foi seu adversário político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, quero incluir um ponto a mais entre os que não têm tido atenção suficiente da campanha petista, e que poderiam ser carros-chefe da chamada da população a defender nas ruas sua candidata e seu programa: democracia participativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT sempre se orgulhou de ter a participação popular entre seus princípios de governo. A experiência de diversas administrações municipais foi tão exitosa que a direita, ao reconquistar o poder, não pôde simplesmente interromper. Foi obrigada a adaptar até conseguir descaracterizar processos de participação. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Agora, o partido está diante de uma possível terceira experiência à frente do Governo Federal, com a possibilidade de radicalizar uma experiência democrática, construindo novas formas de exercício do poder. Porém, se essa poderia ser uma consequência do caminho trilhado até aqui, para alguns, dentro do próprio PT, não parece que está claro. No 4º Congresso do partido, uma das polarizações que tiveram lugar foi justamente no tema democracia participativa, em diretrizes de programa de governo. Foi um debate limitado, aquém de debates acumulados anteriormente no PT.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os limites da democracia representativa são conhecidos. As críticas que o PT formulou ao longo dos anos abarcam os vícios do poder nessas esferas, como o clientelismo, o coronelismo (em suas mais diversas modalidades, atualizadas, inclusive), a formação de currais eleitorais, a corrupção e a subordinação de escolhas que deveriam ser públicas a uma lógica privada, ditada pelos "de sempre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado precisa ser mudado, e de forma democrática. Sabe-se bem qual foi a dificuldade de se discutir uma reforma política no Congresso Nacional neste último mandato do presidente Lula. A não prioridade dedicada ao tema, o não consenso em torno dele são reflexos de um poder que não pode (e não quer) se autorreformar. Na convenção nacional do PT, em que foi oficializada candidata, Dilma afirmou que priorizará esse tema, e incluiu a participação popular e o combate aos vícios tradicionais entre os resultados que quer obter do processo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O conservadorismo hermético da forma como o poder político é exercido no Brasil precisa perder hegemonia, para se construir uma democracia plena, que definitivamente supere o período de autoritarismo que se viu na história recente, mas também, os séculos de autoritarismo velado que os brasileiros e brasileiras vivenciaram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-2045011673595030229?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/2045011673595030229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=2045011673595030229&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2045011673595030229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2045011673595030229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/07/construir-democracia-plena.html' title='Construir democracia plena'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-2130632683861647727</id><published>2010-07-20T16:15:00.000-03:00</published><updated>2010-07-20T16:15:33.873-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><title type='text'>A lama e os inteligentes</title><content type='html'>&lt;i&gt;- A mãe dela a abandonou em tenra idade. O pai dela, segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, é estuprador. Olha o histórico dessa moça? Ela era atriz pornô, trabalhava em produções pornográficas, era profissional do sexo. Não estou jogando lama em ninguém, só estou mostrando a pessoas inteligentes o argumento defensivo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa fala, de acordo com o &lt;a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/07/20/advogado-do-goleiro-bruno-diz-que-policia-mineira-pratica-tortura-que-eliza-esta-viva-917192666.asp"&gt;portal do jornal "O Globo"&lt;/a&gt;, é de Ércio Quaresma, advogado de Bruno Fernandes, goleiro do Flamengo, e de mais cinco acusados por envolvimento no caso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou eu, aqui, analisar desde um ponto de vista jurídico o encaminhamento das investigações. Certo é que os indícios são inúmeros de que a garota foi morta de forma fria e cruel, e, aparentemente, porque o milionário pai de seu filho não queria garantir o que era direito dela e da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desqualificar a vítima - a mulher assassinada sem direito a defesa e por motivo fútil - por meio de afirmações levianas sobre a vida dela, que, verídicas ou não, nada têm a ver com a história de sua morte, aponta o caminho que a defesa de Bruno vai trilhar: a mesma truculência que matou Eliza. O mesmo machismo. Machismo que deveria remeter a comissão de ética advogados que se utilizam dele para confirmar suas teses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por "pessoas inteligentes", no discurso do ilustre jurista, entenda-se: aqueles homens que sabem que quando uma mulher é violentada a culpa é, evidentemente, dela mesma, não do agressor cretino e covarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por "lama", entenda-se: informações difamatórias que podem ou não ser verdade, ninguém nunca vai saber e em nada mudará a história em caso de confirmação. Mas essa "lama", jogada sobre uma Eliza que não tem como contratar advogado para defendê-la, tem papel fundamental na desqualificação da vítima, do caso, no argumento de que sua vida não vale nada ou de que sua moral seria tão questionável que morte dela pode ser um grande engano! Isso, se não livrar a cara de seu cliente, atenuaria a gravidade do ato praticado por ele, expressa no tamanho da sua pena. Um nojo, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, sou da tese de que mulher que se prostitui não é criminosa. Criminoso é quem prostitui as mulheres. Mais um ponto contra os defendidos por Quaresma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-2130632683861647727?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/2130632683861647727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=2130632683861647727&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2130632683861647727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2130632683861647727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/07/lama-e-os-inteligentes.html' title='A lama e os inteligentes'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-392564646988154924</id><published>2010-07-19T15:22:00.000-03:00</published><updated>2010-07-19T15:22:17.230-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><title type='text'>Uma velha história</title><content type='html'>Nos anos 80, a luta contra a violência contribuiu para fortalecer e consolidar o feminismo no Brasil. As mortes de Ângela Diniz (1979) e de Eliane de Gramond (1981) por seus ex-maridos chocaram o Brasil. Eram mulheres que puseram fim a seus casamentos, e, além da brutalidade dos assassinatos, os dois casos envolviam pessoas conhecidas da opinião pública, o que lhes conferiu ainda mais “notoriedade”. "Quem ama não mata" era a resposta dada pelas feministas àqueles que sugeriam que os homens matavam “por amor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não tardou a tentativa de transformar as vítimas em rés, “compreendendo” o criminoso, que teria “perdido a cabeça” por ação delas. Organizadas, as mulheres repudiaram o machismo que levou Ângela e Eliane à morte, e que, depois, buscou incessantemente justificar essas mortes com base na conduta das vítimas. A tal defesa da honra dos homens era reivindicada. O movimento de mulheres não se calou e colocou em questão as insígnias do "em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher" ou a ideia de que "um tapinha não doi".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou e, em 2000, a própria mídia foi pano de fundo para um crime análogo. A jornalista Sandra Gomide foi morta pelo ex-namorado, Pimenta Neves, então diretor de redação de &lt;i&gt;O Estado de São Paulo&lt;/i&gt;. O assassinato aconteceu precisamente porque o namoro acabou. Por conta disso, ela sofreu agressões físicas e verbais, perdeu seu emprego, foi perseguida. Neves chegou a ameaçar de retaliações qualquer pessoa que oferecesse trabalho a Sandra. Pela mídia, a moça chegou a ser tratada como "aquela que namorou com o chefe para subir na vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2008, outro episódio de violência contra mulher gerou comoção nacional. Eloá Pimentel, com seus 15 anos, praticamente foi assassinada ao vivo e em rede nacional pelo ex-namorado, que a sequestrou e a manteve em cativeiro por cinco dias. A agonia da menina foi acompanhada em tempo real, e ao se tornar a personagem central de uma história dramática, ela, como as já citadas, teve sua vida exposta e sua conduta julgada, apresentada como principal fundamento do comportamento agressivo de seu assassino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poucos meses, a vítima foi Maria Islaine, cabelereira, morta pelo ex-marido diante de câmeras que ela mesma mandou instalar no salão onde trabalhava, julgando que essa atitude a protegeria da violência anunciada. Dias atrás, tivemos a infelicidade de testemunhar o advogado do assassino defendendo seu cliente com o bom e velho “ela provocou”, espaço oferecido por Ana Maria Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eliza e Mércia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a mídia tem apresentado as histórias de Eliza Samudio e de Mércia Nakashima como se fossem romances policiais. Convida-nos a acompanhar cada momento, provoca comoção, sugere respostas, vasculha a vida das mulheres mortas e as expõe a julgamento público, sem direito de defesa. A tragédia é exaustivamente explorada, e no final, a lição que fica é: elas procuraram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mércia morreu, aparentemente, porque rejeitou seu ex-namorado. Cometeu o desaconselhável equívoco de querer sua vida para si mesma, de não aceitar perseguições, sanções ou intimidações. Entretanto, tem-se falado em traição e ciúmes. E lá vem, de novo, a conversa fiada (e retrógrada) da defesa da honra. Mas é Mércia quem não está mais aqui para defender a sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Eliza, disse-se de tudo: maria-chuteira, garota de programa, abusada, oportunista. Acontece que não importa. Não importa se ela foi garota de programa, se era advogada, modelo, atriz, estudante ou deputada. Ela está morta. Teria morrido qualquer que fosse sua profissão, qualquer que fosse sua atitude. E morreu, aparentemente, porque o pai de seu filho não queria arcar com as obrigações legais e éticas de tê-la engravidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela nunca vai poder se defender das acusações póstumas. Não vai ao “Superpop” defender sua versão ou sua história. Não vai estampar a capa de “Contigo”, acompanhada de frases de impacto entre aspas. Ela está morta, e o que ela fez ou deixou de fazer, pouco importa agora. E seria prudente, inclusive, evitar julgá-la pelo crime que a matou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, a história se repete. Mulheres são mortas por homens com quem se envolveram. Assassinos frios, esses homens tiraram a vida de mulheres confiando na impunidade, porque há quem os “compreenda”. A morte de Eliza e de Mércia parece ter sido calculada e premeditada. E mesmo assim, segue ecoando a ideia de que a culpa é delas, que elas procuraram, que elas provocaram. Assustador.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;O espetáculo da violência&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, histórias como as de Eliza, Mércia, Eloá, Maria, Sandra, Ângela e Eliane são muito mais comuns do que se imagina. E antes de culminar em assassinato, outras formas de violência foram praticadas contra cada uma delas, como acontece com muitas – as que morrem e as que se salvam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espetacularização promovida pela mídia, no entanto, faz parecer que são histórias ímpares e distantes do cotidiano da vida real. Como se o perigo não morasse ao lado, como se muitas não dormissem com o inimigo. Na sua família, na sua vizinhança, no seu local de trabalho, no seu círculo de amigos, certamente há casos de violência contra mulheres, e certamente você ouviu falar de pelo menos um deles. Em recente levantamento, a ONG Centro pelo Direito à Moradia contra Despejos apontou que uma mulher é agredida a cada 15 segundos no Brasil, e uma em cada quatro afirma já ter sofrido violência. Há que se considerar também que existem as que não afirmam – por medo ou vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas mulheres não são co-autoras de seu assassinato. É recorrente a trama montada para torná-las rés, para justificar suas mortes nas ações delas mesmas, para tolerar a violência. “Que sirvam de exemplo”, parece que dizem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo em que a desigualdade entre mulheres e homens se expressa visivelmente desde na divisão das tarefas domésticas até no controle dos corpos delas pela Igreja ou pelo Estado, passando pela realidade de violência e pela discriminação no mercado de trabalho ou por serem tratadas como objetos descartáveis na rua e na TV; ninguém pode dizer que não sabia; nem fazer piadinhas que celebram os casos. São mulheres de carne e osso, não são personagens de novela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os criminosos são homens, esses que as mataram. E são cúmplices todos os que a toleram ou que buscam subterfúgios no comportamento da vítima para declará-la culpada por sua própria morte. São cúmplices silenciosos, igualmente, aqueles que fingem que machismo, discriminação e opressão são peças de ficção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-392564646988154924?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/392564646988154924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=392564646988154924&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/392564646988154924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/392564646988154924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/07/uma-velha-historia.html' title='Uma velha história'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-6274054993570625493</id><published>2010-07-09T13:03:00.003-03:00</published><updated>2010-07-09T13:09:10.957-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Polvo alemão hesitou bastante antes de escolher vice de Serra</title><content type='html'>&lt;em&gt;Do blog da revista &lt;strong&gt;Piauí&lt;/strong&gt;. Hilário e imperdível.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBERHAUSEN – Fritz Sbeltzlarger, empresário do polvo alemão que acertou todos os resultados da Alemanha nesta Copa do Mundo, revelou ontem que foi procurado há uma semana por Sérgio Guerra, presidente do PSDB. De acordo com Sbeltzlarger, o senador estava visivelmente transtornado e afirmou que “pagaria qualquer preço para que o molusco resolvesse uma questão espinhosa do seu partido”. Guerra confessou que já procurara uma cigana em Cochabamba, um guru indiano e um pajé do Alto Xingu, mas todos teriam reagido com uma gargalhada. O polvo era a última esperança, “até porque ele não ri”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que Sbeltzlarger se pronunciasse, Guerra sacou do colete diversas fotos e pediu uma “consultoria”. Sbeltzlarger não quis revelar o valor do negócio, mas fontes sugerem que a transação girou em torno de 150 mil dólares mais um cargo comissionado na gráfica do Senado para Frida Sbeltzlarger, sua tia-avó que mora em Blumenau. Já o polvo teria sido conquistado com a promessa de passar sete dias em Fernando de Noronha com tudo pago. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotos de todos os possíveis candidatos a vice de José Serra foram divididos em quatro grupos. Os cabeças-de-chave foram Aécio Neves, Álvaro Dias, Rodrigo Maia e o próprio Sérgio Guerra. A partir das previsões do polvo, os vencedores de cada grupo avançaram para a fase de mata-mata. Na final, o favorito Aécio Neves disputou a vaga com o azarão Indio da Costa. Testemunhas contam que, nesta hora, o polvo hesitou bastante. Chegou a fingir-se de morto, mas Sbeltzlarger deixou claro que se o animal não fizesse logo a escolha iria para a panela. Como o polvo insistisse em não se mexer, o empresário fritou ali mesmo um dos filhotes do bicho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o tentáculo do cefalópode finalmente tocou na pele morena do deputado carioca, Sérgio Guerra ficou arrepiado e teve uma epifania. Na mesma hora, tweetou que a questão estava resolvida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Belo Horizonte, Aécio Neves concedeu a Medalha do Inconfidente para o polvo, e já está pensando em lançá-lo para deputado federal. "Desde que dona Risoleta morreu, ninguém fez tanto por mim", disse o ex-governador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para ler a "matéria" em seu local original, clique &lt;a href="http://www.revistapiaui.com.br/herald/post_164/Polvo_alemao_hesitou_bastante_antes_de_escolher_vice_de_Serra_.aspx"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-6274054993570625493?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/6274054993570625493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=6274054993570625493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/6274054993570625493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/6274054993570625493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/07/polvo-alemao-hesitou-bastante-antes-de.html' title='Polvo alemão hesitou bastante antes de escolher vice de Serra'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-3731851506876009342</id><published>2010-07-05T16:12:00.004-03:00</published><updated>2010-07-05T17:28:22.239-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><title type='text'>Jabulani pra frente</title><content type='html'>Sexta-feira, o clima era de chateação geral na capital federal. Aposto que no Brasil inteiro foi assim. Frustração, desesperança, desconsolo, tristeza. Mas passa. Tristeza tem fim e felicidade também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não me mobilizo para torcer pelo Brasil, desde que me conheço por gente (a primeira Copa de que me lembro bem é a de 94). Não me mobilizo porque aquilo não me seduz, não me encanta, não me desperta sentimentos bons em relação ao esporte ou ao Brasil mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou aqui criticar quem faz o contrário. Inclusive porque eu estaria me contradizendo. Pra mim, é simples assim: é um torneio internacional, muito bom de acompanhar, e eu escolho o time que eu quiser para torcer. O que eu gostar mais. Por qualquer critério que possa ser adotado: o melhor futebol, o que tem os jogadores menos mercenários, o que tem o povo mais sofrido, o que tem o governo mais progressista, o que tem um técnico mais "de luta". Sei lá. Pra mim, não é automático que eu torça pelo Brasil simplesmente porque é o país em que eu nasci. E daí??? Faço muito mais coisas por ele do que torcer pela sua seleção de futebol. Mais do que muita gente que compra a camisa oficial, se esgoela de torcer e chora na eliminação. Mais do que os jogadores que compõem a seleção, apostaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa assim: vivo a contradição de ser uma feminista que gosta muito de um esporte praticado quase que exclusivamente por homens, discutido majoritariamente por homens, adorado por quase todos os homens. Obviamente, isso o torna, ainda, um esporte bem masculino, em que encontram eco as mais diversas manifestações de machismo que têm lugar na sociedade como um todo. Mas sabemos que há espaços em que se concentram mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estúpida declaração de Felipe Melo sobre chutar bolas e mulheres, antes do início da Copa, foi apenas a pior delas nesse contexto de campeonato mundial. Mas nem precisa ir muito longe, basta olhar o tempo recente, para lembrar de causos como os que envolvem o "imperador" Adriano e suas famigeradas brigas com a mulher e seus percalços com a polícia carioca. Sem contar o suposto filho que Ronaldo não reconhece (no Japão?), a acusação a Robinho por tentativa de estupro (na Espanha?), declarações, declarações e mais declarações desastrosas, como a do Neymar - aquele mesmo, que não foi pra Copa -, que diz que não é negro. Recentemente, vimos chegar o cúmulo do absurdo de o goleiro campeão brasileiro ser suspeito de espancar uma mulher até a morte (com quem ele teve um caso extraconjugal e um filho clandestino).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sem contar o que é parte do futebol em si. A presença avassaladora das empresas multinacionais nas equipes, os interesses privados, máfias e "arranjos" que dominam os campeonatos, as manipulações, os mercenários, as acusações de corrupção. São muitas e bem concretas, não são só especulação. Alguém não se lembra dos processos na Justiça, investigações da polícia, CPIs no Congresso Nacional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vão me convencer a morrer de amores pela seleção e a organizar a minha vida em função disso de 4 em 4 anos. Não me dá vontade. Quem quer, que o faça, e - eu preferiria -, sem militar pela causa, sabendo que é só um campeonato de futebol. E sem vir tentar salvar a minha alma, me converter, essas coisas bem chatas. Eu também não estou pedindo pra ninguém deixar de torcer pra seleção brasileira. Afinal, isso implicaria em deixar de torcer para seus times também, em alguma medida - pra ser coerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém que venha me incomodar por não fazer a mesma opção. Não vou chorar a eliminação, não vou comprar briga que não é minha, não vou aderir a rivalidade tosca nenhuma. E vou torcer por quem eu quiser, sem compromisso prévio ou "natural". Minhas demonstrações de carinho pelo Brasil, prefiro executar de outra forma, por exemplo, me posicionando a favor do que acho melhor pro nosso povo e pra nossa soberania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas Ale, o povo fica feliz com a vitória". Tem muita coisa que é capaz de gerar felicidade coletiva, as pessoas não dependem apenas do futebol de 4 em 4 anos. Realmente, não me sinto culpada por não engrossar o côro dos contentes nesse âmbito. E, em hipótese alguma, vou choramingar ou concordar com quem choramingue que a ausência de "bad boys" levou o Brasil ao fiasco. Não sou lá muito a favor de dar chance boa a gente que já a tem de sobra, e só aproveita mal. Não me parece que o Brasil seja assim tão carente de bons jogadores a ponto de depender de quem dá demonstrações sucessivas de desvios de comportamento, de postura e até de caráter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no mais, 2014 está aí. Para os superticiosos de plantão, os 190 milhões de técnicos de futebol, os das mesas redondas de boteco... assunto pra conversar, tem de sobra. Que volte o campeonato brasileiro. Que voltem os esportes todos à mídia. E que a seleção brasileira, cada um de seus jogadores, e que a Copa e todos os times brasileiros façam por merecer toda essa atenção e esse carinho das pessoas, daqui até 2014.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-3731851506876009342?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/3731851506876009342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=3731851506876009342&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3731851506876009342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3731851506876009342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/07/jabulani-pra-frente.html' title='Jabulani pra frente'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-1714992685857726101</id><published>2010-07-01T14:29:00.003-03:00</published><updated>2010-07-01T14:36:01.794-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Direito Autoral: Hora de reformar uma lei antiquada e elitista</title><content type='html'>&lt;em&gt;Eis um tema importante pra toda a sociedade brasileira, mas particularmente pra quem produz cultura de alguma forma, e defende a democratização da comunicação. Foi retirado do site do deputado federal &lt;a href="http://www.pauloteixeira13.com.br/"&gt;Paulo Teixeira &lt;/a&gt;(PT-SP). Boa leitura.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reforma da lei de Direito Autoral: melhor para a sociedade, melhor para os autores&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvidas de que é preciso realizar um amplo debate em rede sobre direito autoral. Trata-se de  um dos temas centrais para o desenvolvimento do Brasil, e estamos nos propondo a dialogar em conjunto com o Ministério da Cultura, que já disponibilizou para consulta pública a proposta de  reforma da lei de direito autoral (http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/consulta/), construída em  Fórum Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma pauta transversal a outros temas em debate em nosso país – como o projeto do plano  nacional de banda larga, o marco civil da internet, a regulamentação das lan houses, o software  livre, além dos projetos de cultura e música em andamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a legislação autoral vigente não compreende que o mundo mudou e que a internet  democratiza a comunicação e, consequentemente, o acesso a conteúdos. Hoje, as relações na  produção de bens culturais mudam constante e consideravelmente a cada momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem, no Brasil, interesses em criminalizar com muita rigidez a livre circulação de conteúdos,  artísticos ou não, e isso é resultado de uma lei que contempla apenas um lado da questão, bem como  interesses das grandes empresas. Isso quer dizer que, na atual legislação autoral, não existe  possibilidade de uso justo e sem fins lucrativos de obras ou conteúdos em geral, inclusive as que são  financiadas com dinheiro público – que é arrecadado de cada cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendo que a Internet e os diversos dispositivos móveis mudaram e continuam mudando a  realidade da comunicação e, por essa razão, muitos querem tornar crime a troca de conhecimentos e  de bens culturais. Quem o defende são as gravadoras e os meios de comunicações tradicionais, que  querem manter sua histórica hegemonia na indústria cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tudo isso, faz-se necessário mudar a legislação por meio de uma amplo debate  participativo, como é proposto pelo Minc. O resultado desse processo deve equilibrar a  remuneração justa do autor e o acesso público aos conteúdos.&lt;br /&gt;O debate aberto é fundamental e, muito embora criticar não signifique declarar guerra, não podemos  fechar os olhos para as distorções negativas da atual lei. É preciso realizar um debate franco, aberto,  responsável e com argumentos. Em inúmeros documentos, inclusive na CPI do ECAD (Escritório  Central de Arrecadação e Distribuição), realizada em São Paulo, constata-se que não existe  transparência e nem fiscalização pública do que é arrecadado e repassado pelo ECAD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis parte da conclusão desse documento: “As oitivas e os documentos obtidos ao longo desta CPI,  todos anexados e fazendo parte integrante do processo, levaram à conclusão primordial de que o  assunto ‘direitos autorais’ ligados à música encontra-se em estado institucional anárquico, pois o  Estado perdeu o poder de normatização, supervisão e fiscalização que antes possuía, pela Lei no  5.998/73, revogada que foi pela Lei no 9.610/98” (Comissão parlamentar de inquérito constituída  com a finalidade de investigar possíveis irregularidades praticadas pelo escritório central de  arrecadação e distribuição – Ecad, referentes ao eventual abuso, bem como à falta de critérios na  cobrança de direitos autorais finalizada em abril de 2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a atual lei não permite copiar/xerocar trechos de livros para fins educacionais, o que  torna ilegais todos os serviços de xerox nas escolas e universidades. Não é permitido copiar músicas  de um CD para o celular, nem mesmo copiar um filme para o computador. Por isso, a consulta  pública é fundamental, e já podemos analisar a proposta disponibilizada pelo Ministério da Cultura  para a reforma da legislação autoral. É possível, inclusive, já destacar alguns pontos importantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 – Cópia privada &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Artigo 46 – Inciso I “a reprodução, por qualquer meio ou processo, de qualquer obra legitimamente adquirida, desde que feita em um só exemplar e pelo próprio copista, para seu uso privado e não comercial”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da forma como está apresentada a redação, me parece que teremos problemas na regulamentação desse item. Qual seria o mecanismo para identificar se a obra foi adquirida legitimante e se a cópia foi feita apenas por quem a adquiriu? Como regulamentar? Assim, defendo que a nova lei permita a  livre utilização/cópia de obras protegidas com direito autoral para uso privado, desde que tal uso  não se dê com finalidade comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2 – Conversão de formatos &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;artigo 46 – inciso II – “II – a reprodução, por qualquer meio ou processo, de qualquer obra  legitimamente adquirida, quando destinada a garantir a sua portabilidade ou interoperabilidade, para  uso privado e não comercial”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este artigo está muito bom, pois significa que vamos ter a possibilidade de converter os formatos de arquivos e copiar para nossos dispositivos móveis, como celulares e computadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3- artigo 46 inciso XIII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“A reprodução necessária à conservação, preservação e arquivamento de qualquer obra, sem  finalidade comercial, desde que realizada por bibliotecas, arquivos, centros de documentação,  museus, cinematecas e demais instituições museológicas, na medida justificada para atender aos  seus fins;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto, a lei permite que instituições públicas como bibliotecas, museus e cinematecas possam  fazer cópias livremente com o objetivo de preservar o nosso patrimônio cultural, sem precisar pedir  autorização do autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4- Fiscalização do ECAD &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Artigos 98, 98A e 98B&lt;br /&gt;ECAD, Abramus e todas as associações representativas dos autores passam a ser fiscalizadas pelo  governo. Eis um grande avanço. Proponho que todos os valores arrecadados e repassados sejam  publicados em página eletrônica na internet, para fácil fiscalização pela sociedade. Além disso, é  muito importante que essa fiscalização tenha, inclusive, um conselho gestor eleito pela sociedade.  Nesse sentido, devemos considerar a experiência do Comitê Gestor da Internet no Brasil (Cgibr). O  processo deverá ser público e não apenas estatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5 – Jabá &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Artigo 110B – “Art. 110-B. O oferecimento, por parte de titular de direitos autorais ou pessoa a seu  serviço, de ganho, vantagem, proveito ou benefício material direto ou indireto, para os proprietários,  diretores, funcionários ou terceiros a serviço de empresas de radiodifusão ou serviços de televisão  por assinatura, com o intuito de aumentar ou diminuir artificiosamente a frequência da execução ou  exibição pública de obras ou fonogramas específicos, caracterizará infração da ordem econômica,  na forma da Lei no 8.884, de 1994.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo não mencionando a expressão “prática do jabá”, a proposta caracteriza essa prática como  algo ilícito. O jabá constitui-se na prática mais vergonhosa da indústria fonográfica. Além de ser  desleal, cria graves distorções para o pleno desenvolvimento da diversidade cultural, em que nosso  país é rico. Por meio do jabá, quem paga faz acontecer, e quem não paga está excluído. O atual sistema de arrecadação e repasse monopolizado pelo ECAD, somado ao monopólio da  comunicação, cria e torna comum essa prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, a realização de um amplo debate é tão importante quanto urgente. Parece-nos claro que a atual legislação está em descompasso com as mudanças pelas quais a sociedade vem passando, de modo que é preciso unir forças a fim de marcar uma posição sólida e que atenda aos interesses dos autores e, é claro, de toda a sociedade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-1714992685857726101?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/1714992685857726101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=1714992685857726101&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/1714992685857726101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/1714992685857726101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/07/direito-autoral-hora-de-reformar-uma.html' title='Direito Autoral: Hora de reformar uma lei antiquada e elitista'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-7453328326447362796</id><published>2010-06-29T10:09:00.005-03:00</published><updated>2010-07-15T17:13:30.049-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>"Em Van Gogh, um girassol verde e amarelo..."</title><content type='html'>Um lindo samba, pra um momento que, para mim, tem que ser avesso a ufanismos, nacionalismos toscos, galvãobuenismos, globismos, bandismos e fanatismos de qualquer espécie. De minha parte, ele está aqui para saudar o sempre saudável futebol holandês. E que vença o melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BRASIL E HOLANDA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ciranda, uma roda , um samba&lt;br /&gt;Serpenteando daqui a Holanda&lt;br /&gt;Cosmopolita todo samba é&lt;br /&gt;Um riso de mulher&lt;br /&gt;Moinhos cheios de café&lt;br /&gt;Van Basten tabelando com Pelé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um samba pode nascer amanhã&lt;br /&gt;Em Amsterdam&lt;br /&gt;Só precisa um violão e lua cheia&lt;br /&gt;Gingar legal&lt;br /&gt;Querer por querer&lt;br /&gt;O Nassau de berimbau&lt;br /&gt;O samba sai do tamanco ou chinelo&lt;br /&gt;Pra pintar um jeitão meio grogue&lt;br /&gt;Em Van Gogh um girassol verde e amarelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Moacyr Luz e Aldir Blanc)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-7453328326447362796?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/7453328326447362796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=7453328326447362796&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/7453328326447362796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/7453328326447362796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/06/em-van-gogh-um-girassol-verde-e-amarelo.html' title='&quot;Em Van Gogh, um girassol verde e amarelo...&quot;'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-7845267768495125026</id><published>2010-06-22T12:41:00.001-03:00</published><updated>2010-06-22T12:46:34.685-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Luz</title><content type='html'>Coitados os ignorantes&lt;br /&gt;A adorar a purpurina&lt;br /&gt;Não sabem que brilhante&lt;br /&gt;É a luz externa que a ilumina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-7845267768495125026?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/7845267768495125026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=7845267768495125026&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/7845267768495125026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/7845267768495125026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/06/luz.html' title='Luz'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-3188713290593299565</id><published>2010-06-21T10:18:00.001-03:00</published><updated>2010-06-21T10:20:59.601-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Dunga X Imprensa</title><content type='html'>Não sei vocês, mas a minha opinião foi de que o tal "editorial" dado por Tadeu Schmidt no Fantástico, em crítica ostensiva ao técnico Dunga, foi pedante e covarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa se considera o quarto poder, e de fato, a grande imprensa exerce um poder que muitos ainda não conseguiram mensurar. Reivindica sua "liberdade de imprensa" pra poder fazer o que bem quiser com quem quiser e como quiser, sem ter que arcar com a responsabilidade de seus atos, sem ter que responder por eles, sem se submeter a limite ou controle algum. No caso de rádios e TVs, ignoram e apagam da cabeça do povo que se trata de concessão pública, e portanto, eles têm sim satisfações a prestar, ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa novela com o Dunga é muito enjoada. Eu não me empolgo com a seleção brasileira, não me mobilizo na torcida, morro de raiva do Galvão narrando um gol. Mas pera lá, dá vontade de torcer pro Dunga vencer só para, a la Zagallo - que não chegou a ser tão perseguido -, esses terem que engolir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele papo de jornalista magoado porque não pode cobrir treino já estava me aborrecendo há horas, como dizem no Rio Grande do Sul. Era inacreditável o número de matérias produzidas com o único objetivo de choramingar a ausência da imprensa no treino da seleção. Quando viram que não venceriam esse duelo, mudaram o tom: "Tá bom, Dunga pode determinar que o treino é fechado, mas o método foi bem ruim", cheguei a ouvir num telejornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem cá, o que importa a um leitor, ouvinte ou telespectador se a imprensa entrou no treino ou não e de que forma isso foi definido? Querem fazer disso uma pauta, ou (mais) um elemento de desagrado na opinião pública. O jornalista pode fazer bem seu trabalho sem esse acesso ilimitado. Porque, afinal, ninguém terá acesso ilimitado. Será que é por isso que alguns estão tão desapontados com Dunga??!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto poder foi desafiado. Como reage? Se não se cumpre sua vontade, aí vem retaliação com os meios de que dispõe. A questão é que esses meios são públicos, em larga medida, e o bem com que lidam - a informação - também não lhes pertence. Isso é covardia. E é, no mínimo, pedante demais não aceitar limites. Ou pra Globo não vale o velho dito popular: "Quem fala o que quer, ouve o que não quer"?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-3188713290593299565?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/3188713290593299565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=3188713290593299565&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3188713290593299565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3188713290593299565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/06/dunga-x-imprensa.html' title='Dunga X Imprensa'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-8646571223977908858</id><published>2010-06-15T12:44:00.002-03:00</published><updated>2010-06-15T12:47:58.994-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='maternidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>"O mito da maternidade é um saco"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Alberto: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(...) Então tá, vejo isso e te retorno. Ah! Como tá seu sobrinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mariana: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tá ótimo. Mas os pais são dementes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alberto: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;hehehe... por quê?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mariana: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fico enojada de ficar perto deles com o pobre bebê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alberto: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O que foi desta vez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mariana: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nada demais. O mito da maternidade é um saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alberto: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ahn?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mariana: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aquilo de corujice, imbecilidade, entende? Conhece a fábula da coruja que teve filhotes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alberto: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mariana:&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Claro que conhece. Todo mundo conhece. Olha eles: “O Miguel sorriu pra nós hoje! Vamos pintar um quadro, depois, vamos fazer uma exposição no Pátio do Colégio, afinal, é inacreditável”. Porra.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Alberto: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;hahaha, não exagera, vai... você está sem paciência porque são vizinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mariana:&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;É sério. Você não se enoja? Eles acham que são pais de um ET. Devem estar comprando um telefone e uma casa pra ver se a criança se identifica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alberto: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Enojar” é um pouco demais... acho meio besta, mas enfim. Quem sou eu? Quero ter os meus, um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mariana: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Besta? É muito chato! &lt;em&gt;Bicho&lt;/em&gt;, é uma criança rindo. Crianças riem, isso não tem nada demais. Não faz de ninguém um ser extraordinário, acima do normal, tocado por Deus. Não precisa ser filho do sol pra rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alberto: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas se ele não for especial pros pais, vai ser pra quem? Pais são assim mesmo, ficam bobos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mariana: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Bobos” é generosidade sua. Filhos sempre são especiais, ok, não tô discordando. Mas tem limite. Credo. Coitada da criança. Imagina se um dia alguém disser pra ele que ele não é rei do continente. Vai ser a primeira grande decepção da sua vida. Nunca vai se recuperar. Haja terapia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alberto: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas você também elogia sorrisos bonitos, até de atores de televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mariana: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é você achar um sorriso bonito. Outra coisa é você achar que é espetacular, extraordinário, prova da existência de Deus e da capacidade extraterrena de uma criatura. Porra, todo mundo ri! Não tem nada demais nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alberto: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hahahahaha... quantos adjetivos... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mariana:&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Eles passaram horas falando das habilidades extrassensoriais, dos talentos irrefutáveis e dos poderes inacreditáveis de um bebê de 3 meses! Eles pensam que geraram Einstein! Porra, como assim??? É uma criança normal, como outra qualquer, que faz coisas que toda criança faz quando tem essa idade. Imagina quando o menino começar a andar! Eles vão achar que todos os planetas do Sistema Solar vão bater na porta pra saudar o feito inacreditável. Que nem os reis magos, mas mais cintilantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alberto: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Você tá certa, é uma criança normal... só tem um detalhe que você esquece: é o FILHO deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mariana: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E daí? Poderia ser de outra pessoa qualquer. Ia ser igual e fazer as mesmas coisas que qualquer criança faz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alberto:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mari, Deus a perdoe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mariana:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bem lembrado. Nem Deus trata assim seus filhos. Logo o primogênito já foi expulso do Paraíso! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alberto:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;hahahahahahaha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mariana:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bom, vou desligar. Tá chiando. ODEIO este telefone. Que nojo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alberto: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Você tá com nojo de tudo hoje, hein.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mariana: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Olha, vou te repassar um e-mail que enviei há alguns minutos pra um devedor da firma. Daí você vai ver o tamanho do meu nojo hoje. (...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-8646571223977908858?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/8646571223977908858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=8646571223977908858&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8646571223977908858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8646571223977908858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/06/o-mito-da-maternidade-e-um-saco.html' title='&quot;O mito da maternidade é um saco&quot;'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-2692104763415019299</id><published>2010-05-31T16:39:00.003-03:00</published><updated>2010-05-31T16:52:31.477-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>Apenas mais uma...</title><content type='html'>Como mulher e torcedora de futebol, como uma pessoa que gosta de ir ao estádio, torcer pelo meu time, torcer contra o time dos outros... falar de futebol no bar, vestir a camisa... infelizmente (ou não), eu insisto em me indignar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futebol é terreno propício para propagação do machismo, do racismo, da homofobia, da intolerância. Não dá pra nós - pelo menos nós, que somos de esquerda - fingirmos que o estádio é um mundo à parte, onde tudo tem perdão. "Ah, no estádio vale, não vale?". Não, não vale. Eu não canto musiquinha machista e/ou homofóbica, e ainda me irrito com quem canta. Dá vontade de nem participar mais. Eu não acho "frescura" ou "exagero" as denúncias de racismo dentro de campo. E acho um absurdo quem ache que, simplesmente, "isso faz parte do jogo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Futebol NÃO é coisa de homem. Ninguém nunca convenceu a grande Marta disso, por exemplo. Ou as tantas repórteres de campo, apresentadoras, comentaristas que têm surgido. Então, o mínimo que podemos fazer é exigir RESPEITO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mesma já escrevi muito aqui sobre o assunto. É só clicar em futebol, na barra aqui do lado direito. Porque, infelizmente, sempre tem assunto. Hoje, quem deu o assunto foi o volante da seleção, Felipe Melo. Na esteira das críticas à bola da Copa do Mundo, disse ele: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"A outra bola é igual a mulher de malandro: você chuta e ela continua ali. Essa de agora é igual Patricinha, que não quer ser chutada de jeito nenhum".&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém precisa dizer pro Felipe Melo que mulher não é pra ser "chutada". Que mulher não é objeto, para poder ser bola. Que chutar no sentido literal é violência contra a mulher, e chutar no sentido figurado é de uma misogenia inacreditável. A primeira dá cadeia. A segunda devia dar também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que o ouvido das pessoas tenha doído ao ouvir isso. Ou que os olhos tenham ardido ao ler. E que as pessoas tenham se indignado, e que as mulheres tenham se sentido ofendidas. Chega de aceitar. Isso sim é intolerável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que tem gente que pode falar na TV e ser ouvido e aproveita esse tempo com uma asneira dessas. Tanta gente com tanto pra dizer e tem que permanecer calada. Que lástima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que merda, hein, Felipe Melo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-2692104763415019299?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/2692104763415019299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=2692104763415019299&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2692104763415019299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2692104763415019299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/05/apenas-mais-uma.html' title='Apenas mais uma...'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-7858307746111198599</id><published>2010-05-25T10:19:00.003-03:00</published><updated>2010-05-25T10:22:28.333-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Engodo</title><content type='html'>&lt;em&gt;Já pedi pro meu amigo Rodolfo Vianna, duas vezes, me deixar colocar um conto dele neste humilde blog. Não obtive autorização, mas a razão disso até que era justa (não vou contar). Desta vez, consegui. Um poema dele que se parece muito com o que eu postei ontem, que era de minha própria autoria. Pura coincidência. Deliciem-se.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Engodo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Rodolfo Vianna)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedra atirou &lt;br /&gt;  ao alto&lt;br /&gt;e dela queria pássaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tácito engano: na queda&lt;br /&gt;viu que pedra era, e a pedra&lt;br /&gt;que voar não podia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dia a pedra lançada&lt;br /&gt;perdeu-se e não tocou o&lt;br /&gt;chão: &lt;br /&gt; não viu se voou, se piou não ouviu&lt;br /&gt; assumiu a rota da invernada&lt;br /&gt; debandou em tremular de asas&lt;br /&gt; não soube e coube a mágoa&lt;br /&gt;   - era pedra a filha da puta?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-7858307746111198599?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/7858307746111198599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=7858307746111198599&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/7858307746111198599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/7858307746111198599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/05/engodo.html' title='Engodo'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-7408441890771702109</id><published>2010-05-24T12:42:00.001-03:00</published><updated>2010-05-24T12:42:41.847-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>O foguete e o passarinho</title><content type='html'>De repente, quando olhou pro céu&lt;br /&gt;O foguete não era foguete&lt;br /&gt;Era um passarinho&lt;br /&gt;E estava bem longe dele...&lt;br /&gt;Não podia carregar nada em si, exceto o que já tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou que se enchesse o passarinho com as coisas que queria pôr no foguete&lt;br /&gt;O passarinho não ia voar.&lt;br /&gt;O passarinho ia morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, por que deixaste de ser foguete?&lt;br /&gt;- Seus olhos que se enganaram, senhor.&lt;br /&gt;Meus olhos foram enganados por ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois da frustração de não poder exportar suas mágoas pro espaço&lt;br /&gt;Teve vontade de ser um passarinho que nem aquele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-7408441890771702109?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/7408441890771702109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=7408441890771702109&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/7408441890771702109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/7408441890771702109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/05/o-foguete-e-o-passarinho.html' title='O foguete e o passarinho'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-8011764652022739786</id><published>2010-05-19T18:58:00.001-03:00</published><updated>2010-07-15T17:14:16.724-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aborto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>Estatuto do Nascituro: Mais uma aberração a ser combatida</title><content type='html'>Não bastassem todos os ataques cotidianos à dignidade das mulheres, neste 19 de maio, tivemos mais uma lamentável notícia. Os deputados da bancada fundamentalista conseguiram que passasse pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados uma aberração nomeada “Estatuto do Nascituro”, que visa, entre outras coisas, a revogar direitos conquistados pelas mulheres e aprofundar a realidade de dominação que as submete, inclusive, a risco de morte e de sequelas todos os anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tal projeto de lei elimina os casos de aborto previstos atualmente em lei: quando há risco de morte para a mãe e quando a gestação é decorrente de estupro. Sem contar que o texto abre brecha para a proibição, inclusive, de algumas medidas contraceptivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nenhuma novidade nisso. O fundamentalismo religioso que procura impor sua crença a todos, desrespeitando o princípio democrático e republicano de laicidade do Estado e mesmo o direito à liberdade religiosa, é o mesmo que conhecemos em uma série de oportunidades, sempre atentando contra a vida das mulheres, seus direitos e sua autonomia. Muitos ataques são desferidos contra a luta das mulheres pelo mesmo e conhecido grupo de parlamentares que visam a mantê-las subjugadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Propostas absurdas como a apelidada de “bolsa-estupro”, por exemplo, por oferecer dinheiro para que as mulheres vítimas de violência sexual não interrompam uma gravidez daí decorrente, sempre pipocam com o intuito de retroceder nos direitos das mulheres. Mas a cada vez, os fundamentalistas se superam e, com criatividade impensável, propõem mais mecanismos para impedir que as mulheres sejam seres humanos livres e autônomos. Aproveitam a proximidade do período eleitoral para rebaixar o nível dos debates, para nos condenar a tomar decisões sobre a vida das mulheres a partir de uma crença que é de alguns, mas eles querem impor a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre defendemos e defenderemos o direito à liberdade religiosa, liberdade de culto e de crença, mas não aceitaremos que Igreja nenhuma criminalize as mulheres para evitar que exerçam sua autonomia. O corpo e a vida das mulheres não é um objeto a ser controlado e vigiado, que possa ser objeto de tutela nem da Igreja, nem dos juízes, nem do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, retroceder a esse ponto, obrigar mulheres vítimas de violência sexual a levarem essa gestação a cabo, inviabilizar a interrupção de uma gravidez que traga risco de morte à mulher, é inadmissível e incabível. É uma crueldade que não tem tamanho. Não podemos tolerar a violência contra as mulheres. Criminosos são os agressores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como resposta, mais uma vez, vamos aprofundar nossa luta em defesa da legalização do aborto e contra a violência contra as mulheres. Sabemos que as chances de uma aberração como essa passar impunemente pela Comissão de Constituição e Justiça são mínimas. Também sabemos que muitos companheiros e companheiras da Igreja estão conosco na nossa luta, e que a opinião dos fundamentalistas está distante de ser unanimidade entre os religiosos. Neste momento, queremos contar com esses e com companheiros e companheiras parlamentares, solidários à luta das mulheres, que querem construir conosco um mundo de igualdade, liberdade, justiça, solidariedade e livre de qualquer tipo de opressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Alessandra Terribili, integrante da Secretaria Nacional de Mulheres do PT.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-8011764652022739786?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/8011764652022739786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=8011764652022739786&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8011764652022739786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8011764652022739786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/05/estatuto-do-nascituro-mais-uma.html' title='Estatuto do Nascituro: Mais uma aberração a ser combatida'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-3854216744265809359</id><published>2010-05-14T15:17:00.002-03:00</published><updated>2010-07-15T17:15:00.148-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>Hipocrisias politicamente corretas</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Prioridade se verifica por investimento, não por discurso".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o senso comum alimenta a ideia de que as mulheres já conquistaram a igualdade, e que tudo o que se diz em contrário é histeria – a despeito dos tantos dados que há por aí -, muitos companheiros da esquerda (em qualquer partido a que estejam filiados) corroboram com essa perspectiva falsa e nociva ao desqualificar as reivindicações programáticas das mulheres organizadas ou ao tratar com jocosidade temas que são fundamentais para a construção de igualdade e justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns assumem a postura do: “tá, deixem-nas falar, eu aceno positivamente com a cabeça, e quando elas forem embora, tudo continua como antes”. Em seus discursos, sempre se lembram das companheiras e saúdam as históricas lutas das mulheres, chegando até a assumir compromisso com o combate à desigualdade. Mas palavras sozinhas não mudam o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros são piores. Fazem tudo isso, e na saída, não é que desprezam. Caçoam, zombam, desqualificam. Por detrás da cortina. Recorrem a pérolas do machismo institucionalizado em frases prontas, ou em pensamentos pré-concebidos, como o desempenho das mulheres ao volante, à sua presença na História, aos atributos sexuais desta ou daquela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois tipos, na vida privada, não se sentem antirrevolucionários por reproduzir cada centímetro do machismo construído historicamente. Isso se expressa na divisão do trabalho doméstico, ou nos comentários “maldosos”, na conotação sexual dedicada a cada mulher que cruza seu caminho. Sem falar naqueles comportamentos mais “imperceptíveis”, como sair da reunião para fumar quando é uma mulher que está falando, ou não se dirigir às mulheres, mas sim, sempre encontrar um interlocutor homem para negociar política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem aqueles, também, que explicitamente subordinam os temas feministas a outros “mais importantes”. Esses restringem o espaço político das mulheres, de suas pautas, de sua plataforma, não têm vergonha nenhuma de afirmar que “isso pode ficar pra outro dia”, e acabam servindo de bucha de canhão daqueles que também pensam assim, mas jamais teriam coragem de dizer, em nome “da esquerda e do socialismo”. Esses acabam sendo explicitamente combatidos, e ficam rotulados de “antifeministas” até pelos demais homens, que, em ocasiões “apropriadas”, riem muito da situação e dão dicas de como passar por aquilo fingindo interesse no assunto, para não ser taxado de inimigo das causas feministas e se queimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direita não merece ser comentada, né, gente? Para a direita não existe desigualdade entre homens e mulheres, não existe opressão, não existe nada a ser transformado nesse sentido. No máximo, há que se garantir um parto tranquilo para elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário compromisso real, não só de teatro, para enfrentar a desigualdade e a opressão das mulheres e construir uma nova e justa sociedade. Nós, que, inclusive como marxistas, sabemos que a libertação de um setor oprimido virá pelas mãos e pela luta desse mesmo setor, que nenhuma conquista do povo se deu, até hoje, por concessão do opressor, também sabemos que os companheiros da esquerda, dos movimentos sociais, são aliados nessa luta estratégia, na luta pelo outro mundo possível, e precisamos contar com essa solidariedade para atingir um objetivo que não é nosso, mas de todos e todas que tremem de indignação diante da injustiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para percorrer esse caminho juntos, não devemos ocultar as contradições da luta. Quando defendemos que haja política para garantir mais presença de mulheres nos espaços de poder e decisão, criamos o mecanismo das cotas, que é um mecanismo artificial para combater uma desigualdade que não é mesmo natural. A aplicação delas, ainda que ninguém se sinta à vontade para ser contra, é sempre constrangedora. Busca-se todo tipo de brecha e artifício para não cumpri-las. Desde provocar a desqualificação política e pessoal da candidata ao posto em disputa até flexibilizações da regra de todos os tipos, naturezas e justificativas. E, muitas vezes, firma-se um pacto velado e silencioso pela não denúncia do não cumprimento da norma feminista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que se entenda que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, então, para uma mulher ter poder, um homem tem que perder. Mas não é fácil e é indesejável perder poder, então, está travada a batalha sobre essa contradição. É como já apontava Danielle Kergoat: os homens conhecem os mecanismos da dominação e se utilizam deles sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, quando afirmamos que, da mesma forma que não há feminismo sem socialismo, não há socialismo sem feminismo, não há uma sociedade livre, justa e igualitária se não acabarmos com a desigualdade entre homens e mulheres, entre brancos e negros, espera-se que a compreensão geral, na esquerda, é de que é preciso alterar, inclusive, os padrões de relação que sustentamos hoje, mesmo entre nós, companheiros/as de partido, de movimento, de sindicato. É preciso desafiar-se a olhar além do que se vê. É preciso questionar muita coisa que é “verdade” construída, é preciso romper com um cotidiano que, muitas vezes, nos é favorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem isso, não existe compromisso efetivo, estou certa disso. E se não houver compromisso efetivo com o feminismo, bem como com o fim do racismo, ninguém vai me convencer de que somos capazes de construir uma sociedade diferente desta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-3854216744265809359?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/3854216744265809359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=3854216744265809359&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3854216744265809359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3854216744265809359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/05/hipocrisias-politicamente-corretas.html' title='Hipocrisias politicamente corretas'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-1167091389242567267</id><published>2010-05-10T13:04:00.004-03:00</published><updated>2010-07-15T17:15:41.770-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Tragédia Grega</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;em&gt;Traduzi do espanhol o artigo abaixo, para o &lt;a href="http://www.democraciasocialista.org.br"&gt;site da DS&lt;/a&gt;, sobre a crise na Grécia. É bem interessante, especialmente porque é escrito por um militante do movimento social grego, Yannis Almpanis, que é da Rede por Direitos Políticos e Sociais e do Fórum Social Grego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugiro enfaticamente a leitura. O que a Grécia vive hoje não é novidade pra ninguém. Não é, porque trata-se de uma crise anunciada há tempos. E não é, também porque nós latinoamericanos conhecemos muito bem a cartilha imposta pelos organismos internacionais do naipe do FMI aos países à beira do colapso. A classe trabalhadora grega é que vai pagar a conta, segundo eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei bem decepcionada com o dinheiro que será aportado pelo nosso Governo Federal ao FMI para a Grécia. Não dá pra legitimar esse órgão. Não dá pra aceitar o que ele e a União Europeia querem fazer com a Grécia. "Ajuda" coisa nenhuma. Não é "ajuda" à Grécia. É estrangulamento.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DESESPERO E RESISTÊNCIA NA GRÉCIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;(Yannis Almpanis)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caso, a esquerda e os movimentos sociais predisseram o futuro. Enquanto a Grécia comemorava sua integração à zona do euro, advertimos que as enormes desigualdades existentes entre as economias desenvolvidas da Europa do norte, como a Alemanha, e as relativamente débeis da Europa do sul, como a Grécia, associado a um predomínio das forças políticas conservadoras nos governos nacionais do continente, conduziriam, inevitavelmente, a uma enorme pressão sobre os salários. A integração à zona do euro não permitia desvalorizar a moeda, e a zona do euro não dispunha de mecanismos para compensar as enormes diferenças econômicas entre as economias européias, o que faria com que todos os esforços nas políticas de ajuste econômico acabassem recaindo sobre a variável do custo da mão de obra direta e indireta. Dez anos mais tarde, essa previsão sinistra (que, naquele momento, foi acusada de “esquerdista” e “dogmática”) se confirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o sonho idílico dos Jogos Olímpicos de 2004, fomos poucos os que resistimos à “nova grande ideia” de nossa gloriosa e histórica nação. O resultado da “poderosa Grécia” foi uma catástrofe: foram desembolsados entre 20 e 30 milhões de euros (ninguém sabe o valor exato) em investimentos totalmente improdutivos. Agora, Atenas está repleta de enormes estádios fechados que ninguém usa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, quando chegou o dia do Juízo Final, quase ninguém se lembrava dos discursos dos políticos neoliberais e dos meios de comunicação há alguns anos. E assim: uma parte apresenta a Grécia como um país indefeso (poderoso há alguns anos) vítima da especulação estrangeira. De outra parte, o novo governo “socialista” conseguiu encontrar os bodes expiatórios para as dificuldades financeiras. De outro lado, a crise seria resultado de problemas estruturais crônicos da economia grega: um setor público superdimensionado, com excessiva quantidade (e bem paga) de empregados e empregadas. A quebra, pois, é inevitável se o país não tem capacidade de encontrar 24 milhões de euros entre abril e maio para financiar seu déficit público ou se continua adquirindo empréstimos nos mercados internacionais com juros de 6,3%. Para evitar a quebra, o país se viu obrigado a recuperar a confiança da União Europeia e dos mercados internacionais a fim de encontrar dinheiro a baixo custo para financiar sua dívida pública. E o melhor meio de ganhar a confiança dos “mercados” consistiu em adotar dolorosas medidas contra seu próprio povo. Mediante chantagem: se os trabalhadores não aceitassem as medidas de austeridade, o país afundaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pacto de estabilidade e desenvolvimento do programa elaborado pelo governo grego e pela União Europeia (EU) é, realmente, uma barbaridade: cerca de 10% de redução dos salários no setor público, aumento de 2% do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), 10% de redução do gasto público, ampliação em 2 anos da idade de aposentadoria, 100 milhões de euros de redução do orçamento da educação. O objetivo do governo é economizar 4 milhões de euros e enviar à UE e aos mercados internacionais a mensagem de que está fiel ao dogma do fundamentalismo neoliberal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, apesar de seu caráter antipopular, o plano não parece convencer os mercados internacionais, e as taxas de juros na Grécia continuam muito altas (6%). Como consequência, o plano de resgate está à espera. Ainda que, no momento, não se conheça a forma concreta do dito plano, estamos bastante convencidos de que a “ajuda” europeia, somada às políticas do nosso governo, conduzirá a uma quebra social inevitável. As previsões do Deutsche Bank são terríveis: recessão de -7,5% do PIB de agora até 2012 e 20% de desemprego (cerca de 1 milhão de pessoas). O único que vai salvar o plano de estabilidade e desenvolvimento dos programas são os benefícios dos especuladores internacionais e o patronato grego. Na realidade, esse programa não é outro senão aquele reivindicado pela Federação Patronal há 20 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está claro que havia alternativas e que outra política econômica é possível. Embora a dívida pública da Grécia (113% do PIB) seja a mais elevada das dívidas públicas da zona do euro, e se soma-se a ela a dívida privada, o total alcança 173% do PIB. O Japão, por exemplo, tem dívida além de 200%. Antes da era euro, em 1993, a Grécia utilizava 14% do seu PIB para financiar sua dívida. Agora o custo é de 6%. Assim pois, a dívida grega não é tão grande. O verdadeiro problema é que a zona do euro repousa sobre regras neoliberais extremamente rígidas que exageram a importância da dívida pública e tornam difícil seu financiamento (por exemplo, não se pode conceder empréstimos orientados para o mercado interno).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o governo grego tinha outros meios de resolver-se com os fundos necessários. Por exemplo, atuando frente aos produtores de navios comerciais (a Grécia é a maior produtora mundial, com cerca de 4 mil navios sob bandeira grega, recuperando o IVA dos produtos que compram nos portos gregos, que representa cerca de 6 milhões de euros que o Estado perde por ano, quando as economias previstas no plano de estabilidade são estimadas em 5 milhões. No ano passado, os armadores gregos juntos pagaram menos imposto do que pagaram os e as imigrantes para obtenção da “carta verde”. Além disso, a maioria do patronato grego transferiu seus ativos para sociedades cipriotas (taxa de juros de 10%); a igreja ortodoxa não paga impostos, quando nossos guias espirituais são os campeões nacionais do setor imobiliário por conta de suas propriedades florestais, de terras, lagos e milhares de imóveis. A cada ano, o patronato frauda mais de 8 bilhões do Sistema de Seguridade Social; 800 mil pequenas e médias empresas pagam a mesma quantidade de impostos que seus trabalhadores, cujo salário é de 2 mil euros. Os bancos gregos receberam 28 bilhões de euros dos fundos públicos no início da crise e agora especulam com a dívida pública (na realidade, a maioria dos especuladores “internacionais” são gregos, alemães e franceses), e a cada ano se dedica 4% do PIB para gastos militares (10 bilhões transferidos aos EUA e à EU para a produção de armas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses dados mostram que o governo poderia tomar o dinheiro dos ricos, mas prefere saquear o povo pobre. Trata-se, pois, de uma opção de classe em nome da urgência internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, esse é o nível europeu. A catástrofe social que sofre, hoje em dia, o povo grego é produto da estrutura neoliberal da união financeira e monetária da Europa. Uma moeda comum sem orçamento comum, um mercado unificado sem nenhum mecanismo de transferência de recursos da gente rica para a gente pobre, um pacto de estabilidade baseado no mais puro dogma neoliberal, cujo único objetivo é o benefício privado, sem preocupação com o povo. A crise mostra que é impossível viver sob as regras de Maastricht.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Grécia sempre foi um país de enormes desigualdades sociais. Assim, embora o poder de compra na Grécia seja 92% da média da zona do euro, os salários não passam de 70%. Agora, é claro, a situação social criada pelas novas medidas não pode se manter de pé. Não só porque o povo não aceita reduções salariais, nem porque o mercado interno se estancará por anos, mas sim, sobretudo, porque não há nenhuma confiança em que possamos sair desta miséria. Um sentimento de desespero agravado pela amargura de se sentir abandonada pela União Europeia. O que se conhece por “ajuda” europeia é, na verdade, uma ajuda ao estilo do FMI, que vai conduzir a uma crise social terceiro-mundista. Desde o fim da guerra civil dos anos 40, não se havia conhecido, na sociedade grega, uma falta de esperança como a atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que o desespero não conduz automaticamente à resistência. Muita gente pensa que não se pode fazer nada , que se já é difícil derrubar os planos do governo, é praticamente impossível de fazê-lo, ao mesmo tempo, contra a UE e o FMI, Alemanha, França, os misteriosos “mercados” internacionais... contra o mundo inteiro que se uniu contra a classe trabalhadora grega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De outro lado, há cada vez mais gente que dá as costas para o governo e as mobilizações são cada vez maiores. Vivemos duas exitosas greves gerais, enormes mobilizações em todas as cidades, ações de todo tipo, formação de coordenações de base dos sindicatos e de comitês locais, e uma resistência tenaz às políticas provocativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhadores e trabalhadoras se mobilizam inclusive contra a vontade dos dirigentes da Confederação Geral. E, neste momento, o que parece é que, às medida que as pessoas vão padecendo por efeito das novas medidas, maior será a resposta dos trabalhadores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-1167091389242567267?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/1167091389242567267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=1167091389242567267&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/1167091389242567267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/1167091389242567267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/05/tragedia-grega.html' title='Tragédia Grega'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-2939839005831811428</id><published>2010-05-07T13:03:00.008-03:00</published><updated>2010-07-15T17:16:25.205-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='maternidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>De presente para as mães, um futuro de liberdade e igualdade</title><content type='html'>Eu já não gosto daqueles exageros tradicionais que se associam ao ser mãe. Em muitas entrelinhas, lê-se que mãe é aquela sujeita que, irracionalmente, como os animais (frequentemente são comparadas a leoas), provêm, garantem e defendem os filhos e filhas do resto do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto da ideia de que "mãe é tudo igual, só muda de endereço". Também não gosto da mística que há em torno da maternidade - é uma bênção, é uma dádiva, é a razão de viver. E não gosto da fábula da mãe coruja, por fim. Ou até gosto, pela denúncia, não pelo culto à "corujice"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso sou eu. Tem coisa que não sou eu, que é o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maternidade é sim, muitas vezes, um dos caminhos para se ter controle sobre as mulheres e seus corpos. "Uma mulher só é completa se for mãe", proclama-se. O fato de poderem ser mães acaba fazendo delas eternamente reféns do trabalho de cuidados, como se fosse isso uma aptidão natural intrínseca à capacidade de gerar filhos. Então, sempre caberá à mulher, que é por desejo divino um ser cuidador, terno, sensível, cuidar de crianças, de idosos, de pessoas doentes no âmbito doméstico. E se encaminharem naturalmente, no mercado de trabalho, a profissões como Enfermagem, Magistério, Serviço Social e outras. Todas profissões essenciais à vida humana e absolutamente dignas, mas desvalorizadas no mercado em relação a outras, com predominância masculina. É sabido e atestado por inúmeras pesquisas que a feminização de uma carreira incorre numa queda de salários na mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recusa da maternidade é condenada pela sociedade - orquestrada por suas instituições, como a Igreja, por exemplo - como se as mulheres que não desejam ser mães fossem as bruxas da inquisição. Entre as razões para se manter o aborto criminalizado, está esse pensamento retrógrado de não admitir que uma mulher não queira ser mãe. Como se fosse um destino natural irrefutável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vilãs nas novelas não são mães, ou se são, o principal atestado da maldade é o péssimo modo de desempenhar a maternidade. Nas novelas, a maternidade pode representar a redenção de uma vilã em recuperação. Quer algo mais revelador do pensamento dominante do que um enredo de telenovela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, a indústria, o comércio e mídia se apropriam dessa opressão toda para ganhar o seu. Todo dia das mães é a mesma coisa. Milhares de propagandas na TV, no rádio, nos jornais, revistas, internet anunciam produtos que vão deixar sua mãe bonita, de acordo com os padrões do mercado - cosméticos de todo tipo, roupas, acessórios -, ou, principalmente, eletrodomésticos e utensílios domésticos incríveis que vão permitir a sua mãe ser uma serviçal ainda melhor pra você, pro seu pai, pros seus avós, seus irmãos e quem mais morar na sua casa (ou apenas frequentá-la).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ser mulher é muito determinado pela capacidade de dar à luz, fica claro, em todo dia das mães, que o mercado quer as mulheres domesticadas. Quer que continuem cumprindo dupla ou tripla jornada - mas com mais classe, elegância, com mais agilidade graças aos produtos que vendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se a sociedade realmente respeitasse as mães, não é assim que elas seriam tratadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como se fala do mundo que se quer deixar para os filhos, o que eu queria é que minha mãe tivesse um mundo que não reserva um destino irrefutável pra ela, mas que todas as mulheres pudessem, autonomamente, compor sua própria história. Que possam ser quem quiserem ser, que não dependam financeira nem emocionalmente de ninguém. Que sejam livres, que não seja naturalizado o tanto de trabalho gratuito que realizam em nome "do amor". Que o Estado e os homens garantam a socialização desse trabalho. Eu queria que a mãe de ninguém fosse vítima de violência doméstica, de violência sexual, ou da violência simbólica praticada todos os dias pela mídia e pelo mercado que a organiza, que define que a mulher sofre, que a mulher aceita, que a mulher se subordina. Eu queria que nenhuma mãe fosse submetida ao mar de mercantilização que nossa sociedade se tornou, tratando os corpos delas, de suas filhas, de suas amigas como se fossem produtos a serem consumidos. Ou então, como se fossem corpos doentes, imperfeitos, que precisam ser consertados, medicados, que precisam sofrer intervenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também queria que nenhuma mulher fosse obrigada a ser mãe se não quiser ou não puder. Que todos os filhos e filhas façam mãe mulheres que optaram por isso, planejaram, querem e têm condições de exercer a maternidade da melhor forma possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era isso que eu queria pra minha mãe e pra mãe de todo mundo. E quando eu for mãe, é isso que eu quero de presente no dia das mães. É pedir muito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Este vai dedicado à minha mãe, né. Porque eu tenho certeza que ela vai ler e quase certeza de que vai gostar. rsrs...&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-2939839005831811428?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/2939839005831811428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=2939839005831811428&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2939839005831811428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2939839005831811428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/05/de-presente-para-as-maes-um-futuro-de.html' title='De presente para as mães, um futuro de liberdade e igualdade'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-1773477449328848819</id><published>2010-05-03T12:33:00.003-03:00</published><updated>2010-07-15T17:16:51.809-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><title type='text'>Tortura, por que não?</title><content type='html'>&lt;em&gt;Fazia tempo que não postava artigos aqui que não os meus próprios. Vale muito a pena retomar esse hábito. Ainda mais quando posso ter a honra de fazer das palavras de Maria Rita Kehl, as minhas. Boa leitura e vamos à luta. Ainda há tempo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tortura, por que não?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Maria Rita Kehl&lt;br /&gt;em O Estado de São Paulo de 1º de maio&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motoboy Eduardo Pinheiro dos Santos nasceu um ano depois da promulgação da lei da Anistia no Brasil, de 1979. Aos 30 anos, talvez sem conhecer o fato de que aqui, a redemocratizaçã o custou à sociedade o preço do perdão aos agentes do Estado que torturaram, assassinaram e fizeram desaparecer os corpos de opositores da ditadura, Pinheiro foi espancado seguidas vezes, até a morte, por um grupo de 12 policiais militares com os quais teve o azar de se desentender a respeito do singelo furto de uma bicicleta. Treze dias depois do crime, a mãe do rapaz recebeu um pedido de desculpas assinado pelo comandante-geral da PM. Disse então aos jornais que perdoa os assassinos de seu filho. Perdoa antes do julgamento. Perdoa porque tem bom coração. O assassinato de Pinheiro é mais uma prova trágica de que os crimes silenciados ao longo da história de um país tendem a se repetir. Em infeliz conluio com a passividade, perdão, bondade, geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encararemos os fatos: a sociedade brasileira não está nem aí para a tortura cometida no País, tanto faz se no passado ou no presente. Pouca gente se manifestou a favor da iniciativa das famílias Teles e Merlino, que tentam condenar o coronel Ustra, reconhecido torturador de seus familiares e de outros opositores do regime militar. Em 2008, quando o ministro da Justiça Tarso Genro e o secretário de Direitos Humanos Paulo Vannuchi propuseram que se reabrisse no Brasil o debate a respeito da (não) punição aos agentes da repressão que torturaram prisioneiros durante a ditadura, as cartas de leitores nos principais jornais do País foram, na maioria, assustadoras: os que queriam apurar os crimes foram acusados de ressentidos, vingativos, passadistas. A culpa pela ferocidade da repressão recaiu sobre as vítimas. A retórica autoritária ressurgiu com a força do retorno do recalcado: quem não deve não teme; quem tomou, mereceu, etc. A depender de alguns compatriotas, estaria instaurada a punição preventiva no País. Julgamento sumário e pena de morte para quem, no futuro, faria do Brasil um país comunista. Faltou completar a apologia dos crimes de Estado dizendo que os torturadores eram bravos agentes da Lei em defesa da - democracia. Replico os argumentos de civis, leitores de jornais. A reação militar, é claro, foi ainda pior. "Que medo vocês (eles) têm de nós."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia em que escrevo, o ministro Eros Graus votou contra a proposta da OAB, de revisão da Lei da Anistia no que toca à impunidade dos torturadores. Para o relator do STF, a lei não deve ser revista. Os torturadores não serão julgados. O argumento de que a nossa anistia foi "bilateral" omite a grotesca desproporção entre as forças que lutavam contra a ditadura (inclusive os que escolheram a via da luta armada) e o aparato repressivo dos governos militares. Os prisioneiros torturados não foram mortos em combate. O ministro, assim como a Advocacia Geral da União e os principais candidatos à Presidência da República sabem que a tortura é crime contra a humanidade, não anistiável pela nossa lei de 1979. Mas somos um povo tão bom. Não levamos as coisas a ferro e fogo como nossos vizinhos argentinos, chilenos, uruguaios. Fomos o único país, entre as ferozes ditaduras latino-americanas dos anos 60 e 70, que não julgou seus generais nem seus torturadores. Aqui morrem todos de pijamas em apartamentos de frente para o mar, com a consciência do dever cumprido. A pesquisadora norte-americana Kathrin Sikking revelou que no Brasil, à diferença de outros países da América latina, a polícia mata mais hoje, em plena democracia, do que no período militar. Mata porque pode matar. Mata porque nós continuamos a dizer tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouca gente se dá conta de que a tortura consentida, por baixo do pano, durante a ditadura militar é a mesma a que assistimos hoje, passivos e horrorizados. Doença grave, doença crônica contra a qual a democracia só conseguiu imunizar os filhos da classe média e alta, nunca os filhos dos pobres. Um traço muito persistente de nossa cultura, dizem os conformados. Preço a pagar pelas vantagens da cordialidade brasileira. "Sabe, no fundo eu sou um sentimental (...). Mesmo quando minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar/ Meu coração fecha os olhos e sinceramente, chora." (Chico Buarque e Ruy Guerra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouca gente parece perceber que a violência policial prosseguiu e cresceu no País porque nós consentimos - desde que só vitime os sem-cidadania, digo: os pobres. O Brasil é passadista, sim. Não por culpa dos poucos que ainda lutam para terminar de vez com as mazelas herdadas de 21 anos de ditadura militar. É passadista porque teme romper com seu passado. A complacência e o descaso com a política nos impedem de seguir frente. Em frente. Livres das irregularidades, dos abusos e da conivência silenciosa com a parcela ilegal e criminosa que ainda toleramos, dentro do nosso Estado frouxamente democratizado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-1773477449328848819?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/1773477449328848819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=1773477449328848819&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/1773477449328848819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/1773477449328848819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/05/tortura-por-que-nao.html' title='Tortura, por que não?'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-4596678200209688345</id><published>2010-04-19T14:15:00.004-03:00</published><updated>2010-07-15T17:20:20.712-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><title type='text'>Remoto controle</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Com votos sinceros de felicidade, amor e companheirismo.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai menino... tenta se controlar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil, quando encontra um grande amor, a pessoa se controlar. Ainda mais um escorpiano. Ainda mais uma figura daquelas que não sabia como ser ele mesmo só pela metade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não interprete mal os sinais. Não se empolgue com indicações frágeis. Não imagine demais pra não quebrar a cara. Não demonstre muito o que você está sentindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sempre, o amor é um jogo. São os conselhos que a gente escuta. Principalmente, as mulheres, verdade. É preciso se preservar. E tem aquela ideia de que as pessoas não gostam de amores "fáceis". "Não seja fácil, se faça de difícil, não retorne a ligação, jamais ligue. Controle-se!", sempre disseram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não necessariamente pela mesma razão que nossos pais, mas autocontrole é sempre um conselho que está na ponta da língua. É que a disposição de sair voando que nem um balão desgovernado gosta de prevalecer diante da razão, especialmente nesses momentos de início de paixão. Os amigos e as amigas se preocupam, não querem que você sofra, querem te proteger ou, no mínimo, poder dizer depois: "eu avisei". Como se um chute desses fosse produto de algum cálculo previsível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amigo, não manda essa carta, você está indo muito rápido e muito cedo. Calma. Mantenha o autocontrole. Você pode assustar o rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele prometia que ia ouvir o conselho. Dias depois, eu saberia que a carta havia sim sido enviada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras recomendações de autocontrole ele ouviu. Mas eram aquelas que dialogavam com as suas expectativas, não as que normatizavam suas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calma, você que é assim, afobado, quer amar tudo de uma só vez, não espere que todos sejam como você. Controle-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorando um pouco, resmungando, ouvia e se segurava na cadeira. Pra não sair correndo e fazer tudo o que queria mas que era precipitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a história começou a se desenrolar. Não é que havia correspondência? Autocontrole, meu amigo, o mundo não acaba se ele precisa desistir de ir te visitar... um ano tem 365 dias, um dia tem 24 horas, uma hora tem 60 minutos... aquele minuto que você está vivendo não define tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas cada minutinho daqueles ia definindo como seria aquela relação que estava começando. Um pouco estabanada, é verdade, mas ia acontecendo, ia rompendo barreiras (do mundo e de cada um dos dois), ia criando sua própria identidade e dispensando os modelos, os padrões e os conselhos de quem estava de fora. E aquela ansiedade de ser feliz, de viver a paixão, de torná-la um amor, de deixar esse amor transformar a si mesmo e ao mundo ao redor... deixou de ser ansiedade e virou uma vontade imensa de fazer bem ao outro. Foi emocionante assistir a esse parto natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casaram-se um ano depois. Testemunhei feliz. Com 30 anos na cara, já dá pra entender como são as coisas. A principal função do tal autocontrole, é saber valorizar quando você encontra alguém e um momento que te permitam mandar todo esse controle ir passear.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-4596678200209688345?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/4596678200209688345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=4596678200209688345&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/4596678200209688345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/4596678200209688345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/04/remoto-controle.html' title='Remoto controle'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-4911889967984125566</id><published>2010-04-16T16:07:00.003-03:00</published><updated>2010-07-15T17:19:37.522-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><title type='text'>O amor sabe pensar</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Começar o fim de semana falando de amor, tema polêmico...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor que é amor não pode ser incondicional. Não existe. Se é incondicional, não é amor, é alguma patologia. Amor de verdade tem critério, tem limites, tem sim condições. Amor só se desenvolve na racionalidade, é mentira que amar é perder a cabeça. Como é possível amar se não enxergar integralmente a pessoa amada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível amar alguém que, deliberadamente, nos faz mal. Seja quem for. Também aquela velha história de opostos que se atraem não é muito real. Se se atraem, não são tão opostos. Complementaridade não é oposição. Oposição inviabiliza uma relação, isso é óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas podem ser diferentes, podem admirar, no outro ou na outra, alguma coisa que não têm em si. Mas não há amor entre duas pessoas diametralmente opostas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que adora viajar, tem gente que detesta. Mas eles podem ser felizes juntos, respeitando um o espaço do outro. Quem gosta, pode ir viajar sozinho. Quem detesta, pode fazer concessão vez ou outra. Isso não é uma oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas imagina só. Pessoas que têm visões de mundo absolutamente diferentes, formas opostas de levar a vida, sonhos, desejos e planos que são incompatíveis. Como é possível que se amem? Isso não dura. O amor não agüenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chato é que essas pessoas se encontram, e quando são obrigadas a se deixarem, fica a frustração. Às vezes, a não consumação do amor, a não realização plena, deixa a falsa ideia de que aquele sim era o grande amor. Bobagem. Amor que é amor se realiza. Não existe amor no plano das ideias, do que poderia ter sido, do querer ser. A gente fantasia o que nunca foi pra encontrar guarida na imaginação. Mas é melhor continuar buscando. Amor é concreto, e só é amor depois que está, enfim, realizado. O desafio é manter o encantamento com a estabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que se seduz exatamente pela instabilidade. Mas amor não é aventura. Amor é autoaplicável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, o amor, pra se realizar, tem que transpor obstáculos. Mas quem os traz é a vida, não o próprio amor. Diferenciar é essencial pra quem quer ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, contrario gênios da poesia e da literatura mundial de todos os tempos (dsculpem a petulância), mas estou convicta: amor é racional. Isso não tira a beleza dele, pelo contrário! Só quem sabe o que faz consegue sentir o bem na sua plenitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brilho nos olhos, o frio na espinha, a sensação de leveza, de prazer, tudo isso se intensifica se você planeja racionalmente seu sentimento. O medo é inimigo do amor. A submissão também. As duas coisas se camuflam de amor, precisa estar atento. Amor é um querer bem que transcende. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem essa bobagem de gostar de sofrer, de aceitar qualquer coisa. Sem confundir com medo ou submissão. Sem se contentar em satisfazer carência. Amor é mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que nem artista burro, já viu? O artista (artista mesmo) é inteligente por definição. É pressuposto. Isso não quer dizer que você concorde com o que ele pensa sobre tudo. Mas artista tem que ser inteligente, ter uma capacidade extraordinária de entender e de comunicar. A racionalidade e a sensibilidade andam juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é você aceitar o outro como ele é, mesmo já tendo tentado mudá-lo. Porque o outro, como ele é, se te aborrece às vezes, não te anula e nem te faz mal por isso. O outro, como ele é, não é oposto. É simplesmente ele. Sem nenhuma necessidade de se enquadrar em padrões ou modelos pré-estabelecidos. Porque ele consegue ser melhor ele mesmo quando tem você por perto. É isso que é amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-4911889967984125566?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/4911889967984125566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=4911889967984125566&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/4911889967984125566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/4911889967984125566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/04/o-amor-sabe-pensar.html' title='O amor sabe pensar'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-6776543917622420797</id><published>2010-04-12T10:46:00.003-03:00</published><updated>2010-04-12T10:49:51.278-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><title type='text'>A chaveada</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;De presente para um amigão.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos abriram violentamente, de uma vez. Caramba, são oito da manhã! O voo era às nove e vinte. Ele tinha meia hora pra saltar da cama, se arrumar e chegar ao aeroporto. A ideia de ir de ônibus teria de ser sumariamente descartada. Vá lá, táxi em Porto Alegre não era tão caro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saltou da cama, nem tomou banho. Jogou muita água no rosto e escovou os dentes – a boca estava com gosto de guarda-chuva. Entrou numa calça jeans com camisa, ainda bem que deixara a mala pronta. Seriam apenas dois dias fora, mas nunca se sabe como está o tempo desértico de Brasília no meio do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais rápido que um vencedor de maratona, bateu a porta e avançou pelos corredores do edifício. Táxi! Táxi! Nada. Saiu correndo pela rua, mala na mão, desajeitado e de cara inchada. Até esqueceu que o ponto de táxi não ficava a mais que três quadras dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, tudo foi tão rápido que nem vale a pena narrar. Quando viu, já estava no avião, aliviado, em cima da hora. Ufa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aceita barra de cereal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma voz gentil e insistente o acordou. Onde estou mesmo? Olhou ao redor, era um avião. Pelo menos, parecia. A mocinha provavelmente era uma comissária, dessas que são pagas para não ter medo de altura e sorrir sempre. Tomando pé da situação aos poucos, recusou a amável oferta e esfregou os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra, achei que não ia acordar nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra voz, essa era familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Danilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você estava até roncando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Àquela altura ele já estava quase entendendo. A correria das primeiras horas da manhã deu lugar a uma lentidão sem limites. Pensava devagar, movimentava-se devagar. Achou melhor dirigir-se à janelinha e dormir, ou fingir que dormia pra não ser aborrecido. Fingiu tão bem que pegou no sono de novo, e isso foi rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra vez, os olhos abriram violentamente e de uma vez. Caramba! Começou a suar frio, ficar agitado, em contraste com a lentidão dos pensamentos e movimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pára, homem, o que é que há?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esqueci uma “coisa” em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danilo tentou convencê-lo de que não era o fim do mundo, afinal, esquecer algo causa contratempo, mas tem solução. O que era, afinal? Uma escova de dentes, cueca? O relatório das atividades da empresa, que seria apresentado dali a três horas na capital federal? Isso seria grave – e estúpido –, mas até para isso poderiam arrumar solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Serena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quê?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o Alencar mesmo pra esquecer uma pessoa em casa! A coitada ficou trancada e ele nem notou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alencar, você está saindo com a Serena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. O segredo de meses foi por água abaixo por causa de mais um de seus atos impensados. Vai ser avoado assim lá na fronteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danilo não parava de rir. Se apenas risse, já seria incômodo o bastante, mas ria alto e caçoava da situação. Alencar do lado, suando, vermelho, olhos envergonhados, constrangidos, preocupados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena se recompunha em sua cabeça aos poucos. Sim, trancara a porta. Justamente disso, não se esqueceria. A pobrezinha ficara na cama, em sono profundo, sem nem reparar que ele saíra. Provavelmente, até aquela hora, ela dormia o sono dos inocentes, sem saber que era prisioneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem manda beber? É sempre assim. Promete, toda vez, que não vai acontecer de novo. Beber dá sono na manhã seguinte, dá ressaca, tira a fome, dá muita sede, dor de cabeça, enjoo. Só é bom enquanto dura a bebedeira. Ainda mais uma daquelas, memoráveis! Que hora era aquela, que saíram do bar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembrava tudo. As coisas vinham à cabeça aos poucos. Quando desistia de instigar a memória, quando menos esperava, lá vinha mais um flash pra se unir aos demais e ir montando o quebra-cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que hora era aquela? Queriam dormir juntos naquela noite. Irresponsáveis, quiseram ceder ao impulso sem ceder seu segredo de meses. Esperaram todos saírem do bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos, Serena, eu lhe dou uma carona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alencar, você não tem carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É... é mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ofereceu carona a pé. História mal contada, devem ter desconfiado os outros... Danilo, que era muito mais razoável, não estava no bar até aquela hora, visto que tinha um avião pra pegar de manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei lá que hora era aquela, acho que todo mundo já tinha ido. Acho que até os garçons tinham ido. Ou queriam muito ir. Isso, era isso! Foram embora àquela hora porque os garçons queriam ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais possível é que ele e Serena tenham apenas deitado e dormido como pedras. Não conseguia lembrar. Será que conseguiu namorar? Com tanto chope na cabeça? Era tarde, que hora era aquela? Era cedo, aliás. Bem cedo. Quanto será que dormiu? Levantou às oito, quase perdera a hora! Devia ter dormido umas míseras três horinhas. No máximo. Sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desfaz essa cara abobada e pensa no que vai fazer, criatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá, então pára de se divertir e me ajuda, porra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O voo era infinito. As duas horas e meia mais longas da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceu do avião correndo e pediu que Danilo apanhasse sua bagagem na esteira. Foi como uma flecha para um telefone público, telefonar a cobrar para Serena. Tomara que ela tivesse créditos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver a afobação destemperada do amigo, Danilo estendeu-lhe a mão com seu telefone. Tuuuuuuu... tuuuuuuu... tuuuuuuuu... Acorda, dorminhoca, já são mais de onze!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês bebem demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danilo cansou de caçoar e começou com lições de moral. Serena atendeu. Alencar ficou imaginando: a moça acordando ao som do toque de seu telefone, devagar. Olha ao redor para se lembrar onde estava, leva a mão à cabeça, sinalizando a dorzinha que ficou de herança da noitada. Olha para o lado e não vê o namorado secreto. O telefone para de tocar e começa de novo em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Alencar insistindo, já que, da primeira vez, o telefone chamou até cair e ela não atendeu. Mas atendeu na segunda tentativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Danilo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bina acusou falsamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Serena, sou eu, Alencar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele vacilou um pouco antes de contar, mas revelou à moça que ela se encontrava presa num pequeno apartamento do centro do Porto Alegre. E ele voltaria apenas dois dias depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alencar, seu cretino, vou te mataaaaaaaaaar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginou outra vez. Ela devia estar babando. Gritava e xingava pelo telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou resolver, vou resolver!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conta de telefone do Danilo, coitado, que nem tinha nada a ver com isso, viria alta no mês seguinte. O infeliz do Alencar, depois de falar com Serena, ligou para toda a sua família (que não era de Porto Alegre), para um vizinho, para um chaveiro, para o zelador, para a faxineira. Compôs uma comissão de resgate e definiu um fiador para a empreitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginou Serena, pela terceira vez, naquele momento. Depois de babar, ela certamente ficaria corada ao ver-se diante de três pessoas estranhas que a estavam libertando de uma noitada inconsequente. Morreria de vergonha, mesmo sendo ela tão expansiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou aliviado por ter resolvido, ainda que dessa forma improvisada. Lamentou-se mil vezes por ser tão avoado, condenou-se pelo ato estúpido. Perguntou-se mais mil vezes se Serena ainda o quereria depois daquele vexame. Concluiu que não. Merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danilo voltou a rir e os dois foram pegar um táxi para chegar ao Setor Comercial Sul. Só Alencar mesmo, pra fazer uma dessas. Alencar até esboçou um sorriso, porque aliviado, mas ainda constrangido, pediu que Danilo guardasse segredo, a que ele respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Enquanto esperava sua bagagem, liguei para uma meia dúzia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem feito. Pra se ligar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da reunião que levou os dois amigos a Brasília, o sono e a ressaca não abandonaram o pobre boêmio. Ele não dormiu, nem chegou a “pescar”, porque se entupiu de café. O estômago até reclamou. Mas os olhos estavam dispersos e lentos. De repente, abriram-se violentamente e de uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta dos fundos tinha ficado aberta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-6776543917622420797?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/6776543917622420797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=6776543917622420797&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/6776543917622420797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/6776543917622420797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/04/chaveada.html' title='A chaveada'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-6545935611424594630</id><published>2010-03-11T15:47:00.004-03:00</published><updated>2010-07-15T17:18:08.800-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>A dama e o vagabundo</title><content type='html'>Fernando Pessoa escreveu, através de Álvaro de Campos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;POEMA EM LINHA RETA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nunca conheci quem tivesse levado porrada. &lt;br /&gt;Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, &lt;br /&gt;Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, &lt;br /&gt;Indesculpavelmente sujo. &lt;br /&gt;Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, &lt;br /&gt;Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, &lt;br /&gt;Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, &lt;br /&gt;Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, &lt;br /&gt;Que tenho sofrido enxovalhos e calado, &lt;br /&gt;Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; &lt;br /&gt;Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, &lt;br /&gt;Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, &lt;br /&gt;Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, &lt;br /&gt;Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado &lt;br /&gt;Para fora da possibilidade do soco; &lt;br /&gt;Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, &lt;br /&gt;Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a gente que eu conheço e que fala comigo &lt;br /&gt;Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, &lt;br /&gt;Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me dera ouvir de alguém a voz humana &lt;br /&gt;Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; &lt;br /&gt;Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! &lt;br /&gt;Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. &lt;br /&gt;Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? &lt;br /&gt;Ó principes, meus irmãos,  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arre, estou farto de semideuses! &lt;br /&gt;Onde é que há gente no mundo?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderão as mulheres não os terem amado, &lt;br /&gt;Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca! &lt;br /&gt;E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, &lt;br /&gt;Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? &lt;br /&gt;Eu, que venho sido vil, literalmente vil, &lt;br /&gt;Vil no sentido mesquinho e infame da vileza. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro esse poema. Também estou sempre farta de semideuses. Também sou tantas vezes reles, tantas vezes vil. E às vezes penso que queria ter por perto uma voz humana, que confessasse uma infâmia, que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo assim, no meu entendimento, esse poema fica mais completo se eu associá-lo a este trecho de outro - também de Fernando Pessoa, também Álvaro de Campos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TABACARIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não sou nada.&lt;br /&gt;Nunca serei nada.&lt;br /&gt;Não posso querer ser nada.&lt;br /&gt;À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me perdoo humildemente de cada vileza, infâmia. Não sem dor. Mas, certamente, com honestidade. Aqueles, os príncipes, esses eu sei que não têm perdão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-6545935611424594630?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/6545935611424594630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=6545935611424594630&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/6545935611424594630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/6545935611424594630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/03/dama-e-o-vagabundo.html' title='A dama e o vagabundo'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-1605163556905259063</id><published>2010-03-08T18:01:00.003-03:00</published><updated>2010-07-15T17:21:12.137-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>8 de março de 2010</title><content type='html'>Um grande amigo me aborda hoje – “Devo dar parabéns pelo Dia Internacional da Mulher?”. Respondo que sim, já que ele conhece o significado. É parabenizar pela luta das mulheres contra a opressão, pelas vitórias conquistadas, por não se abaterem diante dos enormes desafios que ainda há... é difícil combater uma coisa que tanta gente acha que nem existe. É um absurdo, mas é verdade. E mesmo alguns que até aceitam a existência da desigualdade, desqualificam a luta quando lhes interessa. Interesses de natureza variada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano, são 100 anos do Dia Internacional da Mulher. A data veio da luta de mulheres trabalhadoras, e foi definida em uma conferência de mulheres socialistas. Não é pra vender perfume ou roupa íntima. Não é pra dar flores e ser gentil por um dia. É para, pelo menos, provocar reflexão. E se esse maldito capitalismo não conseguiu fazer do Dia Internacional da Mulher, até hoje, mais uma de suas datas comerciais, isso se deve à luta das feministas, que continuam indo para as ruas, que continuam dando a cara a tapa, pautando, propondo, lutando. Ainda há muito o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, o Dia Internacional da Mulher, em 2010, teve um gosto especial. Pela data em si; por ser seu aniversário de cem anos; pelo fato de minhas companheiras da Marcha Mundial das Mulheres estarem realizando uma iniciativa ousada – literalmente, uma marcha entre Campinas e São Paulo, parte de uma ação internacional -; porque a SOF (&lt;a href="http://sof.org.br"&gt;Sempreviva Organização Feminista&lt;/a&gt;), junto com a editora Expressão Popular, vai lançar um livro que recupera a origem e o sentido do 8 de março, com cuja produção eu tive o prazer e a honra de colaborar. Por tudo isso... e mais uma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei cedo e me dirigi à Delegacia Regional do Trabalho hoje. Parece planejado, mas juro que não foi. Fui buscar meu registro profissional de jornalista – o MTB. Quem me acompanha com mais atenção sabe minha opinião sobre diploma em jornalismo. Quem senta numa mesa de bar comigo sabe o que aconteceu nos últimos meses de 2009 sobre esse assunto, concretamente. O reconhecimento legal da profissão que eu exerço há quase dez anos veio hoje, aos cem anos do Dia Internacional da Mulher. E veio carregado de muitas lutas – pelo menos abstratamente, para mim. A luta que primeiro deu significado à minha militância política, a defesa da democratização da comunicação. Ela puxou outra coisa, exatamente o meu repúdio ao corporativismo e à reserva de mercado. E a luta feminista, sem a qual eu não sei quem sou, simbolizada neste 8 de março de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exercício do jornalismo, para mim, sempre esteve comprometido com essas duas lutas. Mais do que isso: o jornalismo se colocou para mim a partir dessas duas lutas. É meu instrumento. Deveria ser instrumento de luta mais do que é da transmissão do mais do mesmo que observamos no tal evento dos donos da mídia, semana passada. Eles são os donos da mídia, eles comandam a imprensa, os veículos de comunicação, o entretenimento, o jornalismo, os que para eles trabalham. Eles falam em liberdade de imprensa e em combate à censura apenas para defender seu direito individual de falar o que quiser sem ter consequências – mas perguntem onde eles estavam durante os “anos de chumbo”. Eles têm a pachorra de se dizerem porta-vozes do povo, mas eles são 9 famílias, e nós somos milhões e milhões. Eles acham que têm um poder divino, e só eles têm, ninguém mais pode ter: o de comunicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisera eu que os ideais de verdade e de justiça que movem muitos e muitas que decidem ser jornalistas sobrevivessem aos ímpetos da competição de mercado e da compra de dignidade que muitos veículos promovem. Conheço, felizmente, uma porção – com ou sem diploma em jornalismo – que seguem movidos por aqueles ideais. Que esses ideais se pintem de lilás. Que continuemos nos indignando. Que não nos cansemos de brigar com quem usa argumentos de mercado para justificar a opressão das mulheres. A imprensa precisa de mais feministas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, além da felicidade de cem anos de história, eu sinto a felicidade de quem renova um compromisso. Meu MTB sempre será esse instrumento. A luta das mulheres pode contar com ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-1605163556905259063?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/1605163556905259063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=1605163556905259063&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/1605163556905259063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/1605163556905259063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/03/8-de-marco-de-2010.html' title='8 de março de 2010'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-2526519086465416736</id><published>2010-03-05T13:27:00.006-03:00</published><updated>2010-07-15T17:23:39.186-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><title type='text'>Vagabundas, gostosas e outras "gracinhas"</title><content type='html'>&lt;em&gt;Vocês sabem que eu estudei na ECA, a Escola de Comunicações e Artes da USP. A universidade é, por excelência, onde se produz crítica e inovação. Deveria ser. Vez ou outra podemos observar aberrações que chocam ainda mais porque se esperaria outra coisa de "intelectuais" e "letrados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda bem que, se há esses, também há quem se indigne, e não se cale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leiam o artigo de Tatiane Ribeiro, estudante de jornalismo da ECA-USP, sobre lastimável fato recente, na esteira das recepções a calouros/as, em que uma organização de estudantes da faculdade - a "Atlética" - engrossa o côro da mesmice do machismo mais tosco e trivial como se fosse "descolado".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vagabundas, gostosas e outras piadas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Tatiane Ribeiro)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;100 anos do Dia Internacional das Mulheres. Ou seja, no mínimo, 100 anos de luta das mulheres. Conquistamos muitos direitos, e não foi fácil. Mulher, hoje, tem o direito de estudar, votar, trabalhar (mesmo que os índices provem que a mulher ainda ganha menos que o homem na mesma posição  - e se for negra, então...). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, hoje, dizem que com a liberalização, com a pílula anticoncepcional etc, a mulher pode se considerar sexualmente livre. Ela pode, enfim, ser dona e responsável por seu próprio corpo, sem ser coagida pelo seu senhor (pai, marido, sociedade). PODE?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os muitos recadinhos, ali está, sem critérios, o "ecana vagabunda... eu bem que avisei". Avisou? A quem? Obrigada por me contar que eu sou uma vagabunda. Obrigada por me contar que você, macho alfa, tem o direito de fazer não importa o que e eu, pobre fêmea da espécie que sou, não posso. Obrigada por me avisar que o ambiente universitário é tão machista e conservador quanto todo o resto da sociedade. É sempre bom ser lembrada que ainda tenho muito por que brigar... e muita passeata, muita luta pelo direito das mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah, mas é só uma brincadeira". Sim, é uma brincadeira. Mas, vamos aos fatos: é na brincadeira que se pode dizer qualquer coisa que quiser, e tudo bem. É só uma brincadeira. É na brincadeira que as verdades enrustidas podem vir a tona. Porque rir no final é dizer amém, mas ao mesmo tempo, é fingir que não concorda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só por brincadeira, quando eu estava no Ensino Médio, sempre que alguma coisa sumia, eu ouvia: "procura nas coisas da Tati, ela é preta!". E só pra se divertir, outros colegas adoram falar  de quantos essa ou aquela já pegaram. Mas, olha, são só brincadeiras, nada de mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos a um fato mais recente: só por brincadeira, certos estudantes de uma universidade PARARAM as aulas, gritando que a colega era uma vagabunda por conta do tamanho da saia que estava usando. E por conta dessa brincadeira, ela se viu obrigada a se trancar em uma sala e ser escoltada pela Polícia Militar para conseguir sair. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não estamos falando da USP. Nela, alunos da Faculdade de Direito escreveram em um jornal do Centro Acadêmico XI de Agosto (em 2005) que homossexualismo é doença e que AIDS é a solução. Mas não se preocupe, foi só uma piada de mal gosto, nada de mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não estamos falando da ECA, porque a Escola de Comunicações e Artes é livre, aceita todos os tipos diferentes. Mas não sem uma piadinha ou outra. Não sem fazer rótulos. Não sem dizer que o curso de Jornalismo tem o ano sim e o ano não. Deixe-me explicar a piada: no ano sim, todas as meninas são lindas e os caras são gays. No ano não, os caras são machos, mas as meninas são barangas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é assim, piada a piada, que continuamos numa sociedade machista. Que continuamos fazendo da mulher um pedaço de carne ambulante. Que as dividimos entre as "pra comer" e as "pra casar". E isso não é uma piada. Como não é engraçado ser abordada na rua, ser coagida, ter que pensar numa roupa que não seja provocante de mais, porque senão, depois não reclame... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as piadas super engraçadas continuarem passando, ainda teremos homens e mulheres achando que é normal que haja diferenciação de salários, que seja normal que a mulher tenha dupla jornada (no trabalho e nas tarefas femininas da casa). São essas as piadas que perpetuam que a mulher só pode chegar a um grande cargo se transar com o chefe, afinal, teste do sofá nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço desculpas aos leitores que acham que estou exagerando. A vocês, sugiro que pensem em certezas implícitas: por que as mulheres tem que escolher entre serem bem-sucedidas e terem família? Por que as mulheres não podem andar de decote e/ou saias curtas? E por que elas tem que ter um homem para serem felizes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dou as respostas:por que as mulheres tem que escolher entre serem bem-sucedidas e terem família? "Essa aí largou os filhos na vida, só pensa em trabalho". Por que as mulheres não podem andar de decote e/ou saias curtas? "Ê, lá em casa!" E por que elas tem que ter um homem para serem felizes?  "Ih, a fulana já tem 40 e tá solteirona. Já ficou pra titia..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não se preocupe, eu estou exagerando... são só piadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o fatídico anúncio:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3CFQoiTmofA/S5EykaHIuFI/AAAAAAAAAG8/OQsWdPqVX5A/s1600-h/ateleticaeca.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 285px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3CFQoiTmofA/S5EykaHIuFI/AAAAAAAAAG8/OQsWdPqVX5A/s320/ateleticaeca.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445189025533573202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-2526519086465416736?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/2526519086465416736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=2526519086465416736&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2526519086465416736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2526519086465416736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/03/vagabundas-gostosas-e-outras-gracinhas.html' title='Vagabundas, gostosas e outras &quot;gracinhas&quot;'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3CFQoiTmofA/S5EykaHIuFI/AAAAAAAAAG8/OQsWdPqVX5A/s72-c/ateleticaeca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-2578604086793900564</id><published>2010-02-24T16:42:00.001-03:00</published><updated>2010-07-15T17:34:15.043-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='movimento estudantil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><title type='text'>Um santo</title><content type='html'>Era um bar que ficava na Vital Brasil, bem perto da USP. Era certo que sair da faculdade e passar lá significava encontrar algum perdido ou perdida tomando uma cerveja ou só comendo um lanche mesmo. Os meninos gostavam de ir lá jogar sinuca. Quando ganhávamos alguma eleição de centro acadêmico, o endereço da festa era aquele.&lt;br /&gt;O Moisés e o Bigode nos atendiam. Às vezes, davam um pacote de salgadinhos. Outra vezes tinham que nos expulsar, porque não iríamos embora livremente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou triste de saber que o San Raphael vai fechar. Não é uma tristeza daquelas... “ah que pena, não vou mais poder freqüentar”. Afinal, ele tá lá no Butantã, em São Paulo, e eu, em Petrópolis, Porto Alegre. E convenhamos, mesmo que eu estivesse em São Paulo... não sou mais universitária, não moro na zona oeste, não como mais aqueles sanduíches gordurosos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uma linda crônica de Vinícius Carpinejar em que ele fala dos “amigos invisíveis”. São amigos que você tem ao longo da vida e acaba perdendo o contato. Isso não é ruim, necessariamente. Algumas pessoas são parte integrante e indissociável de um momento da nossa vida. Importá-las de um momento para o outro pode não ser bom. E não importá-las não diminui sua importância, não quer dizer que elas não fazem parte da nossa vida. Significa apenas que aproveitamos ao máximo essa amizade no momento em que isso devia ser feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que penso no San Raphael. Imagina eu chegando lá hoje? Haveria uma dezena de estudantes da USP, bebendo, comendo, jogando sinuca, brigando, falando alto, dando risadas... como eu fiz uma vez. Mas eu não os conheceria. Não sentaria em mesa alguma apenas para jogar conversa fora, caçoar da aula que estou matando, reclamar dos contratempos do movimento estudantil... “isso não me pertence mais”. O San Raphael também não. Seria egoísmo ou síndrome de Peter Pan pensar o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com esse espírito que estou triste porque o bar vai fechar. Os novos estudantes, os novos militantes do movimento estudantil não vão mais fazer suas reuniões secretas lá. Não vão conhecer o Moisés e o Bigode, nem vão ser obrigados a tomar Antarctica porque “é mais barato”. Aquele lugar guarda um monte de histórias do movimento estudantil. Até no dia em que, em ato político, lembramos os 30 anos da morte de Alexandre Vannucchi Leme (em 2003) – nome do nosso DCE –, foi pro San Raphael que levamos os antigos colegas dele que compareceram à atividade... E agora, essas histórias todas vão ficar enterradas lá. Não vão ficar pairando pelo ar, assombrando os novos e novas que sempre chegam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria estar lá na sexta, para me despedir. Porque não posso, escrevi isto aqui. Um brinde ao San Raphael.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-2578604086793900564?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/2578604086793900564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=2578604086793900564&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2578604086793900564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2578604086793900564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/02/um-santo.html' title='Um santo'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-4548500534083895636</id><published>2010-02-11T15:39:00.007-02:00</published><updated>2010-07-15T17:22:53.529-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consciência negra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>Quando negar o preconceito vira o ato mais preconceituoso</title><content type='html'>Milito há modestos 12 anos. E desde o começo, continua me intrigando a necessidade que algumas pessoas têm – militantes, às vezes – de negar a existência de preconceito e discriminação. Intriga-me e incomoda um bocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, são homens, brancos, heterossexuais, de classe média. Do alto de seu pertencimento ao padrão “acima de qualquer suspeita”, vêm esses arvorar-se o direito de, da arquibancada, analisar e julgar o que pode e o que não pode ser considerado um ato de preconceito, ou uma expressão da dominação que se estabelece sim entre homens e mulheres, entre negros(as) e brancos(as). Simplesmente abominável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abominável porque também isso é preconceito. &lt;em&gt;“Ah, não exagera, vai”&lt;/em&gt;; ou &lt;em&gt;“Você está nervosa, por isso está amplificando as coisas”&lt;/em&gt;; no mínimo – isso pra não chegar num &lt;em&gt;“Não seja histérica, xiita, ou coisa que o valha”&lt;/em&gt; – é corroborar e legitimar a opressão. Porque quem não sofre o preconceito na pele não deve desqualificá-lo classificando-o como “exagero” ou “histeria”. Isso é julgar que a pessoa que sofreu o preconceito é “fraca” e se fosse “forte” encararia a situação com tranquilidade. Ou seja: além de ser uma pessoa de segunda categoria – porque é isso que o preconceito afirma –, ainda é desequilibrada(o).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discriminação, preconceito, opressão, discriminação não devem ser tratados com tranquilidade ou naturalidade. Muito menos com imparcialidade! Desequilíbrio não é reconhecer e se queixar. Desequilíbrio é não se indignar com o mundo desequilibrado – uns valem mais que outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então, quem nega tão veemente as expressões do machismo ou do racismo que há por aí, pode ser porque se enxerga na reprodução desses valores de desigualdade... sim, porque não pensem que os homens, os brancos não se beneficiam da opressão das mulheres e dos negros. Beneficiam-se sim, e, muitas vezes, é difícil abrir mão da posição de “alto da pirâmide”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, espero que as mulheres, os negros e as negras, os(as) homossexuais, e todos os que são historicamente excluídos, marginalizados, não se envergonhem de apontar o preconceito e queixar-se sim. Não para as paredes: Pro autor. Pra Justiça. Pro mundo ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que este ataque histérico?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas situações motivaram-me esta breve reflexão. Pedro Bial – sempre ele –, ao dirigir-se ao único negro selecionado para o lastimável BBB indagou: “Racismo é acusação grave, você acha mesmo que sofreu preconceito?”. As palavras não foram exatamente essas. Mas após uma série de “indicações”, por parte do participante eliminado, de que era, ali dentro, tratado com desigualdade, o tom do apresentador foi de &lt;em&gt;“está exagerando, está se autovitimizando”&lt;/em&gt;, e, no limite, um julgamento de que aquela seria uma forma de autopromoção. Um nojo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra. No blog da deputada federal &lt;a href="http://bolademeiaboladegude.blogspot.com"&gt;Manuela D’Ávila&lt;/a&gt;, quando ela fala do machismo embutido na “análise” de FHC acerca da candidatura de Dilma Rousseff, comentários de leitores marcam a posição de que “não, não é preconceito, veja bem, é política”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política mal-feita apropria-se sim do machismo para desqualificar uma candidata mulher. É sutil, às vezes, mas espera-se que quem tem antena ligada perceba com mais facilidade e menos máscara. Não precisa ser tão atento assim pra perceber que o tratamento dispensado a Dilma é diferente do dispensado a Serra. Não por política. Não só por manutenção ou não do projeto representado por Lula. Mas porque, às mulheres, é dispensada uma forma particular de desqualificação. E isso é SIM machismo. Ofendam-se ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já viram “O Diabo Veste Prada”? A garota diz: “Dizem que ela é um monstro; mas se fosse um homem, diriam que ele só está cumprindo seu papel”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí vem o discurso... &lt;em&gt;“estão se autovitimizando”... “estão, de maneira oportunista, aproveitando-se da situação”. &lt;/em&gt;Como se as pessoas gostassem de se “autovitimizar”! Como se fosse agradável, confortável, ser vítima! Como se o natural fosse exatamente aceitar o papel de vítima que séculos de exploração sustentam! Dirão: sim, afinal, as vítimas conquistam a misericórdia das pessoas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós não queremos misericórdia. Queremos igualdade. Nem mais, nem menos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-4548500534083895636?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/4548500534083895636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=4548500534083895636&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/4548500534083895636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/4548500534083895636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/02/quando-negar-o-preconceito-vira-o-ato.html' title='Quando negar o preconceito vira o ato mais preconceituoso'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-8104785248228907262</id><published>2010-01-26T16:22:00.004-02:00</published><updated>2010-07-15T17:22:19.701-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>As violências sobre as mulheres</title><content type='html'>Em uma semana, duas notícias trágicas que envolvem a opressão sobre as mulheres que ainda há quem se recuse a enxergar. Mas o mais trágico é que casos como esses, diferentes entre si, repetem-se com uma indesejável frequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher foi morta pelo seu ex-companheiro, mesmo após registrar inúmeras denúncias, depois de recorrer à Lei Maria da Penha, depois de instalar, ela mesma, câmeras de vídeo, com intenção de se proteger dos anunciados ataques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena do homem transtornado entrando no local de trabalho da ex-companheira e atirando nela a sangue frio chocou Minas Gerais e o Brasil. Especialmente por se tratar de um típico caso de “crônica de uma morte anunciada”. Agora, ele está preso. Mas agora, ela já está morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas devem ter ouvido falar nas vezes em que juízes não aplicaram a Lei Maria da Penha – uma conquista das mulheres brasileiras – e alegaram sua suposta “inconstitucionalidade”. Se é assim, não sei mais o que é Justiça. Os tristes dados estatísticos sobre violência contra mulheres atestam veementemente que o machismo existe, é explícito e se expressa concretamente. Justiça é atuar de verdade para combater essa realidade. Justiça é sonhar com um mundo onde igualdade não seja discurso barato de “respeito à diferença”. Diferença que me inferioriza, muito obrigada, não quero. Fique com ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Violência sexista é uma das formas mais crueis que tomam o machismo e a opressão. E o ato de violência, quase sempre, é precedido por ameaças ou outros indicativos de que vai acontecer. Grito é violência. Perseguição é violência. Tortura psicológica é violência. E a dita “Justiça” em nosso país deveria trabalhar para impedir que a violência aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres são vítimas de violência porque são tratadas como propriedade de um homem. Como objetos que devem obedecer a um senhor. Se saírem da linha, a punição é a violência. Se o mundo sai da linha, a violência é sobre a mulher. Se o álcool sai da linha, a violência é sobre a mulher. Nada é atenuante. Ninguém enche a cara e vai bater no chefe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa lógica de ser objeto, está uma outra morte de mulher acontecida nesta semana: a jornalista que se submetia a uma cirurgia de lipoaspiração. A ânsia de corresponder a um padrão, de se encaixar numa forma, pode chegar a esse nível de pressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem aquele discurso bobo e liberal: “se ela vai se sentir melhor, deixa ela fazer”. E tome intervenção cirúrgica, medicalização... como se essas coisas não tivessem impacto sobre a saúde da indivídua! Como se fosse natural modelar corpos em série! Como se fosse destino das mulheres ter que se adaptar a exigências que o mercado, legitimado pelos grande meios de comunicação, impõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natural é que a gente reaja a isso. “Somos mulheres, e não mercadoria”. A pressão por um corpo correspondente ao padrão mata. Matou muitas mulheres em mesas de cirurgia, matou muitas mulheres de depressão, matou muitas mulheres de anorexia. Vez ou outra a mídia aborda um desses casos e provoca comoção nacional. Mas não se comove com o contexto de opressão representado em cada um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo fim de todas as violências que as mulheres sofrem, a solução é o feminismo. É a organização das mulheres para conquistar a igualdade e a justiça. É a presença feminista das mulheres em todos os espaços em que estão. É uma leitura feminista de mundo. É a luta feminista pra mudar o mundo, e, assim, mudar a vida das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos permitir que novas Islaines, Lanusses, Eloás, Ana Carolinas paguem o preço de fingirem que a desigualdade e o machismo são peças de ficção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-8104785248228907262?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/8104785248228907262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=8104785248228907262&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8104785248228907262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8104785248228907262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/01/as-violencias-sobre-as-mulheres.html' title='As violências sobre as mulheres'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-6193987286580299900</id><published>2010-01-21T16:03:00.001-02:00</published><updated>2010-01-21T16:05:29.308-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><title type='text'>Mentiras sinceras me interessam</title><content type='html'>Não me envergonho disso. Não gosto de verdade o tempo todo. A verdade, normalmente, é dura, ríspida, cruel e filha de chocadeira. Não sei por que essa necessidade de falar a verdade sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era pequena, acreditava em coisas que não eram verdade, eram fantasia. Era legal. O mundo era muito melhor e eu sempre podia ser quem eu queria. Se enjoasse de mim mesma, podia ser outra pessoa então. Podia ter váaaarias experiências diferentes, nenhuma no plano da realidade, mas e daí? Quem disse que só as situações verdadeiras acumulam experiência de verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mentirinhas inocentes deixam o mundo colorido. Porque o mundo de verdade não o é. Mentirinhas à toa são responsáveis por existir esperança. Se todo mundo olhasse tudo do jeito que realmente é, ninguém mais saía de casa. Mas acreditamos em algumas mentiras que nos contam, ou que inventamos, e daí vale a pena sair. Pra perseguir o cenário mentiroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que as pessoas têm prazer em dizer a verdade como ela é e magoar os outros?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;- Amor, você vai me esperar?&lt;br /&gt;- Não prometo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Vamos ao jogo de futebol hoje?&lt;br /&gt;- Olha, você é uma péssima companhia pro futebol. Além de gritar histericamente e atormentar os que estão em volta, ainda é pé frio. Vou sem você.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se faz isso. É maldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mentiras sinceras, por sua vez, expressam algo que não necessariamente é verdade, mas que queremos que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Amor, você vai me esperar?&lt;br /&gt;- Eternamente, se for preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos ao jogo de futebol hoje?&lt;br /&gt;- Tô com mau presságio sobre esse jogo, melhor não.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poxa, o que custa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é pros inimigos. Pros amigos, pras pessoas que consideramos, que temos em bom lugar, reservamos as mentiras sinceras. Com todo carinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-6193987286580299900?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/6193987286580299900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=6193987286580299900&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/6193987286580299900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/6193987286580299900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/01/mentiras-sinceras-me-interessam.html' title='Mentiras sinceras me interessam'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-72912741899880902</id><published>2010-01-13T11:04:00.001-02:00</published><updated>2010-01-13T11:06:13.096-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adversidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Nossa homenagem a Daniel Bensaid</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nota da Democracia Socialista, tendência interna do PT&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Bensaïd morreu na manhã do dia 12 de janeiro. Perdemos um companheiro militante revolucionário com muitas contribuições originais para o marxismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel nasceu em Toulouse há 64 anos. Foi dirigente destacado do maio de 68 na França. O primeiro livro de sua autoria – junto com Henri Weber – que publicamos no Brasil foi justamente &lt;em&gt;Maio de 68 – Um ensaio geral&lt;/em&gt;. Traduzimos do francês, datilografamos em matriz e rodamos no mimeógrafo do DAIU (centro acadêmico da Filosofia da UFRGS) em 1977. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com sua militância iniciada nos anos sessenta, Daniel deu uma contribuição decisiva para construir um elo entre o difícil acúmulo da militância revolucionária anti-estalinista e as novas gerações que lutam pelo socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Bensaïd foi fundador da Liga Comunista Revolucionária na França e depois do NPA (Novo Partido Anticapitalista). Foi um dirigente fundamental da IVª Internacional, um de seus mais argutos pensadores. Nos anos 90, já adoentado, passou a uma produção teórica impressionante, expressa em ensaios e livros, muitos traduzidos e publicados no Brasil, dentre eles &lt;em&gt;Marx, o Intempestivo &lt;/em&gt;(Rio: Civilização Brasileira, 1999).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na passagem do século passado, com o advento do movimento antiglobalização, engajou-se com energia renovada nas mobilizações e nos Fóruns Sociais Mundiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel foi um colaborador assíduo nos debates para a formação da nossa corrente, sobretudo nos anos 80. Reconhecemos sua contribuição para a nossa construção. Nossa relação foi de amizade, respeito e carinho, mesmo no difícil momento de 2005, quando publicamente divergimos sobre as perspectivas do PT e quando nosso diálogo, antes tão profícuo, foi interrompido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partilhamos com a militância revolucionária de Daniel os mesmos valores da democracia socialista, a identidade sempre reiterada com a luta dos oprimidos e explorados de todo o mundo, o internacionalismo de raiz e a convicção de que hoje, mais do que nunca, é o tempo histórico da superação do capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu livro &lt;em&gt;Une lente impatience&lt;/em&gt;, sobre sua trajetória militante, Daniel dedica um capítulo à sua experiência brasileira. Com grande sensibilidade, com a sua admiração pela música de Chico e Milton, começa (e termina) citando a poesia de Carlos Drummond de Andrade, que bem pode resumir todo seu esforço militante: “Oh vida futura! Nós te criaremos!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestamos nossa homenagem a Daniel Bensaïd, uma homenagem à rebeldia, uma homenagem à revolução!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 12 de janeiro de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-72912741899880902?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/72912741899880902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=72912741899880902&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/72912741899880902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/72912741899880902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/01/nossa-homenagem-daniel-bensaid.html' title='Nossa homenagem a Daniel Bensaid'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-5606335446784563139</id><published>2010-01-07T19:02:00.003-02:00</published><updated>2010-01-07T19:13:59.319-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>Viver como se pensa</title><content type='html'>- Oi, Marcinho.&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;- Por que você sumiu?&lt;br /&gt;- Ah, tenho andado ocupado.&lt;br /&gt;- Poxa, o que pode ser mais importante que nós pra você desaparecer assim?&lt;br /&gt;- Ah, sabe, coisas pra fazer, família, umas coisas pra resolver.&lt;br /&gt;- Entendo... sentimos sua falta.&lt;br /&gt;- É, eu faço vocês rirem.&lt;br /&gt;- Não seja bobo, menino.&lt;br /&gt;- Não faço falta, Lu, por isso achei que podia dar um tempo.&lt;br /&gt;- Como assim???&lt;br /&gt;- Ué.&lt;br /&gt;- Precisamos de você no grupo, e não é pra rir.&lt;br /&gt;- Estive pensando um pouco, Lu, precisava desse tempo.&lt;br /&gt;- Ah, agora sim. Fale a verdade. Diga: em que pensava?&lt;br /&gt;- Eu preciso cuidar da vida um pouco... ser bom em alguma coisa. Arranjar o que fazer.&lt;br /&gt;- Mais ainda pra fazer??&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- Não tens o bastante com o grupo?&lt;br /&gt;- Não, não faço nada lá.&lt;br /&gt;- Hum, fale sobre isso.&lt;br /&gt;- Olha, Lu, você, por exemplo. Você fala muito bem.&lt;br /&gt;- Obrigada... mas e daí?&lt;br /&gt;- Você fala bem, é importante pra um grupo político. Tem o dom da palavra. As pessoas prestam atenção quando você começa a discursar, você consegue tornar claras coisas que todo mundo acha difícil ou que ninguém sabe como explicar. Você consegue emocionar as pessoas. Você é fundamental pra nós porque sabe fazer isso.&lt;br /&gt;- Estou sem jeito.&lt;br /&gt;- Tentei fazer igual... mas não consigo, não tenho essa vocação. Então tentei ser como a Maria.&lt;br /&gt;- E o que tem a Maria?&lt;br /&gt;- A Maria tem o respeito das pessoas do bairro, todo mundo conhece ela. Ela não fala bem em público como você, mas fala bem em particular. As pessoas confiam nela, procuram por ela. É impressionante. Mas eu sou tímido demais, nem isso posso fazer.&lt;br /&gt;- Tô achando esta conversa tão estranha...&lt;br /&gt;- E tem o Leão.&lt;br /&gt;- Que é tímido como você.&lt;br /&gt;- É, mas sempre tem boas ideias. Ele que inventa quase tudo que a gente faz.&lt;br /&gt;- Um cara criativo.&lt;br /&gt;- Elaborador.&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- A Iara e o João parece que são de aço, não têm medo de trabalho, não têm medo de ninguém. Vão e fazem, sem tempo feio. Trabalham muito! Sempre terminam o que começam. E eu, que sou tão disperso...&lt;br /&gt;- Marcinho, onde você quer chegar?&lt;br /&gt;- Eu não tenho função, Lu. Eu não sei falar em público, não sei falar em privado, não sou criativo e sou disperso. Às vezes acho que sou carregado por vocês...&lt;br /&gt;- Quanta bobagem, Marcinho. Somos um grupo político composto por pessoas.&lt;br /&gt;- Sim, pessoas talentosas. Qual o meu talento?&lt;br /&gt;- Manter a gente como grupo.&lt;br /&gt;- Ahn?&lt;br /&gt;- Não vê? Um grupo de pessoas não é uma engrenagem. Não tem máquina a ser programada ou parafuso a ser apertado. Mas tem conflito a ser moderado, ego a ser controlado, tensão a ser amenizada... gente pra ser entendida, gente pra levar bronca e elogio. Política é lado humano, se não, não funciona.&lt;br /&gt;- E daí?&lt;br /&gt;- Você dá essa liga. A nossa coesão tem em você um impulsionador essencial. Percebe?&lt;br /&gt;- Isso não é trabalho.&lt;br /&gt;- Por quê? Trabalho é o que você pode classificar numa profissão? Que você pode quantificar em reais? &lt;br /&gt;- Eu nunca estudei, como vocês estudaram para fazerem o que fazem. Eu sou assim e pronto.&lt;br /&gt;- Por isso é que deve ser mais difícil cumprir esse papel... ninguém ensina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diálogo é imaginário. As pessoas são fictícias, e a história é, obviamente, uma caricatura. Na política e na vida, ninguém faz uma coisa só. Mas é verdade que é importante que haja as pessoas que “dão a liga”. Aquelas que mantêm o grupo coeso porque entendem. Porque mediam. Porque dedicam seu tempo a coisinhas que não são “trabalho” strictu senso, mas cansam igual e exigem habilidade, em larga medida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas até entre nós, que queremos mudar o mundo, hierarquizamos diferenças. Reproduzimos o machismo, o racismo, a homofobia, o preconceito de classe... e valoramos as coisas, os trabalhos, as pessoas da mesma forma que o mundo que queremos mudar faz. E daí, quem tem algumas dificuldades e outras facilidades tem mais obstáculos para seguir na caminhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Marcinho não saiu do grupo porque a Lu percebeu isso a tempo. Foi uma reflexão coletiva que o grupo fez. É uma questão de ter vontade de não reproduzir, mesmo se a situação nos favorece, nos valoriza. Já que defendemos a solidariedade entre os povos, entre os trabalhadores e trabalhadoras, podemos exercitar a solidariedade entre nós. Podemos nos desafiar, desde a nossa experiência militante, a pensar trabalho como algo para além do que o mercado de trabalho nos apresenta. A questionar o valor que tem cada coisa, e quem deu, e com base em quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o pessoal não sai da sala ou começa a conversar durante uma fala do Marcinho na reunião. Agora, procuram consultar o que ele acha. Agora, tentam envolvê-lo também nas coisas que ele quer fazer, não só na tarefa que sobra pra ele. Contribuem para a formação dele não só o inscrevendo em cursos e atividades que às vezes ele não entende. Fazem disso um esforço cotidiano. É um exercício, pro Marcinho e pra eles. Mas tem dado certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-5606335446784563139?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/5606335446784563139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=5606335446784563139&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/5606335446784563139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/5606335446784563139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/01/viver-como-se-pensa.html' title='Viver como se pensa'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-4315813659477659645</id><published>2010-01-05T13:02:00.004-02:00</published><updated>2010-01-05T13:12:20.240-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fórum Social Mundial'/><title type='text'>Em 2010, um outro mundo continua sendo possível</title><content type='html'>&lt;em&gt;Abrindo 2010 com artigo de Juberlei Bacelo, presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, sobre o Fórum Social Mundial, que, em ano de atividades descentralizadas, volta ao Rio Grande do Sul na comemoração de seus 10 anos. Boa leitura e feliz ano novo! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IMPOSSÍVEL É FICAR COMO ESTÁ&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Juberlei Bacelo, presidente do SindBancários&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2010, por iniciativa de cidades da região metropolitana, o Rio Grande do Sul volta a receber um evento do Fórum Social Mundial que lança uma série de atividades descentralizadas e preparatórias para o FSM em Dacar, na África, em 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tudo começou, afirmar que “um outro mundo é possível” não era pouca coisa. Ao longo dos anos 90, o neoliberalismo desmontou o Estado, levou a militarização a patamares avançadíssimos, acentuou a desigualdade entre ricos e pobres e criminalizou os movimentos sociais. Dessa conjuntura, alguns diziam que era “o fim da História”. Que não havia alternativa e que o mundo seria assim mesmo, organizado pelo “livre” mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos. Passados 10 anos, o mundo atravessa uma grave crise ambiental – e pôde comprovar, em Copenhagen, que apenas ter esperança no futuro é insuficiente para enfrentar a fúria capitalista que destroi o meio-ambiente para fazer lucro. É preciso mais. Salvar o planeta não é possível sob o capitalismo. Sua natureza predatória é incompatível com valores como solidariedade, justiça, igualdade e defesa do meio-ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, mal saímos da maior crise econômica internacional da história da humanidade. Ela teve origem exatamente no centro do capitalismo, na oferta de crédito que visa a ampliar o consumo mas permite que milhões ainda morram de fome. Ninguém controla o sistema financeiro. Quando se faz necessário, deposita-se dinheiro público nele, para que aguente firme… pelo menos até a próxima crise, e sobra sempre para os trabalhadores pagarem a conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas foram duas crises que marcaram 2009. E hoje, podemos afirmar: está claro que não resolveremos os grandes dilemas da humanidade no nosso tempo sob o sistema capitalista. Quem criou os problemas não é capaz de reagir a eles. Um outro mundo é, sim, possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, graças, também, ao FSM, existe mais espaço para que essa resposta ecoe. Movimentos sociais e a esquerda do mundo inteiro se reúnem para buscar alternativas. O SindBancários faz questão de ser parte de um processo que se propõe a tarefas tão grandiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a programação do Fórum, oferecemos duas atividades que socializam o que acumulamos nestes últimos anos. Num seminário, discutiremos a regulação do sistema financeiro, um tema bastante atual e que precisa ser enfrentado pela esquerda, para que não sejamos reféns do mercado como querem os banqueiros. E o nosso CineBancários sediará o Ciclo de Cinema do Fórum, e apresentará uma programação especial na semana. Temos tido a felicidade de experimentar o quanto a arte e a cultura podem ser instrumentos da disputa de hegemonia que queremos travar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E orgulha-nos, especialmente, ver a nossa Casa dos Bancários ser “Território Social Mundial”. Além das nossas duas atividades, a Casa receberá outros eventos e será referência para o público do Fórum Social Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será muito bom iniciar 2010 com o seminário internacional de 10 anos do FSM. Será revigorante para impulsionarmos um ano de lutas e de conquistas. Nós, os movimentos sociais, precisamos aprender com a experiência que construímos e buscar novas formas de atuar, de interagir, de lutar. Precisamos respeitar e contemplar a diversidade que há entre nós. Precisamos renovar nossa disposição e nossa esperança, porque justiça, igualdade, não virá como concessão de ninguém, será produto da luta. Dez anos depois, sabemos, mais do que nunca, que um outro mundo não apenas é possível, como é necessário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-4315813659477659645?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/4315813659477659645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=4315813659477659645&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/4315813659477659645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/4315813659477659645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2010/01/em-2010-um-outro-mundo-continua-sendo.html' title='Em 2010, um outro mundo continua sendo possível'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-2983402143080867605</id><published>2009-12-14T15:36:00.004-02:00</published><updated>2009-12-14T15:45:46.701-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fim de ano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><title type='text'>De coração de Natal</title><content type='html'>Ano passado, mais ou menos a esta altura do ano, chovia em São Paulo também. Eu saía de uma reunião – a mesma a que compareci no fim de semana último – e levava companheiros ao aeroporto de Congonhas. Lembro que alguma coisa acontecia na sede da UNE, pois os e as jovens que participavam da mesma reunião que eu dirigiram-se para lá antes mesmo do nosso compromisso terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando do aeroporto, pela Avenida 23 de Maio, chuva fina no pára-brisa, imaginava calada e distraída que seria ótimo ir para casa descansar de dois dias de reunião. Ou ainda, que poderia ligar para algum dos bons amigos para uma boa cerveja, e assim, também descansar dos dois dias de reunião...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei bem por que, mas no fim das contas, peguei a Tutoia e segui na direção da UNE. Nem sei se cheguei a tomar a decisão de ir para lá ou se o carro me levou porque quis. Não fui para casa, não fui tomar cerveja. Fui oferecer minha ajuda a companheiros(as) que credenciavam entidades ao tal fórum da UNE. Registre-se: havia uns anos que eu não acompanhava absolutamente nada, atividade nenhuma, nenhuma discussão, do movimento estudantil. Fiz parte da direção da entidade, na pasta de mulheres, de 2003 a 2005. Depois disso, passados poucos meses de acompanhamento da nova gestão, virei adulta e as costas para o movimento que me formou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho. Mas aquele dia, acabei indo pra UNE. Espírito natalino? Oferecer ajuda? Não sei. Fui para a UNE. Minha irmã estava lá. Fui pra UNE. Sei lá fazer o quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que a Avenida Paulista estava inacreditavelmente congestionada. Eu não peguei aquele trajeto, mas muitos chegavam bufando na sede da entidade por conta disso. Lembro que retardei meu retorno daquela imprevista visita exatamente por causa daquele tão anunciado trânsito da Paulista. Eu não entendia o que levava tanta gente à mais famosa avenida de São Paulo num domingo às 22 horas. Mas vai saber. Podia ser um acidente, recapeamento, montagem de palco para a festa de réveillon, semáforo embandeirado. Muita coisa é capaz de causar um baita trânsito em São Paulo. Comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algum momento, alguém chegou e alertou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, fujam dos arredores da Paulista, tá tudo parado lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, mas onde estávamos era arredor da Paulista. “Inevitável dirigir-se ao centro fugindo dos arredores da Paulista, criatura esperta”, pensei. E também, àquela altura, essa notícia já não era novidade pra ninguém. Alguém foi mais curioso que eu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas por que trânsito a esta hora? É domingo e passam das 23h!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, são as luzinhas de Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhei. Mas um belo rosto surgiu para fazer a seguinte consideração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui nesta cidade as pessoas causam trânsito para ver Papai Noel???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos riram. De fato, até para mim, paulistana, soava estranho. Não é um fenômeno tradicional, mas acho que era uma tradição se formando... todos os prédios da Paulista se enfeitam, se iluminam, se enchem de bonecos e decorações para marcar a chegada do Natal. E as pessoas vão lá ver... ficam lá, tiram fotos... passam devagar com seus carros para não perder nada... veem Papai Noel sim. Que coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natal é isso, parece uma histeria coletiva. Odeio os shopping centers entupidos, o trânsito da Paulista iluminada, os especiais de Natal da TV...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Lembrei de tudo isso porque hoje encontrei a seguinte matéria no portal UOL: &lt;em&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/album/091214_album.jhtm?abrefoto=15#fotoNav=8"&gt;“Turista enfrenta chuva e trânsito para visitar decoração de Natal em São Paulo”&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. Falava da Avenida Paulista... A primeira coisa que lembrei foi a ironia sutil na voz do belo rosto que estranhou a mobilização pró-Papai Noel na maior cidade brasileira. Alegrou-me o dia lembrar aquela situação, em seu conjunto, porque desde aquele dia esse rosto passou a fazer parte da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, pensei: “Pôxa, que coisa chata, as coisas se repetem iguaiszinhas todo ano”! Chuva, congestionamento na Paulista, decorações de Natal, Papai Noel, credenciamentos de atividades da UNE... a mesmice é incômoda. É inimiga da espontaneidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas... no fundo, é assim: os olhos precisam estar atentos, porque, em meio à mesmice, sempre existe uma novidade especial que enche os olhos de quem não se acostumou a olhar sem ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-2983402143080867605?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/2983402143080867605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=2983402143080867605&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2983402143080867605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2983402143080867605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2009/12/de-coracao-de-natal.html' title='De coração de Natal'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-6973181553171643056</id><published>2009-12-14T13:25:00.004-02:00</published><updated>2010-07-15T17:24:38.460-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>Variações do mesmo tema</title><content type='html'>Dizem que há males que vêm para o bem.&lt;br /&gt;Mas há males que vêm para outros males.&lt;br /&gt;Há malas que vêm de trem.&lt;br /&gt;E se há males que vêm para bem, também há malas que vêm para o DEM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-6973181553171643056?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/6973181553171643056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=6973181553171643056&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/6973181553171643056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/6973181553171643056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2009/12/variacoes-do-mesmo-tema.html' title='Variações do mesmo tema'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-2734369812484390821</id><published>2009-12-08T11:35:00.009-02:00</published><updated>2010-07-15T17:26:23.858-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consciência negra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>O racismo cordial do PMDB</title><content type='html'>Uma das vinhetas veiculadas pelo PMDB-RS na noite desta segunda-feira, 7 de dezembro, afirmava que "o povo que não tem virtudes se torna escravo". A frase é retirada do hino do Rio Grande do Sul. A estrofe completa diz: "Mas não basta pra ser livre / Ser forte, aguerrido e bravo / Povo que não tem virtude / Acaba por ser escravo". Acontece que, isolada de seu contexto, a frase escolhida pelo partido de Fogaça e Rigotto permite uma interpretação indesejável. Cabe a reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que virtudes estamos falando? E quem escraviza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso país escravizou os negros africanos por mais de três séculos, não porque lhes faltasse virtude. Faltava virtude aos europeus, à Igreja Católica (que legitimava a ação). Faltava virtude ao capitalismo que se desenhava, ao colonialismo que se impunha à América. Falta virtude a quem escraviza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos índios não foram feitos escravos entre os séculos XVI e XVII pela América Latina? E ainda hoje dizem que se buscaram os negros porque índio era "preguiçoso"... vai ver lhe faltava a virtude de ser disponível à escravização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor instrumento que há, contra essa cabível "interpretação" da frase em questão, é conhecer a história do nosso povo, a história da luta do nosso povo por liberdade e contra a exploração e a opressão. A história de 500 anos de resistência. É aí que reside a virtude. E convenhamos que o PMDB não tem tanto a ver com &lt;em&gt;essa &lt;/em&gt;história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-2734369812484390821?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/2734369812484390821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=2734369812484390821&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2734369812484390821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2734369812484390821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2009/12/o-racismo-ampliado-do-pmdb.html' title='O racismo cordial do PMDB'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-8887926870127103981</id><published>2009-12-03T13:00:00.007-02:00</published><updated>2010-07-15T17:27:05.385-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><title type='text'>Maluf, Tuma e Colasuonno: que trio hein?</title><content type='html'>&lt;em&gt;Mais um... da Folha de S. Paulo de 28/11.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Folha (que considera que o Brasil viveu uma &lt;a href="http://terribili.blogspot.com/2009/04/pra-variar-folha.html"&gt;ditabranda&lt;/a&gt;) "esquece" de dizer que os militantes cujos corpos estavam em Perus e na Vila Formosa foram &lt;strong&gt;assassinados&lt;/strong&gt; pelo regime militar, por defender a democracia. Maluf, Tuma e Colasuonno são cúmplices desses assassinatos. E estão na vida pública até hoje, ganhando bem e interferindo na vida de milhões de brasileiros. &lt;a href="http://terribili.blogspot.com/2009/03/tristeza.html"&gt;Tristeza&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A América Latina vem vivenciando um processo muito interessante com a ascensão de governos populares, progressistas ou de esquerda. Quase todos têm feito questão de acertar suas contas com o passado recente de tortura, censura, desaparecimentos e mortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso Brasil, apesar do empenho, particularmente, do Ministro Tarso Genro e do Secretário de Direitos Humanos Paulo Vannucchi (parente de Alexandre Vannucchi Leme, estudante da minha universidade morto pela ditadura em 1973), avançou menos do que queremos no sentido de "enterrar" esse passado. Para que ele não volte. E para que ninguém pense que pode sair impune de um processo como aquele. Não é "revanche". É justiça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendo fortemente um documentário que assisti recentemente, "Condor", de Roberto Mader, sobre a Operação Condor - cooperação interna entre os regimes militares latino-americanos, nos anos de chumbo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ministro elogia ação contra civis no caso Perus; Maluf e Tuma são acusados &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) comemorou a primeira ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal de São Paulo contra civis que tiveram participação em fatos da repressão na ditadura militar (1964-85). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ação apresentada à Justiça, o Ministério Público Federal pediu que o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), o senador Romeu Tuma (PTB-SP) e o diretor da Eletrobrás Miguel Colasuonno sejam condenados a pagar indenização e percam suas funções públicas ou aposentadorias. Eles são acusados de participar do funcionamento da estrutura que ocultou cadáveres de opositores da ditadura nos cemitérios de Perus e da Vila Formosa, em São Paulo, na década de 70. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tuma foi responsável pelo Dops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social) de 1967 a 1983. Ontem ele preferiu não se manifestar por não ter conhecimento dos documentos do processo. Maluf e Colasuonno foram prefeitos da capital, de 1969 a 1971 e de 1973 a 1975, respectivamente. Em nota, Maluf disse que é "uma acusação ridícula". Colasuonno informou que desconhece os fatos das acusações e, por isso, não poderia se manifestar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Unicamp, Vannuchi declarou: "Eu saúdo a iniciativa porque ela reforça a consciência nacional de que o tema não está com ponto final. Lideranças civis e empresariais deram sustentação a esse regime, então não é justo que se faça um debate centralizado unicamente nas Forças Armadas". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem estudar a história do regime verá que civis foram bater nas portas dos quartéis pedindo que os militares saíssem para depor João Goulart." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a denúncia, Maluf ordenou a construção do cemitério de Perus, com quadras marcadas para "terroristas". O projeto da prefeitura incluiu a construção de um crematório, ideia depois abandonada. Na gestão de Colasuonno, de acordo com documentos, o cemitério de Vila Formosa foi reurbanizado, quase impossibilitando a identificação dos locais onde estavam corpos dos militantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tuma foi implicado porque, segundo os procuradores, sabia de mortes ocorridas sob a tutela de policiais do Dops, mas não as comunicou às famílias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros dois nomes na ação são Fábio Pereira Bueno, diretor do Serviço Funerário Municipal entre 1970 e 1974, e o médico legista Harry Shibata, ex-chefe do necrotério do IML. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os procuradores sugerem que as penas sejam diminuídas caso os réus contem em depoimento fatos que conhecem do período de repressão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É inequívoco que havia um esquema e que o cemitério de Perus era um centro de ocultação de cadáveres de militantes políticos", diz a procuradora da República Eugênia Fávero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Unicamp, que recebeu Vannuchi ontem, é um dos alvos da segunda ação do MPF. Nela, os procuradores pedem a responsabilização de funcionários e universidades porque houve descaso na identificação das ossadas localizadas em Perus e exumadas em 1990. As universidades implicadas são Unicamp, Universidade Federal de Minas Gerais e USP. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Procuradoria pede, em liminar, a retomada do trabalho de identificação das ossadas. O órgão apresentou no passado ações, em andamento, que buscam responsabilizar militares por crimes da ditadura. Como se tratam de desaparecimento de pessoas, os procuradores entendem que se equivalem ao crime de sequestro -por não terem sido localizadas, esses crimes não seriam anistiáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3CFQoiTmofA/SxfT6JCJOfI/AAAAAAAAAG0/KZQqtEnfxMI/s1600-h/perus.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 282px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3CFQoiTmofA/SxfT6JCJOfI/AAAAAAAAAG0/KZQqtEnfxMI/s320/perus.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411026473119726066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-8887926870127103981?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/8887926870127103981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=8887926870127103981&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8887926870127103981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8887926870127103981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2009/12/maluf-tuma-e-colasuonno-que-trio-hein.html' title='Maluf, Tuma e Colasuonno: que trio hein?'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3CFQoiTmofA/SxfT6JCJOfI/AAAAAAAAAG0/KZQqtEnfxMI/s72-c/perus.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-3748557272458466448</id><published>2009-12-03T10:09:00.003-02:00</published><updated>2010-09-01T16:26:54.859-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>O Serra e o Castelo de Areia</title><content type='html'>&lt;em&gt;Hoje o dia tá produtivo de reproduções... rsrs... tem mais este artigo, do camarada Altamiro Borges, do PCdoB, uma das principais vozes da luta pela democratização da comunicação atualmente. Ele fala da operação da PF, que apura a relação de políticos influentes do PSDB com executivos da construtora Camargo Correia, acusados de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Boa leitura.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Serra desaba com castelo de areia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia golpista não teve mesmo como esconder as podridões do demo José Roberto Arruda. Os vídeos da Polícia Federal são demolidores. Até o Correio Braziliense e a Veja, que recentemente foram presenteados com contratos milionários de compra de assinaturas pelo governo do Distrito Federal, tiveram que triscar o assunto. A sujeira poderia, até, respingar nestes veículos! Mas, ao mesmo tempo, a mídia hegemônica faz de tudo para abafar outro caso suspeito de corrupção, que envolve diretamente o principal presidenciável tucano, o governador paulista José Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Polícia Federal divulgou na semana passada alguns documentos comprometedores da chamada “Operação Castelo de Areia” - nome bem apropriado para o candidato tucano. Uma das peças da investigação policial indica que influentes políticos do PSDB de São Paulo receberam propina da construtora Camargo Corrêa. A Folha do final de semana simplesmente ofuscou o caso. O jornal golpista da famíglia Frias preferiu abrir as suas páginas para as acusações levianas de um ex-petista rancoroso contra o presidente Lula, acusado sem provas e sem escrúpulos de tentativa de estupro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Estadão e o “Palácio Band”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o Estadão, que nunca escondeu sua adesão a José Serra, abordou o tema sem maior alarde - a se fosse uma suspeita contra qualquer político da base de apoio do governo Lula. Mesmo assim, o jornal da família Mesquita se fingiu de morto ao citar a expressão “Palácio Band”, que surge numa das planilhas apreendidas pela Polícia Federal. Ele evitou explicar que a expressão é uma nítida referência ao Palácio dos Bandeirantes, local onde reside e governa o grão-tucano Serra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título da notinha também é maroto. “Documentos indicam mesada de empreiteira a políticos”. Não há qualquer referência ao PSDB - imagine se os tais políticos fossem de qualquer partido de esquerda. No corpo da matéria, o partido de Serra também é poupado. O jornal sequer alerta que um dos acusados de receber propina, o secretário Aloísio Nunes, é o preferido do grão-tucano para substituí-lo no “Palácio Band”. Vale à pena reproduzir alguns trechos da reportagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Aloísio Nunes, US$ 15.780”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Polícia Federal concluiu a Operação Castelo de Areia - investigação sobre evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo executivos da Construtora Camargo Corrêa - e anexou ao relatório documento que pode indicar suposto esquema de pagamentos mensais a parlamentares e administradores públicos e doações ‘por fora’ para partidos políticos. O dossiê é formado por 54 planilhas que sugerem provável contabilidade paralela da empreiteira (...)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os repasses teriam ocorrido em favor de deputados federais, senadores, prefeitos e servidores municipais e estaduais. Em quatro anos a empreiteira desembolsou R$ 178,16 milhões. Em 1995, segundo os registros, ela pagou R$ 17,3 milhões. Em 1996, R$ 50,54 milhões. Em 1997, R$ 41,13 milhões. No ano de 1998, R$ 69,14 milhões. O que reforça a suspeita de caixa 2 é o fato de que os números alinhados aos nomes dos supostos beneficiários estão grafados em dólares, com a taxa do dia e a conversão para reais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na página 54, há quatro lançamentos em nome do deputado Walter Feldman (PSDB-SP). Cada registro tem o valor de US$ 5 mil, somando US$ 20 mil entre 13 de janeiro e 14 de abril de 1998. À página 21, outros 12 lançamentos associados ao nome Feldman, entre 26 de janeiro e 23 de dezembro de 1996 - US$ 5 mil por mês... Em outro arquivo, na página 18, valores ao lado da expressão ‘Palácio Band’ – 4 anotações, entre 8 de fevereiro e 30 de setembro de 1996, somando US$ 45 mil, ou R$ 46.165. Na última planilha, na página 54, constam nove registros, um assim descrito: "14 de setembro de 1998, campanha política, Aloísio Nunes, US$ 15.780’”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-3748557272458466448?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/3748557272458466448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=3748557272458466448&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3748557272458466448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3748557272458466448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2009/12/o-serra-e-o-castelo-de-areia.html' title='O Serra e o Castelo de Areia'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-846828603415489397</id><published>2009-12-03T09:24:00.007-02:00</published><updated>2009-12-03T10:51:35.629-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><title type='text'>Luís Fernando Veríssimo: "Para voltar a crer"</title><content type='html'>&lt;em&gt;Para quem não lê o Zero Hora, ou não viu hoje, ou é de fora de Porto Alegre, do Rio Grande do Sul... não precisa ficar chateado, não perde nada não lendo o ZH. É mais do mesmo, mais um desses periódicos porta-vozes da classe dominante. Posição clara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, dialeticamente, quem não viu o ZH desta quinta-feira, 03/12, perdeu a coluna do Veríssimo. Está impagável. Não socializar seria um ato de egoísmo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para voltar a crer&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faltam motivos para descrer da humanidade. Vamos combinar que fizemos coisas extraordinárias, mas nossa passagem pela Terra não está sendo, exatamente, um sucesso. Para cada catedral erguida bombardeamos três, para cada civilização vicejante liquidamos quatro, a cada gesto de grandeza correspondem cinco ou seis de baixeza, para cada Gandhi produzimos sete tiranos, para cada Patrícia Pilar 17 energúmenos. Inventamos vacinas para salvar a vida de milhões ao mesmo tempo em que matamos outros milhões pelo contágio e a fome. Criamos telefones portáteis que funcionam como gravadores, computadores – e às vezes até telefones –, mas ainda temos problema com a coriza nasal. Nosso dia a dia é cheio de pequenas calhordices, dos outros e nossas. Rareiam as razões para confiar no vizinho ao nosso lado, o que dirá do político lá longe, cuja verdadeira natureza muitas vezes só vamos conhecer pela câmera escondida. Somos decididamente uma espécie inconfiável, além de venal, traiçoeira e mesquinha. E estamos envenenando o planeta, num suicídio lento do qual ninguém escapará. E tudo isso sem falar no racismo, no terrorismo e no Big Brother Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha desistido de esperar pela nossa regeneração. Ela não viria pela religião, que se transformou em apenas outro ramo de negócios. Nem viria pela revolução, mesmo que se pagasse para o povo ocupar as barricadas. Eu achava que a espécie não tinha jeito, não tinha volta, não tinha salvação. Meu desencanto era total. Só o abandonaria diante de alguma prova irrefutável de altruísmo e caráter que redimisse a humanidade. Uma prova de tal tamanho e tal significado, que anularia meu ceticismo terminal e restauraria minha esperança no futuro. E esta prova virá neste domingo, se o Grêmio derrotar o Flamengo no Maracanã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Grêmio derrotar o Flamengo, o Internacional pode ser campeão. Mas o mais importante não é isso. Se o Grêmio derrotar o Flamengo mesmo sabendo as consequências e o possível benefício para o arquiadversário, estará dando um exemplo inigualável de superioridade moral. A volta da minha fé na humanidade não interessa, Grêmio. Pense no que dirá a História. Pense nas futuras gerações!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Luís Fernando Veríssimo, no Zero Hora de 03/12/2009)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3CFQoiTmofA/SxeinXBXdnI/AAAAAAAAAGk/aNAyHOxSAZA/s1600-h/gremioeinter"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 190px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3CFQoiTmofA/SxeinXBXdnI/AAAAAAAAAGk/aNAyHOxSAZA/s320/gremioeinter" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410972274387285618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(peço licença ao amigo Bier - augustobier.blogspot.com - pra usar uma charge dele como ilustração... e deixo claro: eu, como em quase tudo na vida, também nessa disputa tenho lado - vermelho!)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-846828603415489397?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/846828603415489397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=846828603415489397&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/846828603415489397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/846828603415489397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2009/12/luis-fernando-verissimo-para-voltar.html' title='Luís Fernando Veríssimo: &quot;Para voltar a crer&quot;'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3CFQoiTmofA/SxeinXBXdnI/AAAAAAAAAGk/aNAyHOxSAZA/s72-c/gremioeinter' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-1037333379276266770</id><published>2009-12-03T09:09:00.004-02:00</published><updated>2009-12-03T09:19:17.973-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Maringoni: "O que deu no Cesinha?"</title><content type='html'>&lt;em&gt;Nos últimos dias, andou circulando pela internet um e-mail de Gilberto Maringoni, um conhecido jornalista e cartunista da melhor parte da nossa esquerda (onde quer que esteja sua filiação partidária). Ele comentava o fatídico artigo de César Benjamin na Folha de S. Paulo, quando acusou Lula de tentativa de violência sexual contra um jovem militante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;César Benjamin, 15 anos depois da história contada por ele, presta-se a esse triste papel com alguma motivação, para mim, ainda não identificada. Deve ser um mosaico de muita coisa. Nenhuma delas, respeitável ou justificável. Até o Zé Maria, presidente do PSTU, classificou a acusação como mentirosa. Mais gente envolvida na tal história fez isso. E as palavras de Benjamin, mesmo assim, não pararam de ecoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, vejam o que escreveu Maringoni. E tenha dito.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caras e caros:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista Duarte Pereira, ex-dirigente da Ação Popular, a quem admiro pela retidão de princípios, enviou a algumas pessoas o texto de César Benjamin, “Os filhos do Brasil”, acompanhado de um comentário crítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envio a vocês, abaixo, minha resposta ao Duarte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gilberto Maringoni&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro Duarte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabe do respeito imenso que tenho por você, por seu discernimento político e por sua história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso quero falar-lhe como amigo e companheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho correto darmos credibilidade ao Cesar Benjamin neste episódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tem também um passado de lutas e uma capacidade de elaboração respeitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há tempos, Cesar resolveu buscar um espaço em vôo solo, descolando-se de qualquer ação coletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei exatamente o que se passa. Não sei se é uma vaidade imensa, não sei se é alguma questão política, ou se um modo de se fazer política com o fígado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma denúncia como a que ele faz não é uma denúncia pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só encontro paralelo recente no caso Miriam Cordeiro. Levanta-se um pecado íntimo para se atacar uma vertente política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que a denúncia não foi feita antes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que a denúncia foi feita na Folha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que ela é feita quando o governo tem uma atitude digna na questão hondurenha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que ela é feita quando Lula recebe um inimigo figadal de Israel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que ela é feita quando há um afrouxamento mínimo na política monetária?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que ela é feita quando se travam as privatizações dos aeroportos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que ela é feita quando a direita faz uma ofensiva de conjunto na América Latina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que a Folha abriu uma página inteira a ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que ele faz isso na boca de uma campanha eleitoral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que ele faz isso quando o candidato da direita - José Serra - começa a cair nas pesquisas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso me evoca outra lembrança triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início dos anos 1970, alguns militantes da esquerda revolucionária, muito jovens, não aguentando as torturas a que foram submetidos na prisão, foram para a TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirmavam estarem arrependidos da luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos atrás eu os classificava com o epíteto seco de 'traidores'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, pensando no fato de serem adolescentes, pondero meu tom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fizeram um papel edificante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Causaram prejuízos irreparáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eram meninos acuados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso mais evidente foi o de Massafumi Yoshinagui, da VPR. Foi até capa de Veja, em 1971. Viveu atormentado com seu gesto, até se suicidar em 1976, aos 26 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase 40 anos depois, Cesinha - que não é mais um menino - vai para as páginas e holofotes da grande mídia, fazer o que as classes dominantes querem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi notícias que blogs da direita estão difundindo o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço o Cesinha há cerca de 25 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que nós o perdemos irremediavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico envergonhado com o papel que ele está desempenhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu passado não merece isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a História irá julgá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ora fica na ponta da minha língua o adjetivo que usei contra os que foram à televisão naqueles anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não encontro atenuantes para César Benjamin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço votos que ele se dê bem no outro lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;Maringoni&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-1037333379276266770?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/1037333379276266770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=1037333379276266770&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/1037333379276266770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/1037333379276266770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2009/12/maringoni-o-que-deu-no-cesinha.html' title='Maringoni: &quot;O que deu no Cesinha?&quot;'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-3543833710579777509</id><published>2009-12-02T16:33:00.006-02:00</published><updated>2010-09-01T16:28:03.965-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='movimento sindical'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>Práticas antissindicais, perseguição e censura</title><content type='html'>Na contramão do sindicalismo combativo, e resumindo suas ações ao corporativismo puro e simples, sindicatos de jornalistas de diversos estados brasileiros têm promovido perseguições e chantagens contra organizações sindicais ou da esquerda de maneira geral, pela demissão de jornalistas, trabalhadores dessas instituições, que não tenham sua formação específica em jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um bom lead para uma matéria que visa a informar o que alguns sindicatos de jornalistas vêm fazendo para impedir jornalistas de trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei de situações revoltantes no Rio Grande do Sul, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Goste o sindicato de jornalistas ou não, esses profissionais estão exercendo sua profissão legalmente, a despeito do corporativismo raso da intervenção desse movimento “pró-diploma”, que se diz “pró-regulamentação”, mas não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez disso, a ação tem sido reforçar o discurso de que a qualidade do jornalismo depende da formação universitária específica (premissa muito fácil de se contrariar). Os sindicatos de jornalistas não querem sindicalizar os trabalhadores que exercem sua profissão sem o diploma específico. Não querem protegê-los de abusos e violações de direito. Querem ser mais um agente na precarização do trabalho desses, ao que tudo indica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história chega ao cúmulo de plenárias de forças políticas apreciarem a situação de funcionário cuja cabeça está sendo pedida pelo sindicato de jornalistas. Em alguns lugares, eles ameaçam de retaliação a instituição empregadora, ou em outros, sugerem que vão expor o trabalhador ou trabalhadora a constrangimentos. Às vezes, são as duas coisas combinadas. Mas isso não é assédio moral? Ou é bancar a polícia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se uma central sindical é solidária à luta corporativa dos sindicatos de jornalistas em defesa da reserva de mercado, jamais poderá ser condescendente com práticas de assédio moral ou com a subordinação preconceituosa de determinados(as) trabalhadores(as) a critérios absolutamente controversos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, chegou até mim a boataria, pela boca de colegas não tão próximos da vida sindical. Um jornalista, cujo nome protejo, disse: “Eu soube que tal lugar contratou jornalista sem diploma! O nome do dito-cujo é Fulano!”. O coitado do Fulano ficou assustado com a repercussão de um assunto que é, simplesmente, seu trabalho cotidiano há mais de dez anos. E então, cria-se um cordão de isolamento em torno da pobre criatura... tratada como criminosa, como se fosse um traficante de animais selvagens, sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de serem repudiáveis as práticas recentes encaminhadas pelos sindicatos de jornalistas de alguns estados, há que se reforçar que a opinião deles NÃO é um consenso. A cruzada deles pela reserva de mercado NÃO é a opinião de toda a esquerda, NÃO é a opinião de todos os que trabalham. É preciso romper com esse falso consenso que paira no ar, que, muitas vezes, justifica essas ações de perseguição, preconceito e anti-sindicalismo que se vê por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ass: Adelaide de Julinho&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-3543833710579777509?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/3543833710579777509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=3543833710579777509&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3543833710579777509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3543833710579777509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2009/12/praticas-antissindicais-perseguicao-e.html' title='Práticas antissindicais, perseguição e censura'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-6364440731339276614</id><published>2009-11-25T19:56:00.004-02:00</published><updated>2010-07-15T17:31:44.378-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>O assassino era o escriba</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Paulo Leminski)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.&lt;br /&gt;Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,&lt;br /&gt;regular como um paradigma da 1ª conjunção.&lt;br /&gt;Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,&lt;br /&gt;ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito&lt;br /&gt;assindético de nos torturar com um aposto.&lt;br /&gt;Casou com uma regência.&lt;br /&gt;Foi infeliz.&lt;br /&gt;Era possessivo como um pronome.&lt;br /&gt;E ela era bitransitiva.&lt;br /&gt;Tentou ir para os EUA.&lt;br /&gt;Não deu.&lt;br /&gt;Acharam um artigo indefinido na sua bagagem.&lt;br /&gt;A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,&lt;br /&gt;conectivos e agentes da passiva o tempo todo.&lt;br /&gt;Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Viva a língua portuguesa! Contra a reforma ortográfica neoliberal do Governo Lula! rsrs... adoro este poema, queria socializar.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-6364440731339276614?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/6364440731339276614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=6364440731339276614&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/6364440731339276614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/6364440731339276614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2009/11/o-assassino-era-o-escriba.html' title='O assassino era o escriba'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-6153959742605582077</id><published>2009-11-25T14:35:00.002-02:00</published><updated>2009-11-25T14:37:37.153-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><title type='text'>Uma história encomendada</title><content type='html'>Era quase uma matrix. Ele fingia que era ele, ela fazia de conta que era ela. Desempenhavam papeis. Era tudo fajuto, das juras de amor à convivência harmônica. As joias de presente eram falsas. O pijama não era 100% algodão. As flores eram de plástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns momentos, cansavam-se de interpretar. Nada que uma noite de sono não curasse. Era fácil levar a vida assim, porque ela nunca desviava do destino encomendado. Nunca se perdiam as estribeiras. Não havia decepção, risco, mas também não havia euforia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, ela se esqueceu de mentir. Deixou a cara de verdade aparecer. Foi um susto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não souberam como lidar com essa situação. Chegaram a sentir desespero. Ela tentou corrigir rápido, mas não dava mais tempo. Por não saber reagir, ele também acabou se revelando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se separaram e foram infelizes para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moral da história: a moral foi inventada por alguém.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-6153959742605582077?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/6153959742605582077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=6153959742605582077&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/6153959742605582077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/6153959742605582077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2009/11/uma-historia-encomendada.html' title='Uma história encomendada'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-9118372243718740381</id><published>2009-11-11T14:11:00.005-02:00</published><updated>2010-01-26T16:58:03.893-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>Um ano</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Hoje este blog completa 1 ano...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que é bastante coisa. A internet tem essa democracia de abrir espaço pra quem quer falar, mas ainda não oferece a democracia do acesso ao que se fala...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em festejar o ato de escrever, de opinar, a língua portuguesa, as palavras, os conteúdos, os instrumentos... mas decidi falar sobre "ser livre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No blog, posso escrever minhas crônicas, meus artigos de opinião, reproduzir textos de informação, sem que ninguém me considere uma criminosa por escrever sem ter diploma de jornalista. Aqui eu não sou perseguida pelos guardiães do corporativismo, que priorizam a batalha por reserva de mercado que a luta por regulamentação da imprensa, do exercício da profissão, na perspectiva da democratização da comunicação. Ninguém, aqui, pode pedir pro provedor me excluir pelo fato de estar escrevendo sem ser formada em jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, jornalistas diplomados escrevem suas matérias reproduzindo os velhos preconceitos e a mesma hierarquização que se vê há décadas e décadas. O sensacionalismo tosco diante de tragédias particulares e coletivas, a abordagem viciada de temas polêmicos, a prioridade editorializada da opinião de uns poucos sobre tudo e mais um pouco. Mas os leads estão perfeitos! (mentira, muitas e muitas vezes não estão) As entrevistas estão impecáveis e as fotos estão bem escolhidas! (como se isso fosse produto, meramente, de uma técnica pretensamente "neutra")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, vão destruir o excelente jornalismo que temos no Brasil ao acabar com a obrigatoriedade do diploma de jornalista!!! A solução é... colocar na Constituição!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta bobagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero, antes, ver uma nova Lei de Imprensa ser elaborada democraticamente e aprovada pelo Congresso Nacional, dentro de paradigmas muito distintos dos que embasaram a Lei anterior. Quero ver regulamentado o direito de resposta, quero que a imprensa seja imprensa e não Poder Judiciário, quero que não haja impunidade, quero que não haja censura. Quero que se regulamente o exercício do jornalismo, e não que se resuma isso a uma formação particular. E quero, principalmente, que tudo isso se dê a partir do princípio da democratização da comunicação, do incentivo a veículos comunitários e populares, do fim da propriedade cruzada, do controle social. Repito, em letras garrafais: CONTROLE SOCIAL. De novo, pra não ter dúvida: CONTROLE SOCIAL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade de imprensa não é uma liberdade de empresa. E nem liberdade SÓ da imprensa. Muito menos SÓ de ALGUMA imprensa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra usar a sabedoria popular, a liberdade de um termina onde começa a do outro... Desde os meus tempos de Enecos (Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social - contra a obrigatoriedade do diploma), sabíamos que só podemos ser livres juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela democratização da liberdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.” &lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Cecília Meirelles)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-9118372243718740381?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/9118372243718740381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=9118372243718740381&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/9118372243718740381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/9118372243718740381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2009/11/um-ano.html' title='Um ano'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-3340479814014239482</id><published>2009-11-08T19:24:00.007-02:00</published><updated>2010-07-15T17:33:36.122-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcha Mundial das Mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='movimento estudantil'/><title type='text'>Manifestação Contra a Violência Sexista</title><content type='html'>&lt;strong&gt;São Paulo - Vá à Uniban protestar!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Movimentos Feminista, Sindical e Estudantil convocam um ato contra a violência sexista ocorrida na UNIBAN, que neste momento tem como agravante a expulsão da aluna que recentemente sofreu  violência, ou seja, a vítima foi transformada em ré, os agressores estão impunes. A UNIBAN, com essa conduta, banaliza, estimula e justifica  a violência contra a Mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃO podemos nós calar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;ATO nesta segunda-feira, 9 de novembro, às 18 horas na porta da UNIBAN São Bernardo do Campo.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Endereço: São Bernardo do Campo – Avenida Rudge Ramos, 1501 (fica no KM 12 da Via Anchieta) para quem sai de são Paulo é necessário fazer o retorno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações feministas &lt;br /&gt;Marcha Mundial das Mulheres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mensagem da UNE:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;UNE protesta contra discriminação por uso de vestido curto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, mulheres estudantes brasileiras, vimos a público repudiar todas as forma de opressão e violência contra as mulheres. No dia 22 de outubro deste ano, uma aluna da Uniban (campus ABC – São Paulo), com a falsa justificativa de ter ido à aula de "vestido curto", é seguida, encurralada, xingada e agredida por seus "colegas estudantes". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena de horror é filmada, encaminhada à Internet e vira notícia por todo o país. Não aceitaremos que casos de machismo como esse passem despercebidos ou que se tornem notícia despolitizada nos meios de comunicação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato em questão revela a opressão que as mulheres sofrem cotidianamente, ao serem consideradas mercadoria e tratadas como se estivessem sempre disponíveis para cantadas e para o sexo. Não toleramos comentários que digam que a estudante "deu motivo" para ser agredida. Nenhuma mulher deve ser vítima de violência, nem por conta da roupa que usa nem por qualquer outra condição. Nada justifica a violência contra a mulher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, nós, mulheres estudantes brasileiras, organizadas na luta pelo fim do machismo, racismo e homofobia, denunciamos a violência sexista ocorrida contra a aluna da Uniban, nos solidarizamos com as mulheres vitimizadas por esses crimes e queremos punição a todos os agressores envolvidos nesse episódio e em outros tantos que acontecem e não repercutem na mídia. Não vamos nos calar perante o machismo e a violência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos Mulheres e não Mercadoria! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretoria de Mulheres da União Nacional dos Estudantes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Governo Federal &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/11/08/ult5772u5998.jhtm"&gt;cobra explicações &lt;/a&gt;da Uniban.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-3340479814014239482?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/3340479814014239482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=3340479814014239482&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3340479814014239482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3340479814014239482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2009/11/manifestacao-contra-violencia-sexista.html' title='Manifestação Contra a Violência Sexista'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-3643054688887639137</id><published>2009-11-03T16:33:00.001-02:00</published><updated>2009-11-03T16:35:28.617-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><title type='text'>Sensação de casa de férias</title><content type='html'>Quando me mudei para o Largo do Arouche, para morar na companhia do amigo Anderson Campos, comentávamos entre nós que aquela nossa casa nova parecia uma casa de férias. Eu lembro da sensação. Eu nunca tinha morado sozinha, e parecia uma coisa tão cheia de liberdade, e uma felicidade sortuda de dividir um apartamento no centro com um amigo querido, com que isso trazia essa coisa gostosa de sensação de casa de férias. Como todas férias, dá medo de que acabe logo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mistura-se com isso o fato de que nos mudamos num dezembro. Fim de ano também dá sensação boa. Pelo menos, pra mim. Não é de nostalgia, de melancolia. É de vontade de viver mais, em paz com o mundo e comigo... é aquela trivialidade de retomada da esperança, de mudar o que não gostamos, de fazer promessa de sermos melhores por termos vontade disso, de fato. Um tempinho pra descansar, pra ter expectativas. Sensação de dever cumprido e disposição de encarar os desafios novos. Depois de uma certa idade, você torce para que os desafios sejam novos. Mas isso é outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. O Anderson, quando saí de casa, me disse que aprendeu em Jericoacoara (nossa viagem de ano novo, entre amigos) que sempre haverá casas de férias. Isso não acaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo último acordei com essa sensação. Esquisito. Lembro que, ano passado, só me dei conta do fim do ano quando ele já estava quase no fim mesmo. Este ano é diferente. Este ano foi tão intenso que eu estou sentindo ele acabar desde agora. Talvez não com todas aquelas sensações que descrevi acima, pelo menos, ainda não na sua plenitude. Mas com a alegria que elas trazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei domingo como se fosse dia de Natal. Aquela coisa gostosa de só encontrar quem você quer encontrar. De não ter horário de acordar e de dormir. Uma sensação de mandar no próprio tempo. Era um contexto de felicidade que trouxe mais bons sentimentos. Não sei. Uma epifania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria ser capaz de prolongar essa sensação de felicidade ao máximo. Sempre ter uma casa de férias. Mas isso todo mundo quer, não? Controlar medo, ansiedade, controlar tudo que é ruim e amplificar o que é bom. Naquela manhã de domingo, foi a percepção de que isso é mesmo possível que tornou o dia tão feliz quanto um 31 de dezembro de ano de missão cumprida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-3643054688887639137?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/3643054688887639137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=3643054688887639137&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3643054688887639137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/3643054688887639137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2009/11/sensacao-de-casa-de-ferias.html' title='Sensação de casa de férias'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-8292455460054141237</id><published>2009-10-30T10:22:00.003-02:00</published><updated>2010-01-26T16:58:31.648-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>Intolerável</title><content type='html'>Não existem palavras que definam o que foi o comportamento daquele monte de trogloditas estudantes da Uniban São Bernardo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da menina vestida “com pouca roupa”, que praticamente foi atacada pelos colegas, agredida, perseguida, assediada, humilhada, é de chorar. Que tipo de gente promove um tumulto com o objetivo de violentar alguém? Que tipo de gente faz isso como quem vai à esquina comprar cigarros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A confusão foi tamanha que a polícia foi acionada. A estudante só conseguiu sair da faculdade enrolada num jaleco e escoltada, e ainda assim, sob vaias e xingamentos. Não vi o famigerado vídeo no YouTube, não tenho estômago pra isso. Imaginar a cena já me faz passar suficientemente mal. Mas há quem tenha estômago de aço pra essas coisas, e esses fotografaram e fizeram vídeos pelo celular da cena bizarra que a Uniban presenciava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada que justifique isso, nada. Nenhuma história anterior, nenhum contexto de conflito – que não parece haver. “Agiram mal, mas ela provocou”, li em alguns depoimentos de colegas. E certamente é o que muitos pensaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dizer de um torcedor do Palmeiras, vestido a caráter, que é agredido violentamente por torcedores do Corínthians? Que ele provocou??? A animalidade que algumas pessoas podem assumir, a possibilidade de o insano acontecer, não é motivo para atribuir à vítima o papel de cúmplice da violência que ela mesma sofreu. O normal não é isso. Nosso paradigma tem que ser o da normalidade, o das pessoas que convivem socialmente, e não o de animais incapazes de ter discernimento ou de ter a razão prevalecendo ao instinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me importa que roupa a moça vestia. Importa que ela foi duramente violentada, e isso não podemos tolerar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveria importar para os julgadores de plantão que o que mais se vê neste mundo de comunicação globalizada e instantânea é milhares de listas de mulheres mais sexy, mais desejadas, mais bem-sucedidas por terem seu corpo “em forma”. As mulheres mais festejadas pela mídia são as que cumprem padrões estéticos, não éticos, profissionais, políticos ou morais. As que são expostas como referências para as meninas são as que são desejadas, as que vestem pouca roupa, as que deixam marmanjos babando pela sua sensualidade, exaustivamente explorada por tudo que é revista masculina, feminina, canal de TV privado ou não. Todas as meninas querem ser bem-sucedidas, aceitas. Pra isso, ensinaram-lhes que devem ser desejadas. Devem ter belos corpos e expô-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero fazer um debate determinista sobre o que levou a garota a se vestir de forma x, y ou z. Muito menos pretendo justificar a ação de lado a lado a partir daí. Mas questionemos, portanto, qual a ética e qual a moral de um mundo que apresenta esse caminho para as mulheres, o de serem objetos a serem expostos e usufruídos, como um caminho possível para "o sucesso". Quantas não fazem isso? Quantos não acompanham as “mulheres-fruta”, as globais de capa de revista masculina, etc etc etc? Quem há de julgar a estudante da Uniban, ou atirar a tal da primeira pedra? Ou atirar o mesmo que atiraram em Geni?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que cabe julgamento é ao comportamento daqueles estudantes que a perseguiram. Isso sim. Há referência ética pra isso. Pra eles, é preciso apresentar algum desfecho. Não podemos tolerar a impunidade de um bando de trogloditas que agride assim a uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E alguém se pergunta o que vai ser da vida dessa menina agora? Se ela vai continuar estudando, se vai ter os mesmos colegas? Incrível como os fatalmente punidos não são os criminosos em alguns casos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;***&lt;br /&gt;Tem me chamado muita atenção a quantidade de casos de estupro praticados por adolescentes e contra adolescentes que se noticiam nos últimos dias. A violência não está encontrando limites.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-8292455460054141237?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/8292455460054141237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=8292455460054141237&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8292455460054141237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/8292455460054141237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2009/10/intoleravel.html' title='Intolerável'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-2406116802207399289</id><published>2009-10-29T11:56:00.003-02:00</published><updated>2010-07-15T17:42:11.399-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Raul Pont, aliado das lutas das mulheres de luta</title><content type='html'>Como disse o próprio Raul, “a violência veio daqueles que rasgaram a Constituição”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo gaúcho assistiu com perplexidade a reunião derradeira da comissão especial que avaliava o pedido de impeachment contra Yeda Crusius, governadora do Rio Grande do Sul. Mesmo sabendo que a opinião dos gaúchos e gaúchas era pelo impeachment da governadora, por a considerarem culpada (como atestou a última pesquisa do Ibope), a conclusão orquestrada pela maioria governista na comissão e lido em reunião pela relatora e então presidenta estadual do PSDB, Zilá Breitenbach, foi pela absolvição da governadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como ao longo de todo o processo de denúncias, tentativas de investigação (sempre sabotadas pelo governo e pela base governista na Assembleia Legislativa), naquela reunião, mais uma vez, os deputados aliados manobraram para impedir questionamentos da ordem do mérito e do método que ali estava colocado - ou melhor, imposto. E independentemente do que a oposição argumentava, o relatório seguia sendo lido pela deputada tucana, e a sessão era mantida com mãos de ferro pelo deputado Pedro Westphalen (PP), presidente da comissão. O alvoroço entre deputados do governo e da oposição, incrementado pela manifestação popular que tomava conta da A.L. e pelos correligionários da governadora tornou-se inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos desdobramentos daquela triste tarde de 8 de outubro foi a acusação descabida que Zilá Breitenbach aplicou a Raul Pont. Indignadas, quase 300 mulheres de várias regiões do Rio Grande do Sul e de fora dele, militantes dos movimentos de mulheres e de diversos movimentos sociais, educadoras, sindicalistas, psicólogas, advogadas, médicas, jornalistas, estudantes, escreveram para o gabinete do deputado perguntando: ninguém vai fazer nada? Queriam manifestar seu apoio ao deputado Raul Pont por sua história reconhecidamente solidária à luta das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia a nota apresentada por essas mulheres em apoio ao deputado Raul Pont, em defesa de sua trajetória de proximidade com o feminismo e de sua luta em defesa dos direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Raul Pont, um aliado das lutas das mulheres &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ao escrever, em sua Pagu, que "nem toda feiticeira é corcunda", Rita Lee lançou um apelo implícito: por favor, não nos generalizem pela simples condição feminina. Muito antes da cantora e compositora brasileira, a filósosa francesa Simone de Beauvoir concluía: "não se nasce mulher, torna-se mulher". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a ascensão do movimento feminista, uma nova palavra de ordem incorporou-se à luta pela igualdade: "não basta ser mulher". Era um posicionamento demarcador do propalado "feminismo da diferença" e que entendia o movimento feminista não como contrário aos homens, mas como um apelo para que homens e mulheres caminhassem lado a lado, construindo a igualdade de condições e oportunidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse chamado vem conquistando homens e mulheres através dos séculos, contabilizando incontáveis avanços das mulheres nas mais diferentes esferas de atuação. Nós, que fazemos parte dessa história, reconhecemos no deputado estadual Raul Pont um aliado da nossa luta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raul Pont, um militante dos direitos humanos e das liberdades políticas, ainda estudante universitário enfrentou a ditadura militar. Foi preso e torturado e conhece muito bem as marcas que a violência deixa e que o tempo não apaga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto parlamentar e prefeito esteve sempre atento às reivindicações dos movimentos de mulheres, presente em nossos atos e defendendo a eqüidade de participação das mulheres nas mais diversas esferas. Os avanços das políticas públicas para as mulheres em Porto Alegre passaram por sua administração. A busca de mais recursos no orçamento do Estado, conta com sua voz na defesa permanente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de Raul Pont, a deputada Zilá, do PSDB, votou contra emendas importantes que ampliavam recursos para as mulheres no orçamento público. Além disso, sua figura é ausente nas atividades e debates promovidos pelos movimentos de mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, não podemos aceitar caladas à tentativa de vitimização da parlamentar. Que a deputada se sinta agredida pelo gesto de baixar o microfone quando a sessão estava interrompida é um sentimento seu – pessoal. Não é - e nem seria em hipótese alguma - uma agressão "a todas mulheres gaúchas" como, de maneira pretensiosa, declarou Zilá. Ela está muito longe de representar todas as mulheres gaúchas. Ela não representa sequer todas as parlamentares do Legislativo Gaúcho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na defesa da história militante de Raul Pont. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No reconhecimento à sua presença na luta das mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na convicção de que a verdade é revolucionária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repudiamos todas as tentativas de transformar o deputado Raul Pont no desvio de foco da CPI. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a calúnia pode ser uma violência maior. Ela não fere a carne, mas atinge a honra.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;***&lt;br /&gt;Eu, particularmente, tenho nojo desse povo que instrumentaliza a luta das mulheres para finalidades tão espúrias quanto esta da deputada Zilá. É gente que tem por hábito desqualificar o feminismo, desdenhar das demandas das mulheres, mas que adora usar como pauta em momentos de puro oportunismo! &lt;br /&gt;O Raul mais do que merece a mobilização feminista em sua defesa. A gente o conhece bem. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-2406116802207399289?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/2406116802207399289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=2406116802207399289&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2406116802207399289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2406116802207399289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2009/10/raul-pont-aliado-das-lutas-das-mulheres.html' title='Raul Pont, aliado das lutas das mulheres de luta'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-4131819629790721925</id><published>2009-10-27T19:17:00.006-02:00</published><updated>2009-10-27T22:40:34.999-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos e crônicas'/><title type='text'>Transição, trânsito e transitoriedade</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim, esquenta e esfria, aperta e depois afrouxa, aquieta e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem". (Guimarães Rosa) &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista e escritor gaúcho Fabrício Carpinejar tem uma ótima crônica sobre a ansiedade. Dizia ele: “Sou ansioso, minha sensibilidade parece que está de plantão. (...) Sou ansioso porque espero a vida com urgência”*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine, então, o que é ser ansioso diante de uma famigerada “fase de transição”, aquela famosa e infinita ligação entre um ponto e outro. O “um ponto” você está deixando. O “outro” é aonde você quer chegar. Ou melhor, aonde você vai chegar, isso é certo. Por isso, inclusive, é que a ansiedade fica desperta e saltitante: já que você vai chegar, que seja logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos, é como se fosse o trânsito de uma grande cidade. Melhor: o trânsito de uma cidade grande que você ainda não conhece bem. Você sai de casa e vai pro trabalho. Vamos supor que é um trajeto longo, ou então, que é “horário de rush”. Você sabe bem aonde vai, a ansiedade não é produto de um destino desconhecido. Mas a demora para chegar é incômoda, porque, inclusive, é inestimável. E incontrolável. Dependendo do fluxo de automóveis ou da vontade dos deuses, você pode demorar 40 minutos ou 2 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa a demorar mais do que o previsto. Pode ter sido um semáforo enguiçado, um acidente de trânsito, obras na pista, qualquer coisa. Pode até ser que você tenha pegado o caminho errado, na ânsia de se antecipar. Daí vem a angústia, o mau humor, o estresse, o medo do erro... até uma insegurança de não chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem conhece o caminho não tem medo de errar, nem de perder a hora. Mas no nosso caso hipotético aqui, o caminho não é familiar. Você sempre pode se perder. Ou estimar mal o tempo que leva. Ou desconhecer as melhores rotas. Ou se surpreender com frequentes contratempos que não abatem os que já passaram por ali. Enfim: quem não conhece o caminho que leva ao ponto aonde se quer chegar sofre mais de ansiedade e de todos os males que dela decorrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que aqueles que não têm esse problema já tiveram, pelo menos, uma vez. Todo caminho é desconhecido pra quem nunca passou por lá, ué. Mas depois de passar, por mais longo, esburacado ou escuro que seja, você já conhece. Pode desviar dos buracos, levar uma lanterna. Pode sair de casa com o tempo calculado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Veja que não estamos falando, aqui, de um destino desconhecido – e isso é importante. Porque quem não sabe aonde vai chegar, ou não quer saber, ou ainda está descobrindo, tem outro tipo de problema de que não falaremos aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim na vida. O que você nunca enfrentou antes te amedronta. A ansiedade parece que devora o corpo e a alma. Quer que o tempo passe logo, quer dormir e acordar quando tudo estiver pronto. Quer que o caminho seja mais rápido do que você mesmo. Pra não sentir o caminho... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem outro remédio, se não, paciência. Confiança. Claro que precaução também nunca é demais. E confiança não pode ser em excesso... não tem jeito, o caminho está lá e você tem que cumpri-lo. Não há teletransporte. Você pode tornar o caminho mais ou menos árduo na medida em que controla ou não sua ansiedade, seu mau humor, sua insegurança. Fácil não é. Mas é melhor facilitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levar uma boa música pra ouvir, um bom livro para ler. Levar coisas boas na lembrança do “um ponto”, levar expectativas boas do que vai encontrar no “outro”. Assim, a ansiedade de quem espera a vida com urgência fica mais suportável...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* “Ansiedade” é uma crônica de Carpinejar que pode ser lida em &lt;strong&gt;Canalha!&lt;/strong&gt;, dele, publicado pela Editora Bertrand Brasil.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-4131819629790721925?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/4131819629790721925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=4131819629790721925&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/4131819629790721925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/4131819629790721925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2009/10/transicao-transito-e-transitoriedade.html' title='Transição, trânsito e transitoriedade'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8672412765910911010.post-2716937713320729154</id><published>2009-10-08T20:23:00.006-03:00</published><updated>2010-09-01T16:45:04.718-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aborto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>A intolerância machista contra as mulheres</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”&lt;br /&gt;(Clarice Lispector)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo escrito por Carlos Alberto Di Franco para O Estado de São Paulo não chega a surpreender. Quem conhece a trajetória do ilibado professor, sabe da sua profunda identificação com setores mais reacionários e ortodoxos da Igreja Católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Partido dos Trabalhadores é produto da luta democrática, do desejo de homens e mulheres de construir justiça e igualdade. A união de movimentos sociais da cidade e do campo, do novo sindicalismo que surgia, a intelectualidade e a Igreja progressista construiu o PT a partir de experiências da luta concreta do povo brasileiro em sua pluralidade. Dessa forma, é evidente o compromisso histórico do PT com sua democracia interna, bem como a presença valiosa de companheiras e companheiros referenciados na Igreja, notadamente, na Teologia da Libertação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os deputados Luís Bassuma e Henrique Afonso, respectivamente, espírita e evangélico, se desfiliaram do PT afirmando que foram “vítimas” de intolerância religiosa. Ora, vejamos. Há muitos espíritas e muitos evangélicos, das mais diversas matizes, entre nós. Há católicos, há presbiterianos, há judeus. Há candomblecistas, umbandistas, anglicanos. Há ateus. Nossa tradição democrática, a mesma que contribuiu com a incipiente democracia brasileira, nos ensina que nenhuma crença deve se impor sobre a outra. Nenhuma é exclusiva no grau de verdade que carrega. Nenhuma pode ser discriminada. Daí, a compreensão nítida de que o Estado é laico. O Estado não pode se orientar por uma ou outra religião, nem pela negação delas, sob pena de incorrer em erros que a humanidade já assistiu muitas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A ética da política&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, quem praticou a chamada intolerância religiosa foram exatamente os dois parlamentares. Foram intolerantes com quem não compartilha de suas crenças – essas sim, de ordem individual. Foram intolerantes com o feminismo, segmento que esteve desde o princípio na construção do PT, e muito disputou até que suas concepções se tornassem um eixo político do partido, parte de seu programa e de suas políticas. Foram intolerantes com a democracia partidária, que define as resoluções e encaminhamentos do partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No bojo da discussão da reforma política, está a premissa de que os partidos políticos devem ser fortalecidos diante da atuação individual – porque isso inibe a corrupção e politiza a relação com o eleitorado. Também com base nessa concepção, os mandatos parlamentares são instrumentos do partido de defesa de suas bandeiras, seus princípios, suas opiniões e suas propostas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É surrealismo imaginar que um mandato parlamentar do PT possa ser usado como instrumento de uma batalha contra uma posição importante do próprio PT. Luís Bassuma e Henrique Afonso não apenas votaram contra orientação partidária. Eles se colocaram como expoentes principais contra uma posição do PT, publicamente, e se utilizando do mandato que lhes foi garantido com votos depositados no partido. A punição a eles determinada pelo Diretório Nacional era o mínimo que se esperava de um partido que se leva a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A base do reacionarismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu artigo, o professor Di Franco afirma que sua opinião quanto ao aborto tem base, para além da religiosa, filosófica e científica. Pura verborragia. Podemos desafiá-lo a apresentar conceitos da Filosofia ou mesmo conclusões da Ciência que apontem o que ele busca justificar. A Ciência e a Filosofia não estão à disposição de comprovar que se justificam as milhares de mortes de mulheres, todos os anos – em sua maioria, pobres e negras –, em prol de uma dita “defesa da vida”. Não é fato que a vida se inicia na concepção. É mentira que as mulheres são “hospedeiras” de seres humanos autônomos. É mentira que os embriões são organismos completos. Falácias jogadas aos quatro ventos para defender opiniões retrógradas que, entre suas conseqüências, alienam os corpos e as vidas das mulheres, tratando-as como “hospedeiras”, determinando que seu destino, queiram ou não, é a maternidade, e que elas nem sequer podem escolher em que momento querem e podem ser mães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de raciocínio defendido pelo professor Di Franco é o mesmo que, levado ao extremo, legitimou barbáries na história da humanidade, nas quais sempre o mesmo setor da Igreja esteve envolvido. E como todo propagador desse tipo de idéia, ele usa de argumentos falaciosos com vistas a rotular seu “adversário”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, no mínimo, lamentável que um jornalista doutor em Comunicação promova uma infeliz comparação entre legalização do aborto e “eliminação de doentes”. É lamentável porque é manipulação de discurso, e não por meio da ocultação, mas sim, por induzir seu leitor ao erro propositadamente, com o objetivo de desqualificar o interlocutor a princípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres defendem a legalização do aborto há décadas, e já não sofrem o isolamento que o professor nos imputa. Países reconhecidamente conservadores como Portugal e México fizeram o debate e promoveram a regulamentação. Praticamente todos os países ditos “desenvolvidos” têm a prática de aborto regulamentada em seus territórios, o que fez diminuir as mortes de mulheres e a própria prática de aborto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Liberdade e igualdade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres não recorrem ao aborto porque querem. Elas recorrem ao aborto porque a hipocrisia de um setor da Igreja insiste em fingir que elas não existem. Porque condena o uso de preservativos. Porque reforça o mesmo machismo que violenta mulheres e que as abandona, muitas vezes, ao enfrentar uma gravidez indesejada. &lt;br /&gt;As mulheres recorrem ao aborto porque não têm saída. Legalizar o aborto é uma forma de incluir essas mulheres. De acabar com a hipocrisia que garante apenas às que podem pagar o acesso a uma clínica clandestina. De prevenir tantas mortes e tantas seqüelas. De apresentar um programa completo, com planejamento familiar e universalização de acesso a métodos anticoncepcionais. Legalizar o aborto é parar de fingir que o problema não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Causa muito incômodo a alguns que as mulheres lutem por sua liberdade e por sua autonomia. Essa luta está no combate à violência sexista, na busca de igualdade no mercado de trabalho, pela socialização do trabalho doméstico, contra a mercantilização do corpo das mulheres. Em todos esses momentos, a luta das mulheres enfrenta a intolerância, mas nunca se retraiu por isso. E foi isso que fez a humanidade caminhar no sentido da igualdade, embora ainda haja um longo caminho a percorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De nossa parte, feministas, nos conforta saber que o discurso que o professor Di Franco representa é de um setor, não de um amplo setor, como ele quer fazer parecer. Muitos companheiros e companheiras da Igreja estão conosco nessa luta.&lt;br /&gt;Liberdade de expressão nós, feministas e petistas, conhecemos bem. Nós ajudamos a construir o conceito. Nunca estivemos do outro lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Alessandra Terribili, integrante da Secretaria Nacional de Mulheres do PT e militante da Marcha Mundial das Mulheres&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8672412765910911010-2716937713320729154?l=terribili.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terribili.blogspot.com/feeds/2716937713320729154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8672412765910911010&amp;postID=2716937713320729154&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2716937713320729154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8672412765910911010/posts/default/2716937713320729154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terribili.blogspot.com/2009/10/intolerancia-machista-contra-as.html' title='A intolerância machista contra as mulheres'/><author><name>Alessandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14309987566734243618</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-eqUrY7LChZg/Tua2syWFPhI/AAAAAAAAAI4/BGUYaHwasLI/s220/foto5b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:to
